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Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados

Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora

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As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.

O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.

Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.

Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.

Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.

Cenário nacional vai na direção oposta

Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.

O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.

Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.

Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.

O que o comerciante pode fazer

Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.

O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.

Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.

Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.

No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.

É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.

Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.

Redes sociais também aparecem no Google

Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.

Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.

As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.

Um problema que tem solução

Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.

Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.

Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.

O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.

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economia

5 vantagens do cartão de crédito empresarial

Ferramenta tem sido adotada para centralizar gastos, simplificar rotinas administrativas e dar mais visibilidade ao uso dos recursos corporativos

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O cartão de crédito para empresa deixou de ser apenas um meio de pagamento para situações pontuais e passou a ocupar espaço fixo na gestão financeira das empresas. Com a expansão das operações, o aumento de despesas recorrentes e a necessidade de acompanhar gastos de forma mais organizada, esse tipo de cartão vem sendo utilizado como apoio à administração do dia a dia, especialmente em negócios que lidam com múltiplos fornecedores, equipes externas ou viagens frequentes.

A adoção do cartão empresarial está relacionada à busca por processos mais simples e previsíveis. Em vez de lidar com reembolsos, adiantamentos em dinheiro e controles manuais, empresas encontram no cartão uma forma de reunir informações, aplicar regras internas e acompanhar despesas com maior clareza. 

A seguir, confira cinco vantagens desse modelo:

1- Centralização dos gastos em um único meio de pagamento

Uma das vantagens é a centralização das despesas. Compras de materiais, pagamentos de serviços, assinaturas digitais e gastos com deslocamento podem ser concentrados em um ou poucos cartões vinculados à empresa.

Essa centralização facilita o acompanhamento financeiro e reduz a dispersão de informações. Em vez de buscar dados em diferentes comprovantes e contas, o setor financeiro passa a ter uma visão consolidada das despesas, o que contribui para análises mais organizadas e fechamento mensal menos trabalhoso.

2- Redução da burocracia com reembolsos

O uso do cartão empresarial também diminui a dependência de processos de reembolso. Em modelos tradicionais, funcionários utilizam recursos próprios e aguardam a devolução do valor gasto, o que gera formulários, conferências e possíveis atrasos.

Com o cartão, a despesa é paga diretamente pela empresa, no momento em que ocorre. Isso simplifica a rotina administrativa, reduz retrabalho e evita que colaboradores precisem antecipar dinheiro para cumprir atividades profissionais.

3- Mais controle com regras e limites definidos

Outra vantagem está na possibilidade de estabelecer regras claras para o uso do cartão. As empresas podem definir limites de gastos, responsáveis por cada cartão e tipos de despesas permitidas, alinhando o uso à política interna.

Esse controle ajuda a evitar excessos e torna o processo mais previsível. Ao saber quais são os limites e finalidades do cartão, o colaborador tende a planejar melhor seus gastos, enquanto a empresa mantém supervisão sem recorrer a autorizações constantes.

4- Organização que facilita a prestação de contas

O registro automático das transações é outro ponto positivo do cartão de crédito empresarial. Cada pagamento fica documentado com data, valor e local, o que facilita a prestação de contas e a conferência das despesas.

Essa organização contribui para auditorias internas e para o relacionamento com áreas contábil e fiscal. Com informações estruturadas, o risco de erros diminui e o tempo gasto na checagem de dados é reduzido.

5- Apoio ao planejamento financeiro

O cartão de crédito empresarial pode apoiar o planejamento financeiro ao oferecer uma visão mais clara dos gastos recorrentes. Ao analisar o histórico de despesas, a empresa consegue identificar padrões, ajustar orçamentos e revisar contratos com mais embasamento.

Essa previsibilidade ajuda na tomada de decisões e na definição de prioridades. O cartão deixa de ser apenas um instrumento de pagamento e passa a integrar a estratégia de organização financeira do negócio.

Ferramenta alinhada à gestão moderna

As vantagens do cartão de crédito empresarial mostram por que ele vem sendo incorporado à rotina de empresas de diferentes portes. Ao centralizar gastos, reduzir burocracia, permitir controle e organizar informações, o cartão contribui para uma gestão financeira mais estruturada.

Mais do que facilitar pagamentos, a ferramenta ajuda a transformar a forma como as empresas lidam com suas despesas. Quando utilizado com regras claras e acompanhamento regular, o cartão empresarial se torna um aliado da organização interna e da previsibilidade financeira.



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