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Presidente do TCE-MT inspeciona obras da ferrovia Vicente Vuolo

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Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo | Foto: Marcos Bergamasco

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Nesta quinta-feira (22.08), o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, realizou vistoria nas obras da Ferrovia Senador Vicente Vuolo.

Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) – Foto: Marcos Bergamasco

A inspeção, que começou cedo, às 6h da manhã, teve como objetivo avaliar o andamento das construções, que têm sido alvo de críticas e preocupações, principalmente em relação à segurança e à qualidade das obras.

Acompanhado pelo senador Wellington Fagundes, Sérgio Ricardo e sua equipe percorreram diversos pontos das obras da ferrovia. A comitiva também avaliou a situação da Estrada Verde, que abrange localidades como São Lourenço de Fátima, Mimoso e Santo Antônio de Leverger.

A Ferrovia Senador Vicente Vuolo é uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no estado, com um investimento de R$ 12 bilhões. Com 743 quilômetros de extensão, a ferrovia promete conectar 16 municípios de Mato Grosso à malha ferroviária nacional e ao Porto de Santos. A conclusão do projeto está prevista para 2030, e a obra é vista como essencial para o desenvolvimento econômico da região, facilitando o escoamento da produção agrícola e a integração regional.

Por outro lado, a rodovia MT-130, que também foi inspecionada durante a visita, enfrenta desafios significativos. A estrada, que já recebeu mais de R$ 100 milhões em investimentos, apresenta sérios problemas de manutenção, como buracos, ondulações e deformidades no pavimento. A situação é tão crítica que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ajuizou uma Ação Civil Pública exigindo que a concessionária responsável realize reparos imediatos e duradouros. Foram identificadas 570 inconformidades na via, e a ação requer que os reparos sejam feitos com materiais de alta qualidade, garantindo uma durabilidade mínima de cinco anos.

Durante a vistoria, o conselheiro Sérgio Ricardo ressaltou a importância de uma fiscalização rigorosa e de uma gestão eficiente dessas obras. “Estamos aqui para garantir que as obras atendam às expectativas da população e que os recursos públicos sejam bem aplicados”, afirmou. A visita destacou a necessidade urgente de intervenções na MT-130, enquanto a ferrovia continua a ser um projeto de grande potencial para o futuro da infraestrutura de transporte em Mato Grosso.

Veja trechos da entrevista do presidente:

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TCE-MT

Auditoria do Tribunal de Contas revela falhas em incentivos fiscais e moratória da soja chega ao fim

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Conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antonio Joaquim

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) concluiu uma auditoria nos incentivos fiscais concedidos pelo estado, atendendo a solicitações de diversas Câmaras Municipais. O conselheiro Antonio Joaquim, relator do processo, apresentou seu voto em sessão plenária no dia 30 de setembro de 2025, revelando que as empresas beneficiadas não conseguiram comprovar a geração de empregos ou a diminuição das desigualdades econômicas regionais. Paralelamente, a Moratória da Soja, um acordo privado que penalizava produtores, foi encerrada no início de 2026.

A decisão de auditar os incentivos fiscais foi anunciada pelo TCE-MT em 28 de maio de 2024, durante a abertura do Seminário “O Impacto das Moratórias da Soja e da Carne nas Desigualdades Sociais”, evento realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja). O conselheiro Antonio Joaquim assumiu a relatoria do processo, que culminou nas descobertas apresentadas no final de 2025.

Em sua leitura do voto, Antonio Joaquim destacou a incapacidade das empresas de demonstrar o cumprimento dos objetivos sociais e econômicos esperados com a concessão dos benefícios fiscais. A falta de comprovação de geração de empregos e de impacto positivo na redução das desigualdades regionais levanta questionamentos sobre a eficácia e o retorno desses incentivos para a sociedade mato-grossense.

O cenário é complementado pela recente finalização da Moratória da Soja, que esteve em vigor até o início de 2026. Segundo o conselheiro, este acordo privado era visto por muitos como uma penalidade aos produtores rurais que já cumpriam a legislação ambiental brasileira. O fim da moratória é recebido com alívio por parte do setor agrícola, que buscava mais flexibilidade para suas atividades sem comprometer as normas ambientais.

Em sua rede social, Antonio Joaquim expressou satisfação com os desdobramentos, afirmando que seu sentimento é de “dever cumprido” diante dos resultados da auditoria e do encerramento da moratória. A auditoria do TCE-MT e o fim da Moratória da Soja marcam um período de reavaliação de políticas e acordos que impactam diretamente a economia e o desenvolvimento de Mato Grosso.



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