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AGRO & NEGÓCIO

Preços do feijão ignoram tendência e disparam em janeiro

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Os preços do feijão registraram forte valorização na última semana de janeiro, refletindo um cenário de oferta limitada e atraso na colheita da primeira safra em importantes regiões produtoras do País. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que as cotações avançaram de forma generalizada, tanto para o feijão-carioca quanto para o feijão-preto, em movimento que contrasta com o comportamento observado no mesmo período do ano passado.

Segundo o Indicador Cepea/CNA, na sexta-feira (30), o feijão-carioca de melhor qualidade negociado no noroeste de Minas Gerais alcançou R$ 270,83 por saca de 60 quilos, acumulando alta de 11,1% na comparação semanal. No Sul do Paraná, referência para o feijão-preto, a cotação média chegou a R$ 175,46 por saca, avanço de 6,75% em igual intervalo.

No balanço mensal, o desempenho foi ainda mais expressivo. A média do feijão-carioca apresentou a maior valorização dos últimos quatro meses, enquanto o feijão-preto registrou, em janeiro, a oscilação positiva mais intensa desde o início da série histórica do Cepea/CNA, em setembro de 2024. O movimento ocorre em um contexto oposto ao observado em janeiro de 2025, quando o mercado era marcado por retração de preços e maior disponibilidade do produto.

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Do lado da oferta, o ritmo lento da colheita tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, até o dia 24 de janeiro, apenas 28,3% da área da primeira safra havia sido colhida no País. O percentual é significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, de 39%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 38,1%, evidenciando o impacto das condições climáticas adversas sobre o avanço dos trabalhos no campo.

Fonte: Pensar Agro

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AGRO & NEGÓCIO

Congresso volta às atividades nesta segunda e deve pressionar renegociação de dívidas rurais

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Com o retorno do Congresso Nacional aos trabalhos nesta segunda-feira (02.02), o futuro da principal linha emergencial de renegociação de dívidas rurais entra no centro do debate político. A Medida Provisória (MP) 1.314/2025, que liberou R$ 12 bilhões para produtores afetados por adversidades climáticas, perde validade no próximo dia 12, deixando uma janela curta para eventuais ajustes legislativos e ampliando a pressão por decisões rápidas.

A linha, operacionalizada com recursos do BNDES, já alcançou R$ 6,3 bilhões em contratações — pouco mais de 50% do orçamento disponível — após mais de três meses de vigência. O avanço, no entanto, ocorre de forma desigual e sob críticas de produtores, que relatam entraves burocráticos e lentidão na liberação dos recursos, o que coloca em risco a utilização integral do montante antes do prazo final.

Os dados mostram forte concentração regional das renegociações. O Rio Grande do Sul absorveu cerca de R$ 5,9 bilhões dos recursos públicos contratados até agora, reflexo direto das perdas acumuladas em sucessivas safras impactadas por estiagens. Nos demais Estados, as operações somaram aproximadamente R$ 400 milhões, evidenciando disparidades no acesso à linha e levantando questionamentos sobre a efetividade nacional da política.

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A execução do programa também expõe o peso das instituições com maior capilaridade no meio rural. As renegociações com recursos públicos somam 23,6 mil operações, concentradas em poucos agentes financeiros. Do ponto de vista do perfil dos beneficiários, os médios produtores responderam pela maior parcela dos valores renegociados, seguidos pelos grandes produtores. Os pequenos agricultores, embora numerosos em contratos, ficaram com uma fatia menor do volume financeiro, o que reacende o debate sobre o alcance social da medida.

Paralelamente à linha emergencial, os bancos avançaram com renegociações utilizando recursos próprios, movimento que supera com folga o volume público. As operações com recursos livres já totalizam R$ 30,8 bilhões, elevando para R$ 37,1 bilhões o valor total renegociado desde outubro. O dado reforça que o ajuste financeiro do setor tem ocorrido, em grande parte, fora do escopo direto das políticas governamentais.

A recente autorização para incluir dívidas de custeio da safra 2024/25 ampliou o potencial da linha, mas chegou tardiamente para parte dos produtores. Com a MP prestes a expirar e o calendário legislativo apertado, o risco agora é duplo: que os recursos disponíveis não sejam totalmente utilizados e que o setor rural volte a ficar sem um instrumento legal de renegociação em um momento de fragilidade financeira.

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O retorno do Congresso, portanto, transforma o crédito rural emergencial em pauta política imediata. A definição sobre prorrogações, ajustes ou ampliação das regras deverá ocorrer sob forte pressão do setor produtivo, em um intervalo de poucos dias — decisivo para determinar se a renegociação será uma política de transição ou apenas um alívio parcial diante do endividamento crescente no campo.

Fonte: Pensar Agro

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