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Polícia Civil prende ex-assessor da Assembleia com 470 pedras de diamantes

Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia e autuados em flagrante por receptação. Ele informou que as pedras são de exploração em um garimpo na Reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste, Rondônia, e que seriam comercializadas em Diamantino

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Polícia Civil prende ex-assessor da Assembleia com 470 pedras de diamante

A Polícia Civil apreendeu 470 pedras de diamante na posse de dois homens, um dos detidos é ex-assessor parlamentar da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o veículo utilizado era um Peugeot que foi abordado no município de Comodoro (644 km a Oeste), no sábado (06.07), após denúncia na Delegacia de Polícia sobre o transporte de pedras preciosas extraídas ilegalmente.

 

Um dos presos é Almir Ribeiro de Carvalho Filho, que, apesar de não ser mais assessor parlamentar desde o início do ano, portava um crachá da Assembleia Legislativa.

 

O outro é o Alison Celso da Silveira, que, de acordo com a polícia, tem três empresas inativas de mineração em seu nome.

 

O veículo vinha da cidade de Vilhena, Rondônia, em direção Comodoro, e foi abordado na BR 174, por volta das 12 horas. O automóvel era conduzido por Almir Ribeiro de Carvalho Filho, 43 anos, e com ele encontradas duas joias, um par de brinco e um pingente com pedrinhas de diamante e R$ 2,4 mil em em dinheiro.

 

Com o passageiro, Alison Celso da Silveira, de 48 anos, foram encontrados um invólucro com dois montantes de pedras de Diamante, um com 290 e outro com 180, totalizando 470 pedras, além de R$ 403,00.

 

Os dois suspeitos foram levados para a Delegacia de Polícia e autuados em flagrante por receptação. Eles informaram que as pedras são de exploração em um garimpo na Reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste, Rondônia, e que seriam comercializadas em Diamantino/MT.

 

*Com informações da PJC | MT

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre educação prisional

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A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

 

 

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