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Polícia Ambiental prende dois homens com pescado ilegal no Pantanal

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Por João Arruda | Cáceres

Durante uma fiscalização de rotina da Polícia Militar Ambiental, realizada na manhã do último dia 18 de maio, em Cáceres (a 210 km de Cuiabá), dois pescadores foram presos por transporte de pescado ilegal. Rafael Dimas da Cruz, de 39 anos, e Cláudio Carlos Rodrigues, de 53, foram flagrados com 65 quilos de pescado e acabaram presos, indiciados e multados em R$ 29 mil.

Aos policiais, a dupla confessou que os exemplares das espécies pintado e cachara haviam sido capturados com o uso de duas redes de pesca, uma com 40 metros e outra com 30 metros de comprimento.

Ainda segundo os suspeitos, os apetrechos estavam escondidos em um rancho pertencente a eles, localizado na Baía da Caiçara, na margem direita do Rio Paraguai. Diante das informações, a guarnição saiu do bairro Quebra-Pau, onde ocorreu o flagrante, e seguiu até a região da Caiçara, onde realizou a apreensão das redes.

O caso, que poderia ser registrado como mais uma ação da Companhia Ambiental de Cáceres, ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação da ocorrência à imprensa.

Diariamente, veículos de comunicação de Cáceres recebem denúncias relacionadas à ocupação desordenada das margens dos rios Paraguai, Sepotuba e Cabaçal, além de áreas de preservação permanente no entorno de baías consideradas berçários naturais dos cardumes.

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Segundo essas denúncias, parte dos chamados ranchos ou acampamentos estaria sendo usada, de forma suposta, como apoio logístico para a pesca ilegal em regiões do Pantanal.

A prisão dos dois pescadores reforçou suspeitas que, há tempos, circulam nos bastidores e chegam com frequência às redações dos meios de comunicação da cidade.

Outro aspecto que chamou a atenção, conforme relato da ocorrência, foi a tática utilizada para facilitar o transporte e a revenda do pescado: os peixes já estavam sem vísceras e sem cabeça, o que reduziria o volume da carga e dificultaria a identificação imediata.

Um denunciante, que pediu para não ter a identidade revelada, afirmou que existiria em Cáceres uma rede organizada para a compra de pescado ilegal. Segundo ele, os peixes nobres seriam preparados em filés para revenda no município, enquanto parte da produção seguiria durante a madrugada para Cuiabá.

O mesmo denunciante também cobrou maior atuação das autoridades ambientais em Cáceres. Ele comparou a mobilização registrada em operações contra garimpos na Reserva Indígena Sararé, também na região, com a suposta falta de ações diante da proliferação de ocupações em áreas de proteção ambiental, em um ecossistema frágil e sob forte pressão da pesca predatória.

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“Meio ambiente não é só área de mineração. Aqui é Patrimônio da Humanidade. Estão destruindo matas ciliares, ocupando áreas sensíveis e deixando toneladas de lixo doméstico, muitas vezes nos leitos dos rios. Sem contar o uso de redes, tarrafas, espinhéis e até bombas, dizimando o pouco que resta dos peixes. E Cáceres tem Ministério Público Federal e Estadual, um grande batalhão do Exército Brasileiro, Marinha e Ibama. O que se vê, porém, são basicamente ações do Juizado Volante Ambiental e da Polícia Ambiental, que têm efetivo reduzido diante da complexidade e da extensão territorial sob sua responsabilidade”, afirmou.

Ele acrescentou que apenas o trecho do Rio Paraguai entre Cáceres e Barra do Bugres soma cerca de 400 quilômetros, enquanto da cidade até a divisa com Poconé e a Bolívia há outro trecho de igual extensão, o que, segundo ele, amplia a necessidade de fiscalização contínua.

Outra denúncia aponta para a região de Vila Aparecida, distrito localizado a nordeste de Cáceres. Na área conhecida como Sete Placas, que abrange os rios Exu, Goiabeira e Cachoeirinha, pescadores predatórios estariam, supostamente, abatendo cardumes com o uso de bombas de dinamite.

 

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Minha Casa, Minha Vida: Prefeitura de Cáceres abre chamamento para empresa dar continuidade ao Residencial Pantanal

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A Prefeitura Municipal de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania – SMASC, publicou o Edital de Chamamento Público nº 001/2026, referente ao Processo Administrativo nº 34522/2026, destinado à seleção de empresa do setor da construção civil para atuação na continuidade da proposta do Residencial Pantanal, no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida – Fundo de Arrendamento Residencial (MCMV/FAR).

O chamamento tem como objetivo selecionar pessoa jurídica para o desenvolvimento, complementação, adequação e aprovação dos projetos e demais documentos necessários à continuidade da proposta perante a Caixa Econômica Federal e demais órgãos competentes. Caso a operação seja considerada apta e posteriormente contratada no âmbito do MCMV/FAR, a empresa selecionada poderá também atuar na execução do empreendimento, conforme as condições estabelecidas no edital.

O projeto do Residencial Pantanal possui previsão atual de aproximadamente 76 unidades habitacionais, estando sua configuração definitiva condicionada às análises, aprovações e demais procedimentos previstos nas normas do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Prazo para participação

As empresas interessadas poderão encaminhar suas manifestações de interesse, Propostas Técnicas e Documentos de Habilitação no período de 27 de agosto a 18 de setembro de 2026, até as 23h59.

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A participação ocorrerá exclusivamente por meio eletrônico, com o envio da documentação para o e-mail:

[email protected]

Não haverá necessidade de entrega presencial de envelopes ou documentos físicos.

A seleção será realizada pelo critério de maior pontuação total, conforme os critérios técnicos, objetivos e a metodologia de avaliação estabelecidos no Edital e no Termo de Referência.

Acesso ao edital completo

O Edital de Chamamento Público nº 001/2026, juntamente com o Termo de Referência e seus anexos, está disponível na íntegra nesta publicação para consulta e conhecimento de todos os interessados.

O documento apresenta todas as condições para participação, documentação de habilitação, critérios de avaliação e classificação, procedimentos de envio das propostas, responsabilidades das partes e demais informações necessárias ao processo de seleção.

Pedidos de esclarecimento, informações ou manifestações relacionadas ao edital poderão ser encaminhados para o e-mail:

[email protected]

As informações administrativas também poderão ser obtidas junto ao Setor de Licitação da Prefeitura Municipal de Cáceres, nos canais indicados no próprio instrumento convocatório.

A publicação do chamamento integra as providências do Município para o prosseguimento da proposta do Residencial Pantanal, ampliando as ações voltadas à política habitacional e ao acesso à moradia no município de Cáceres.

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