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POLÍCIA FEDERAL

PF faz operação contra esquema de R$ 7,6 bilhões e foca em pré-candidato ao Senado pelo União Brasil

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (07.07) a 6ª fase da Operação Unha e Carne, focada em desarticular uma rede de postos de combustíveis suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em um complexo esquema de lavagem de dinheiro no Grande Rio. A investigação aponta que a operação criminosa contava com a anuência estratégica de políticos e agentes públicos.

Entre os alvos dos 19 mandados de busca e apreensão cumpridos em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e na capital fluminense, destacam-se o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Marcio Canella, e o delegado Marcus Amim, que chefiou a Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a gestão do governador Cláudio Castro. Além deles, outros policiais da ativa também figuram como investigados.

A origem e a conexão com a ADPF 635

A investigação ganhou corpo após um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações atípicas que somaram a cifra bilionária ao longo dos últimos seis anos. Segundo a PF, os alvos poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, entre outros delitos.

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Esta etapa da operação é um desdobramento direto da ADPF 635 (a “ADPF das Favelas”), que determinou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal conduzisse investigações aprofundadas sobre os vínculos entre agentes públicos e o crime organizado fluminense. O objetivo é mapear o nível de proteção institucional oferecido a facções criminosas.

Contexto de uma investigação histórica

A Operação Unha e Carne, que teve início em dezembro de 2025, tornou-se o principal fio condutor para desvendar um emaranhado de crimes que envolve o alto escalão da política e do Judiciário no Rio de Janeiro. O que começou como uma apuração sobre vazamentos de dados sigilosos que beneficiavam o Comando Vermelho (CV) — envolvendo nomes como o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar — escalou para uma devassa profunda na administração estadual.

As fases anteriores revelaram uma série de irregularidades que vão desde o vazamento de operações policiais, passando por fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação, até a suspeita de financiamento eleitoral por meio da “Máfia do Cigarro”.

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Documentos encontrados em etapas anteriores, inclusive em uma mala de couro apreendida com o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, sugerem que ao menos 25 políticos teriam recebido doações indevidas para campanhas eleitorais, incluindo registros que citam o ex-governador Cláudio Castro.

O desenrolar desta 6ª fase reforça a tese dos investigadores de que o Estado do Rio de Janeiro viveu, nos últimos anos, uma cadeia de proteção institucional em que órgãos de controle e mandatos eletivos teriam sido utilizados como instrumentos de viabilização para atividades de grupos criminosos.

Até o momento, as defesas dos investigados não se manifestaram sobre as buscas de hoje. A Polícia Federal segue o processamento dos materiais apreendidos para identificar novos elos na cadeia de comando do esquema.

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POLÍCIA FEDERAL

PF prende sete pessoas no Aeroporto de Guarulhos/SP

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Guarulhos/SP. A Polícia Federal prendeu sete pessoas, entre os dias 3 e 5/7, durante ações de fiscalização no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP.

Em uma ação, agentes prenderam um passageiro nigeriano que tentava embarcar para a Etiópia. O homem havia ingerido cápsulas contendo cocaína e foi encaminhado a uma unidade hospitalar para monitoramento médico, sob custódia da Polícia Penal de São Paulo. Foram apreendidos 1,5 kg da droga.

No dia 5/7, uma brasileira foi presa ao tentar embarcar para Barcelona, na Espanha. Ela transportava 2 kg de cocaína ocultos sob as vestes.

No mesmo período, um passageiro brasileiro foi preso em flagrante por porte ilegal de munição ao tentar embarcar para Londres, no Reino Unido. O homem tinha registro de CAC vencido e foi liberado após o pagamento de fiança.

Durante fiscalizações migratórias, foram presas quatro pessoas pelos crimes de inadimplência de pensão alimentícia, exploração de jogos de azar, crime de injúria e condução veicular sob efeito de álcool ou drogas.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo
Tel.: (11) 2445-2212

Fonte: Polícia Federal

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