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PANTANAL DE MATO GROSSO
Desde tempos imemoriais os primitivos moradores desta imensa região, angustiada e cheia de contrastes a conheciam pelo termo Xaraiés, em referência a uma nação indígena que habitava estas plagas. Muitos exploradores ao elaborarem mapas cartográficos desta região, dado à grandeza dos horizontes referiam-se ao “Mar de Xaraiés”. O povo chamado Xaraiés não conhecia animais domésticos. Ceramistas, enterravam seus mortos em urnas, facilmente encontráveis em barrancas próximas às margens dos rios pantaneiros. O Pantanal é uma planície periodicamente inundável, cujo fenômeno é regulado pelas cheias e vazantes da Bacia do Rio Paraguai. Nestes ciclos das águas, estas invadem os campos, tomando quase que todas as suas terras. Nesta estação, as plantas se reproduzem e criam toda vegetação exuberante que marca com beleza este oásis biológico, de água, luz e terra. Na época de enchente/cheia, que começa em outubro e termina em abril, os peixes vão para as lagoas do Pantanal, verdadeiros lares de alimentação, retornando aos rios durante a vazante/seca, que compreende os meses de abril a outubro. Na vazante do Pantanal suas terras ainda mais ricas e férteis, são invadidas pelos pássaros que buscam suas lagoas para pesca e alimentos necessários, este fato transforma a região num imenso viveiro natural. A bacia de drenagem do Paraguai Superior e do Alto Paraguai alcança a área total de 548.000 km², dos quais 63,1% pertencem ao Brasil, o restante encontra-se em território paraguaio e boliviano. Esta imensa região alagadiça, está sob influência do próprio Rio Paraguai e de alguns tributários: Rio Jauru, Piquiri, São Lourenço, Taquari e Cuiabá. Com características diversas, nas épocas de enchente/cheia e vazante/cheia. Durante o estio anual, as águas correm entre os barrancos que margeiam os rios, transformando na estação de chuvas, quando alagam campos e matas, formando as baías e lagoas, que constituem o principal biotipo dos peixes pantaneiros. A vegetação se adapta, diferencia-se o aguapé, milhões de plantas flutuantes, o mais perfeito normalizador da integração sol-ar-água-poluição. O lençol líquido é definido, não adquire a correnteza dos caudais, desliza, passa, não esculpe.
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TAQUES (José Hugo da Silva)
Ator, músico, historiador e diretor de teatro (Barão de Melgaço-MT, 19/03/1958). É formado em História, profissionalizando-se em História do Teatro, interpretação, produção de textos, som, iluminação, maquiagem e coreografia. Foi secretário Executivo da Fundação Júlio Campos, em Várzea Grande e presidiu a Fundação Cultural de Mato Grosso. Também atuou como membro do Conselho Estadual de Cultura. Em 2004, passou a ocupar o cargo de coordenador de Agência de Patrimônio na Secretaria Estadual de Cultura.
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