matopedia
PAES DE BARROS (Antônio)
Pecuarista, industrial, político e empreendedor (Cuiabá, 15/12/1851 – idem, 06/07/1906). Totó Paes, como era conhecido, foi um empreendedor e pode ser chamado de “Pai da Indústria de Mato Grosso”, por sua ousadia na construção da Usina Itaici, em 1896. O equipamento da usina foi importado da Alemanha e a construção do prédio principal e os de apoio, obedeceram a criterioso projeto arquitetônico. Foram construídas casas para todos os empregados, assim como farmácia, escola, padaria, armazém e foi em Itaici que pela primeira vez na história de Mato Grosso ocorreu iluminação elétrica. A usina tinha moeda própria e incentivava os filhos dos funcionários com aulas de música e ofícios. Também destacou-se a Banda de Música da usina, que promovia alegres retretas com participação de grande número de espectadores. Por sua veia política, foi presidente do Estado de Mato Grosso, governando de 1903 até 1906. Era contrário ao partido de Ponce. Totó Paes criou em seu governo uma exatoria de rendas no Estado do Amazonas, no Rio Madeira; mandou realizar exploração terrestre por Jorge Bodstein, com vista à futura ligação rodoviária de Cuiabá à Santarém; fez Mato Grosso participar da Exposição Internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos; efetuou a doação do Observatório Meteorológico ao Liceu Salesiano São Gonçalo; promoveu a ampliação da rede de iluminação pública a gás em Cuiabá; realizou reforma no Liceu Cuiabano; fez a dragagem de partes do Rio Cuiabá para facilitar a navegação fluvial; construiu o calçamento de pedra cristal nas ruas da capital e ainda promoveu estudos visando a ligação ferroviária Cuiabá ao Cassange. A Revolução de 1906 foi iniciada por Ponce em Corumbá em maio daquele mesmo ano, contando desde o princípio com a adesão de militares daquela guarnição federal. Bem armados, os comandados de Ponce foram tomando cidade após cidade, até que efetuaram finalmente ao cerco da capital. Para evitar um maior derramamento de sangue, Totó Paes deixou Cuiabá, refugiando-se na Fábrica de Pólvora do Coxipó, onde foi encontrado e covardemente fuzilado, no dia 6 de julho de 1906. Foi um crime político, pelo mando do governo de Mato Grosso.
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CANOEIRO (Igarapé do)
CANOEIRO (Igarapé do). Afluente pela margem esquerda do Rio Juruena, no município de Cotriguaçu, noroeste de MT. A denominação Igarapé do Canoeiro, segundo relatos históricos, remonta ao período da Navegação Paranista, portanto, de fins do séc. XVIII e começo do XIX, sendo oferecido pelos que primeiro se aventuraram a descobrir a rota comercial entre as cidades de Santarém no Pará e Diamantino, em Mato Grosso.
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