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Outubro Rosa: O direito de cuidar e ser cuidada

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Por Valéria Lima

Outubro é um mês que nos convida à reflexão. O Outubro Rosa vai além das campanhas e dos laços cor-de-rosa: ele reafirma o direito das mulheres de cuidarem de si mesmas, de terem acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento digno contra o câncer de mama, a doença que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar 74 mil novos casos de câncer de mama em 2025, e o diagnóstico precoce pode aumentar em até 95% as chances de cura.

Ainda assim, muitas mulheres não chegam a tempo. E isso não acontece por falta de vontade, mas por falta de acesso. Prevalece ainda no Brasil, sobretudo no Sistema Único de Saúde (SUS), a dificuldade para agendar consultas, a demora na entrega de exames e a ausência de políticas que deem às mulheres tempo e incentivo para cuidar da própria saúde.

A legislação brasileira avançou em pontos importantes, buscando reduzir a lentidão do processo. A Lei nº 13.767/2018 garante ao trabalhador três dias por ano de ausência remunerada para a realização de exames preventivos de câncer. A Lei dos 60 dias (nº 12.732/2012) determina que o tratamento oncológico no SUS deve começar em até 60 dias após o diagnóstico, e a Lei nº 9.797/1999 assegura às mulheres que passam por mastectomia o direito à reconstrução mamária.

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São conquistas que salvam vidas, mas que ainda enfrentam, na prática, filas e lentidão. No campo da seguridade social e do trabalho, há garantias vitais que precisam ser mais conhecidas. Mulheres em tratamento de câncer têm direito ao Auxílio por Incapacidade Temporária (antigo auxílio-doença) e à aposentadoria por incapacidade permanente, ambos sem exigência de carência.

Há também o direito ao saque do FGTS e PIS/PASEP, à isenção de Imposto de Renda sobre aposentadoria e pensões, e, em alguns casos, à quitação de financiamento imobiliário. Para quem está em vulnerabilidade, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) assegura um salário-mínimo mensal, sem necessidade de contribuição prévia.

No Direito do Trabalho, a demissão de pacientes com câncer é presumidamente discriminatória (Súmula 443 do TST), e essas trabalhadoras podem buscar reintegração ou indenização. Além disso, têm o direito de manter o plano de saúde empresarial, mesmo após a demissão, assumindo as mensalidades.

Mulheres que enfrentam sequelas físicas decorrentes do tratamento também podem solicitar isenção de impostos (IPI, ICMS, IPVA e IOF) na compra de veículos adaptados. Também podem acessar o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), que garante transporte e hospedagem para quem precisa se deslocar a outras cidades para continuar o tratamento.

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No entanto, é preciso ir além das leis. A mulher trabalhadora, seja empreendedora, autônoma, servidora ou CLT, ainda enfrenta a sobrecarga de cuidar de todos e ter de justificar o tempo que dedica a si mesma. A saúde da mulher não pode ser um luxo. É um direito humano e social que exige políticas públicas ágeis e empregadores conscientes.

Que este Outubro Rosa nos lembre que o direito é a ferramenta para garantir o cuidado. A advocacia não se limita à técnica; ela é uma missão social que busca garantir dignidade, acolhimento e justiça, assegurando que o direito previsto em lei saia do papel. Busque seus direitos. Porque cuidar da mulher é cuidar do futuro de toda a sociedade!

Valéria Lima é advogada especialista em Direito Previdenciário, Regime Geral (iniciativa privada) e Próprio (servidores públicos), MBA em Gestão de Pessoas e membro do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

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Negócios sem presença digital perdem relevância e oportunidades

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Por Leonardo Chucrute

As redes sociais e a presença digital passaram a ocupar papel estratégico no crescimento das empresas. Negócios que não estão presentes na internet ou mantêm canais digitais abandonados ou com poucas publicações reduzem a visibilidade, perdem relevância e deixam de aproveitar oportunidades de expansão.

Muitos empresários ainda associam crescimento exclusivamente às vendas, expansão comercial ou aumento de faturamento. No entanto, negócios sustentáveis não crescem apenas a partir de números. Crescimento consistente é consequência de construção diária, experiência de marca e capacidade de gerar conexão com o público.

A presença digital deixou de ser opcional. Redes sociais, canais online e plataformas digitais passaram a funcionar como extensão direta da experiência oferecida ao cliente. Hoje, a percepção sobre uma marca não é construída apenas dentro do ponto de venda ou no atendimento presencial, mas também nas interações digitais.

Comentários, avaliações, compartilhamentos e conteúdos publicados influenciam diretamente a reputação das empresas. O tradicional boca-a-boca migrou para o ambiente digital e ganhou escala.

Essa transformação mudou a lógica de crescimento. Empresas que mantêm canais digitais abandonados, ou sequer estão presentes nas redes sociais, deixam de ocupar espaços relevantes de relacionamento, perdem visibilidade e reduzem suas chances de aquisição de novos clientes.

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Além da exposição, o ambiente digital fortalece a lembrança de marca e mantém negócios acessíveis ao público. A construção de autoridade passa por comunicação consistente, clareza na proposta de valor e relacionamento contínuo.

Mais do que publicar com frequência, a presença digital exige estratégia, posicionamento e coerência entre discurso e experiência entregue. Quando atendimento, comunicação e reputação caminham juntos, aumentam as chances de fidelização, retorno e indicação.

No cenário atual, investir em marketing digital, produção de conteúdo e fortalecimento de canais online tornou-se parte natural da estratégia empresarial. Não se trata apenas de acompanhar tendências, mas de garantir competitividade e relevância em um mercado onde atenção e confiança são ativos decisivos.

Crescimento sustentável não acontece por acaso. Ele é consequência de experiência, adaptação ao comportamento do consumidor e capacidade de construir relacionamento dentro e fora do ambiente digital. Empresas que entendem essa dinâmica fortalecem sua autoridade e ampliam oportunidades de crescimento no longo prazo.

Leonardo Chucrute é CEO do Zerohum, gestor em Educação, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

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