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Oriente Médio em alerta máximo: ataques recíprocos entre Irã, Israel e EUA desencadeiam temores de conflito regional amplo

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A tensão no Oriente Médio atingiu um ponto crítico neste sábado (28), com uma série de ataques recíprocos que elevou o temor de uma escalada generalizada na região. Após investidas conjuntas de Israel e Estados Unidos contra a capital iraniana, Teerã, e outros alvos estratégicos, o Irã respondeu com o lançamento de mísseis e drones, mergulhando a área em um estado de alerta e levando diversos países a fecharem seu espaço aéreo.

As operações iniciais, reportadas pela televisão estatal israelense, teriam visado o Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian, que, segundo a imprensa estatal iraniana, foram levados para um local seguro. Explosões foram confirmadas em Teerã e Isfahan por jornalistas da AFP, e a agência Tasnim noticiou a queda de sete mísseis perto de edifícios oficiais.

Em retaliação, o Irã lançou sua própria ofensiva contra Israel, que imediatamente decretou estado de emergência e fechou seu espaço aéreo. Sirenes soaram no norte do país, e escolas e prédios públicos em Jerusalém permaneceram fechados. Um homem de cerca de 50 anos foi atendido com ferimentos leves no norte de Israel após a explosão de mísseis iranianos, conforme a Magen David Adom.

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Repercussões Regionais e Alerta de Segurança

A escalada de violência rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio, com a preocupação de que o conflito transborde para além das fronteiras de Irã e Israel.

  • Espaço Aéreo Fechado: Além de Israel e Irã, países como Emirados Árabes Unidos, Síria, Kuwait e Iraque também fecharam seus espaços aéreos, restringindo severamente o tráfego aéreo comercial. Companhias aéreas como Air France, Swiss Air e Turkish Airlines cancelaram voos para a região.
  • Ataques Ampliados: Uma base aérea americana no Bahrein foi atingida. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter interceptado “um claro ataque com mísseis balísticos iranianos”, denunciando a “escalada perigosa” e reservando-se o direito de responder. O Kuwait também relatou interceptação de mísseis.
  • Jordânia e Catar: A Força Aérea da Jordânia realizou exercícios militares para “proteger o espaço aéreo do reino”, abatendo dois mísseis balísticos que tinham seu território como alvo. Em Doha, no Catar, diversas explosões foram ouvidas, com o Ministério da Defesa anunciando a interceptação de múltiplos ataques de mísseis, inclusive perto da Base Aérea de Al-Udeid, a maior instalação militar dos EUA na região.
  • Iraque: Aviões militares e mísseis vindos de Israel foram avistados cruzando o espaço aéreo iraquiano sobre Bagdá.
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Reações Internacionais e Preocupações

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que os Estados Unidos estão conduzindo “grandes operações de combate” contra o Irã, além de sua participação na ofensiva israelense, elevando o perfil do envolvimento americano.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, declarou que seu país não aceitará ser “arrastado” para o conflito, em meio a temores de um possível envolvimento do Hezbollah, grupo pró-Irã. Na Europa, Berlim abriu uma célula de crise para acompanhar os acontecimentos.

A diplomacia ucraniana se pronunciou, declarando que os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã foram uma consequência da “violência e das ações arbitrárias do regime iraniano”. Kiev expressou apoio “ao povo iraniano e ao seu legítimo desejo por segurança, liberdade e prosperidade”, afirmando que Teerã teve “todas as oportunidades para evitar um cenário violento”.

Com as comunicações instáveis no Irã e a região em alerta máximo, a comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos desdobramentos deste que pode ser um dos conflitos mais significativos no Oriente Médio em anos.

*Com Agências

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BRASIL E MUNDO

EUA Impõem novas tarifas globais; Parlamento Europeu ameaça cancelar acordo comercial

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Uma nova reviravolta na política comercial dos Estados Unidos promete gerar turbulência global. A Agência de Alfândega norte-americana anunciou que, a partir desta terça-feira (24), as sobretaxas previamente impostas e invalidadas pela Suprema Corte serão suspensas. No entanto, no mesmo dia, entra em vigor uma nova tarifa global de 15%, decretada pelo presidente Donald Trump em resposta à decisão judicial. A medida já provoca fortes reações na Europa e na China, com análises na imprensa francesa apontando para o risco de cancelamento de acordos comerciais já estabelecidos.

A Suprema Corte dos EUA desferiu um duro golpe na política tarifária de Trump ao considerar ilegais as sobretaxas aplicadas desde abril de 2025. Em reação, o presidente republicano, inicialmente, ameaçou com uma tarifa de 10%, elevando-a para 15% apenas 24 horas depois. Para contornar a decisão judicial, Trump invocou uma lei de 1974, embora o texto limite a duração dessas novas tarifas a 150 dias sem a aprovação do Congresso.

Europa reage: acordo comercial em suspenso

No Parlamento Europeu, a Comissão de Comércio Internacional realizou uma reunião extraordinária nesta segunda-feira para avaliar o impacto da derrubada das tarifas de Trump na relação transatlântica. A resposta foi imediata: os eurodeputados decidiram suspender o processo de implementação do acordo comercial entre o bloco e os Estados Unidos.

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Zeljana Zovko, do partido de direita PPE, explicou que a suspensão ocorrerá “enquanto a Comissão não esclarecer com os Estados Unidos as condições das novas tarifas alfandegárias” anunciadas pelo presidente americano. A Comissão de Comércio Internacional deveria deliberar nesta terça-feira sobre a implementação do acordo, antes de uma votação em sessão plenária prevista para o próximo mês.

O acordo em questão, finalizado em julho após intensas negociações entre Bruxelas e Washington, limitava a 15% as tarifas dos EUA sobre a maioria dos produtos europeus – uma redução significativa dos 30% inicialmente ameaçados por Trump. Em contrapartida, a União Europeia havia se comprometido a eliminar suas próprias tarifas sobre importações americanas, medida que ainda necessita da aprovação do Parlamento Europeu. A Comissão Europeia, que esperava a manutenção do acordo, pediu “esclarecimentos sobre as medidas que os Estados Unidos pretendem adotar” após a decisão da Suprema Corte.

China pressiona e imprensa francesa alerta para “Confusão”

A China também acompanha de perto os desdobramentos e já pressiona Washington para que suspenda as taxas “unilaterais”. Em comunicado, o ministro do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que o país “defenderá com firmeza seus interesses”.

A imprensa francesa reagiu com destaque à decisão da Suprema Corte e à subsequente imposição das novas tarifas. O jornal Libération classificou o resultado judicial como um “revés significativo” para Trump. Les Echos, um diário econômico, descreveu a derrota como “contundente”, sugerindo que Trump tenta “tapar as rachaduras” provocadas pela decisão e que as tarifas são sua “outra arma”. O jornal especula que este pode ser o momento para renegociar a relação transatlântica e revisar o acordo assinado em julho, considerado desigual por alguns.

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Para Le Figaro, “a confusão reina novamente sobre o comércio mundial”. As novas tarifas globais de 15% podem anular acordos com diversas potências, incluindo a Europa, e abrir caminho para o reembolso de cerca de uma centena de bilhões de dólares em sobretaxas já recolhidas.

Em seu editorial, o La Croix avaliou que a decisão da Suprema Corte faz vacilar o programa econômico e diplomático de Trump, “que está de volta à realidade”. Ao considerar que o presidente não tinha o direito de impor tarifas sem o Congresso, os magistrados reafirmaram os limites do poder presidencial. A decisão, tomada por seis dos nove juízes da corte – incluindo três conservadores –, reforça a primazia da Constituição sobre o poder presidencial e a existência de contrapesos na democracia americana, enfraquecendo o republicano antes das importantes eleições de meio de mandato, em novembro.

*Com Agências

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