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Ordem dos Músicos critica projeto que torna couvert artístico facultativo em Cuiabá

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O Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil em Mato Grosso se posicionou contra o projeto de lei apresentado pelo vereador Marcrean Santos (MDB), que pretende tornar facultativa a cobrança do couvert artístico em bares e restaurantes de Cuiabá.

Em nota, a entidade alerta que a medida pode afetar diretamente músicos, estabelecimentos comerciais e trabalhadores ligados à economia noturna. Segundo o conselho, a proposta foi reapresentada após uma versão anterior ter sido rejeitada em plenário e arquivada pela Câmara Municipal. A entidade afirma ainda que o novo texto mantém o mesmo conteúdo, mas foi colocado em tramitação em regime de urgência.

Para a Ordem dos Músicos, a urgência reduz o espaço para que artistas, empresários, trabalhadores do setor e consumidores participem da discussão. A entidade defende que um projeto com potencial para atingir milhares de pessoas seja debatido de forma ampla e transparente antes de qualquer votação.

O couvert artístico é cobrado em estabelecimentos que oferecem música ao vivo. Na avaliação do conselho, tornar o pagamento opcional pode reduzir a receita dos bares e restaurantes e, consequentemente, comprometer a contratação de músicos e a continuidade de apresentações ao vivo.

A entidade também argumenta que a atividade movimenta uma extensa cadeia de profissionais, incluindo garçons, cozinheiros, técnicos de som, seguranças, produtores, motoristas de aplicativo e proprietários de bares e restaurantes. Para o conselho, o debate não envolve apenas a cobrança ao consumidor, mas também a preservação de empregos, renda e espaços culturais na capital.

A Ordem dos Músicos afirma que os profissionais do setor e os estabelecimentos que promovem apresentações musicais deveriam ser ouvidos antes da aprovação de qualquer mudança na legislação. A entidade considera que a interferência nas relações comerciais sem a participação dos diretamente envolvidos pode gerar prejuízos para toda a economia noturna.

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O vereador Marcrean Santos já defendeu anteriormente que o consumidor não deve ser obrigado a pagar pelo couvert artístico. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de músicos e representantes do setor de bares e restaurantes.

Ao final da nota, o Conselho Regional convoca a população, os artistas e os empresários a acompanhar a tramitação do projeto, participar das sessões da Câmara Municipal e cobrar transparência, diálogo e respeito aos trabalhadores da área.

 

NOTA PÚBLICA À CLASSE ARTÍSTICA, EMPRESÁRIOS E À POPULAÇÃO DE CUIABÁ

O Conselho Regional da Ordem dos Músicos do Brasil em Mato Grosso vem por meio desta nota oficial manifestar posição contrária ao projeto de lei municipal do vereador Marcrean Santos que pretende tornar o couvert artístico facultativo nos bares e restaurantes de Cuiabá

Atenção, artistas, músicos, empresários, trabalhadores da noite e toda a população cuiabana.

O vereador Marcrean Santos (MDB) voltou a apresentar uma proposta relacionada ao couvert artístico, tema que já havia gerado grande mobilização da classe artística e do setor de bares e restaurantes.

Na ocasião o vereador foi derrotado no plenário da Câmara Municipal e o projeto foi arquivado, mas agora ele ressuscita a proposta registrando-a com outro número, como se fosse outro projeto, porém com o mesmo teor e busca sua aprovação em uma manobra, colocando-a desta vez em votação no chamado ‘regime de urgência’.

O objeto da proposta é tornar o ‘Couvert artístico’ facultativo, ou seja: opcional. Dessa forma, qualquer estabelecimento que promova música ao vivo em Cuiabá sofrerá impacto imediato no faturamento, o que consequentemente poderá inviabilizar a realização da atividade artística.

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Nossa preocupação é que essa matéria apreciada em regime de urgência, reduza o tempo para uma articulação entre os principais interessados: artistas, empresários, trabalhadores e consumidores.

Se um projeto tem potencial para impactar milhares de pessoas e toda a cadeia da economia noturna, por que não permitir uma discussão transparente e aberta com a sociedade?

Na verdade, a discussão já houve e o vereador não foi capaz de convencer seus pares no plenário da Câmara, quando foi derrotado, tendo sua proposta arquivada.

Os músicos profissionais de Cuiabá e os estabelecimentos que promovem a atividade musical não podem sofrer interferências em seus negócios sem serem ao menos convidados a contribuir no debate. Músicos, garçons, cozinheiros, técnicos de som, seguranças, produtores, motoristas de aplicativo, proprietários de bares e restaurantes e inúmeros profissionais dependem desse setor para sustentar suas famílias.

Não se trata de defender interesses individuais, trata-se de defender emprego, renda, cultura e o direito de a população participar de decisões que afetam diretamente a cidade.

Por óbvio, economia não foi objeto de estudo por parte do parlamentar, uma vez que o intervencionismo estatal nos negócios privados historicamente resulta em prejuízos.

Convidamos todos os cidadãos a acompanharem a tramitação desse projeto, participarem da sessão da Câmara Municipal e cobrar transparência, amplo debate e respeito à classe artística e aos trabalhadores da economia noturna.

A democracia se fortalece quando as decisões são tomadas às claras, com participação popular, diálogo e sem manobras rasteiras.

Wellington Berê
Presidente da OMB/MT

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Grupo Flor Ribeirinha conquista o quinto título mundial na Turquia 

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Foto: Eduardo Andrade

O grupo Flor Ribeirinha, de São Gonçalo Beira Rio, voltou a colocar Mato Grosso e o Brasil em evidência no cenário internacional, ao conquistar o título no, em Istambul, na Turquia. O grupo se tornou uma das maiores referências da cultura popular brasileira, competindo com grupos de diferentes países.

Ao longo de sua trajetória, conquistou em 2017 o seu primeiro título, na própria Turquia; em 2021, na Polônia; em 2022 na Bulgária; em seguida, o quarto título na Coreia do Sul. O grupo retornou à Turquia este ano e conquistou o quinto título mundial.

O Flor Ribeirinha emocionou o público e os jurados na competição, com apresentações que mostraram a força das tradições culturais mato-grossenses. Durante a sua permanência na Turquia, apresentou o Siriri, O Boi Bumbá e o Samba brasileiro.

O presidente do Setor América da Federação de Festivais Internacionais de Dança-FIDAF e presidente da Comissão Mundial de Festivais, Régis Bastian, destacou que o Flor Ribeirinha ao longo dos anos, foi o único grupo brasileiro a conquistar cinco títulos internacionais, um fato inédito dentro do segmento de folclore no Brasil. “Isto prova que o grupo representa muito bem o país no cenário internacional em grandes festivais, com elevado nível artístico e qualidade humana, sendo atualmente o grupo que melhor representa o Brasil nos festivais pelo mundo. É o mais reconhecido e solicitado pelos festivais na Europa e Ásia, destacando assim a qualidade ao longo de sua trajetória, fazendo dele o melhor grupo brasileiro”, disse ele.

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“O título também é resultado do empenho e dedicação tanto da direção, quanto dos artistas envolvidos, como também do apoio financeiro do governo estadual e das empresas privadas que mantém as atividades do grupo ao longo do ano”, assinalou Régis, lembrando que o trabalho não é isolado e sim contínuo do grupo, e que a premiação é uma consequência do trabalho realizado no quintal de Dona Domingas.

Avinner Augusto, diretor geral do grupo Flor Ribeirinha, comemorou o resultado, ressaltando a força e a união. “A gente acredita sempre no nosso trabalho, pela nossa luta e nossa história. Nós amamos o que fazemos e sabemos que tudo isso é fruto de toda essa trajetória, de todo o amor que colocamos no nosso trabalho. Mas essa emoção de conquistar aqui, mais um título, para o nosso Mato Grosso e para o nosso Brasil é única. Ainda estamos em choque”, disse, frisando que Mato Grosso merece muito. Este título é de todos nós.

Na ocasião, Avinner agradeceu o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e os parceiros que caminham com o Flor Ribeirinha: Energisa; Malai Manso Resort; Bodytech Goiabeiras e Shopping; Bioóleo e a Federação de Festivais Internacionais de Dança-FIDAF que acredita na força da cultura como instrumento de transformação e identidade de um povo. “Seguiremos levando o nome de Mato Grosso e do Brasil aos maiores festivais do mundo, mostrando que a nossa cultura emociona, inspira e conquista”, concluiu.

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Fundado há mais de três décadas por Domingas Leonor da Silva, o grupo atravessou fronteiras e se apresentou em diversos estados brasileiros e países. O resultado da conquista de prêmios nacionais e internacionais, é o reconhecimento por preservar as tradições por meio da música, dança e da beleza dos figurinos. “Cada viagem representa a realização de um sonho construído com muita persistência e amor pela nossa cultura. Sempre foi uma luta incansável”, disse ela emocionada, enaltecendo o legado que ajudou a construir para as novas gerações.

O grupo Flor Ribeirinha da comunidade de São Gonçalo Beira Rio, fundado em julho de 1995, é símbolo da cultura ribeirinha. No ano passado, foi oficialmente reconhecido como patrimônio histórico, cultural e de natureza imaterial. O grupo modernizou as suas apresentações, sem perder a essência tradicional da cultura Mato-grossense.

 

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