Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

POLÍCIA FEDERAL

Operação sequestra bens de até R$ 54 bilhões de Lemann e Sicupira no caso das lojas Americanas

Publicados

em

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (25.06) uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis da Americanas e cumpriu mandados de busca e apreensão contra os bilionários Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, dois dos principais acionistas  da companhia. A operação também mira a participação de instituições financeiras no esquema que resultou em um rombo contábil estimado em R$ 54 bilhões.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Além das diligências, a 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro determinou o sequestro de bens de até R$ 54 bilhões dos investigados. Os crimes apurados incluem manipulação de mercado e associação criminosa.

A nova etapa da investigação é um desdobramento das apurações iniciadas após a revelação das inconsistências contábeis da Americanas, em janeiro de 2023. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que os acionistas de referência tinham conhecimento de operações envolvendo Verbas de Propaganda Cooperada (VPC) e risco sacado, mecanismos que estão no centro da fraude.

Leia mais:  FICCO/PR prende duas pessoas por tráfico de drogas

O risco sacado é uma prática comum no setor varejista. Nessa modalidade, uma empresa obtém financiamento junto a instituições financeiras para antecipar pagamentos a fornecedores, melhorando a gestão do fluxo de caixa.

O problema identificado na Americanas, segundo as investigações, não estaria na operação em si, mas na forma como esses compromissos financeiros foram registrados nos balanços da companhia, ocultando o real nível de endividamento.

As suspeitas sobre a participação de bancos ganharam força após o acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-diretor financeiro da Americanas, Fabio Abrate. Em depoimentos aos investigadores, ele apontou que integrantes de grandes instituições financeiras teriam desempenhado papel relevante na manutenção do esquema ao longo dos anos.

De acordo com a investigação, os bancos teriam conhecimento da natureza das operações e contribuído para a continuidade das práticas contábeis irregulares. A Polícia Federal busca agora esclarecer o grau de participação de executivos do sistema financeiro e a extensão do conhecimento dos controladores da varejista sobre as operações investigadas.

Lemann e Sicupira figuram entre os empresários mais influentes do país e possuem participações em grandes grupos empresariais. Até o momento, as defesas dos investigados não haviam se manifestado sobre a operação desta quinta-feira.

Leia mais:  PF amplia fiscalização de transporte de valores durante a Operação Parintins 2026

O caso Americanas é considerado uma das maiores fraudes corporativas da história do mercado brasileiro e segue sendo investigado por autoridades policiais, reguladores e órgãos de fiscalização do mercado de capitais.

Propaganda

POLÍCIA FEDERAL

PF investiga fraudes licitatórias e possíveis desvios de recursos públicos no Rio de Janeiro

Publicados

em

Macaé/RJ. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), a Operação Rocha Leão, com o objetivo de apurar possíveis desvios de recursos públicos federais destinados à prestação do serviço de transporte escolar no município de Rio das Ostras/RJ.

A ação foi conduzida por policiais federais, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM/RJ) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), para o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

As diligências foram realizadas em endereços vinculados ao diretor de uma instituição de ensino e à empresária responsável pela execução dos serviços de transporte escolar, localizado em Rio das Ostras.

As investigações indicam que um dos investigados teria adotado medidas para fraudar procedimentos de licitação, com a finalidade de direcionar a contratação do serviço de transporte escolar em benefício de pessoas de seu relacionamento. O serviço é custeado com recursos públicos repassados pela União.

Além dos principais alvos da investigação, outras duas pessoas foram identificadas como supostas participantes do esquema, sendo um policial militar e um bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro.

Leia mais:  PF prende servidor público suspeito de corrupção passiva em Brasília

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, mídias digitais e documentos, os quais serão submetidos à análise da perícia.

Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório e de peculato.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana