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POLÍCIA

Operação mira lavagem de dinheiro e bloqueia até R$ 12 milhões ligados a facção criminosa

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A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26.8), a Operação Dissolução Forçada, com o cumprimento de 48 ordens judiciais contra integrantes e pessoas jurídicas ligadas a uma facção criminosa. A ação tem como foco o combate à lavagem de dinheiro e busca interromper o fluxo financeiro utilizado pelo grupo para dar aparência lícita a recursos provenientes de atividades criminosas.

Entre as medidas determinadas pela Justiça estão 18 mandados de busca e apreensão, 24 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, no valor de até R$ 12 milhões, e a suspensão das atividades comerciais de seis empresas.

As ordens foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Sinop, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop.

O cumprimento das medidas ocorre simultaneamente em quatro estados. Em Mato Grosso, as ações são realizadas nas cidades de Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá. Também são cumpridas ordens em Loanda, no Paraná; Goiânia, em Goiás; e São Paulo, capital paulista.

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As equipes policiais foram coordenadas a partir de pontos de comando instalados em Sinop e Cuiabá, com o apoio de investigadores das delegacias das cidades envolvidas.

De acordo com a investigação, a facção criminosa atuava no tráfico de drogas, na lavagem de capitais e em outros crimes relacionados. Os elementos reunidos pela Draco Sinop apontam que o grupo movimentou mais de R$ 12 milhões entre os anos de 2024 e 2025.

As medidas patrimoniais e a suspensão das atividades empresariais têm o objetivo de impedir que as empresas continuem sendo utilizadas para ocultar a origem dos valores e conferir aparência legal ao dinheiro obtido por meio de atividades ilícitas.

Os procedimentos decorrentes das prisões e apreensões, como boletins de ocorrência, autos circunstanciados e requisições periciais, estão sendo elaborados e encaminhados à Draco Sinop. O material será analisado para subsidiar o avanço das investigações e a identificação de outros possíveis envolvidos.

Nome da operação

O nome Dissolução Forçada faz referência ao principal objetivo da operação: identificar pessoas jurídicas utilizadas de forma exclusiva ou prioritária para a lavagem de dinheiro e determinar a interrupção imediata de suas atividades, desarticulando estruturas empresariais criadas ou utilizadas de maneira fraudulenta.

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A operação também tem como foco a descapitalização dos investigados. Segundo a Polícia Civil, o sequestro de patrimônio e o bloqueio da estrutura financeira das facções são medidas tão relevantes quanto as prisões, pois comprometem a capacidade de reorganização do grupo e de reinvestimento dos valores obtidos ilegalmente.

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POLÍCIA

Operação Roleta Russa 2 prende suspeito de apoiar liderança de facção em Mato Grosso

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (26.08), a Operação Roleta Russa – Fase 2 para o cumprimento de ordens judiciais contra um investigado por envolvimento com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

Nesta segunda fase, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias. O alvo é apontado nas investigações como responsável por prestar apoio operacional a um integrante do núcleo de liderança da facção criminosa em Mato Grosso, que atualmente está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE).

A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 100 mil em relação ao principal investigado. Além disso, foi determinado o bloqueio de até R$ 20 mil de outro investigado e da pessoa jurídica de sua titularidade.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e é resultado do avanço das investigações e da análise do material apreendido durante a primeira fase da Operação Roleta Russa, deflagrada em maio deste ano.

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Dissimulação de patrimônio

De acordo com as investigações, o investigado, apontado como braço operacional do faccionado preso, teria desempenhado funções relacionadas à ocultação e à dissimulação de patrimônio ilícito, além de operacionalizar movimentações financeiras por meio de contas próprias e de terceiros.

Os elementos analisados também apontaram a participação dele na negociação e na ocultação de veículos relacionados ao grupo criminoso.

Entre os bens identificados está um Toyota Corolla Cross, avaliado em mais de R$ 150 mil. Segundo a investigação, o veículo pertenceria ao faccionado preso, mas foi transferido para o nome da mãe do investigado. O automóvel permanecia guardado na residência do alvo e estaria à disposição de outra integrante da organização criminosa.

A investigação também apontou a participação do suspeito na intermediação da aquisição de outro veículo, que teria sido comprado pelo faccionado preso e destinado a uma integrante do grupo.

Movimentação de valores

As investigações identificaram ainda sucessivas transações via Pix, rateios e transferências realizadas por meio de contas bancárias próprias e de terceiros.

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Segundo a Polícia Civil, as movimentações indicam o uso de diferentes contas para a circulação de recursos atribuídos à organização criminosa.

Os elementos reunidos apontam que o investigado atuava com o faccionado preso havia aproximadamente cinco anos. Durante as apurações, também foram levantadas informações sobre o cumprimento de regras impostas pela facção e o possível envolvimento do investigado em outros crimes, como posse ilegal de arma de fogo e homicídios.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Roleta Russa foi deflagrada em maio de 2026, a partir de investigação conduzida pela GCCO/Draco, para o cumprimento de 12 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos com tráfico de drogas, extorsão e outros crimes em Cuiabá.

O principal alvo da primeira fase foi um conselheiro da organização criminosa.

A investigação prossegue com o objetivo de aprofundar a identificação da estrutura criminosa, dos responsáveis pela movimentação e pela ocultação de recursos e de outros possíveis envolvidos.

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