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POLÍCIA

Operação Dupla Face: Gaeco investiga advogada suspeita de ligação com facção criminosa 

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta sexta-feira (17), contra uma advogada investigada por dar suporte a uma organização criminosa que atua em Mato Grosso.

A investigada é Ana Paula Bacchi Muravski. As ordens judiciais foram executadas no escritório de advocacia e na residência dela, localizados em Nova Mutum (a 269 km de Cuiabá). Um terceiro mandado foi cumprido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, mas o nome do alvo na unidade prisional não foi divulgado pelas autoridades.

Além das buscas, a Justiça autorizou, a pedido do Gaeco, a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos envolvidos, bem como a extração e análise pericial de dados contidos em aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.

A investigação corre sob segredo de Justiça. Segundo o Gaeco, as provas colhidas até o momento foram suficientes para embasar as medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário.

Durante o cumprimento do mandado no escritório de advocacia, foram rigorosamente respeitadas as prerrogativas previstas no Estatuto da Advocacia. A diligência contou com comunicação prévia e acompanhamento de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), conforme determinado pela decisão judicial.

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Todo o material apreendido passará por perícia e deverá contribuir para o avanço das investigações, que seguem em sigilo.

A operação contou com o apoio do 14º Comando Regional e do 26º Batalhão da Polícia Militar, em Nova Mutum.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo. O grupo atua de forma especializada no enfrentamento às organizações criminosas e na apuração de crimes de alta complexidade.

 

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POLÍCIA

Polícia Civil prende babá por tortura contra bebê de cinco meses em Gaúcha do Norte

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta tarde de quarta-feira (15.7), uma mulher de 23 anos, suspeita de praticar o crime de tortura contra uma bebê de apenas cinco meses de idade, em Gaúcha do Norte. A prisão foi realizada após investigações apontarem indícios de que a criança sofreu lesões enquanto estava exclusivamente sob os cuidados da investigada.

Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Gaúcha do Norte, a suspeita trabalhava como babá da vítima, que permanecia diariamente em sua residência.O caso foi descoberto na terça-feira (14), quando a mãe da bebê foi ao local para amamentar a filha e percebeu diversas lesões no rosto da criança.

Diante da situação, a mãe levou imediatamente a bebê para atendimento médico. No hospital, foi descartada a hipótese de queda acidental, em razão da existência de múltiplas lesões na região craniofacial.

Durante as diligências, os policiais civis apuraram que, no momento em que as lesões foram causadas, a investigada estava sozinha com a criança, afastando a possibilidade de envolvimento de terceiros.

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Em interrogatório, a suspeita alegou que os ferimentos poderiam ter sido provocados pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, afirmando que a criança teria dormido sobre o equipamento. No entanto, a versão foi descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que concluiu que as lesões foram produzidas por ação contundente na região da cabeça da vítima, incompatíveis com marcas provocadas por cintos ou outros dispositivos de contenção.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial lavrou o auto de prisão em flagrante pelo crime de tortura, previsto no artigo 1º, inciso II, da Lei nº 9.455/1997. A suspeita foi colocada à disposição da Justiça e será apresentada em audiência de custódia.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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