municipios
Novo Mundo deve promover audiências públicas para avaliar metas fiscais
O TCE solicitou plano de providências para melhorar os índices dos indicadores da área da Saúde e da Educação, no prazo de 60 dias
Phocus
Conselheiro do TCE, José Carlos Novelli
O Tribunal de Contas de Mato Grosso emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo da Prefeitura Municipal de Novo Mundo referentes ao exercício de 2015, sob a responsabilidade de José Ribeiro da Silva.
O relator das contas, conselheiro José Carlos Novelli, recomendou à Câmara Municipal de Novo Mundo que determine ao chefe do Poder Executivo Municipal a realização de audiências públicas para avaliar os resultados das metas fiscais, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal, de modo que o edital de convocação seja publicado em órgão de imprensa oficial e/ou Portal Transparência e as atas comprobatórias da realização das audiências sejam enviadas por meio do sistema Aplic.
Também foi recomendado que sejam aperfeiçoados o planejamento e a execução das políticas públicas na área da educação e saúde, identificando os fatores que causaram a piora ou ausência de melhora dos resultados das avaliações das políticas públicas, visando uma mudança positiva na situação avaliada pelo TCE, especialmente em relação aos indicadores de Educação e Saúde.
O relator orientou, ainda, que fique explícito nas Peças de Planejamento (PPA, LDO e LOA) programas e ações para melhorar os índices. Outro alerta foi para que o gestor se abstenha de inscrever restos a pagar sem a disponibilidade suficiente de caixa, a fim de evitar o desequilíbrio nas contas.
Foi solicitado o plano de providências para melhorar os índices dos indicadores da área da Saúde e da Educação, no prazo de 60 dias, para posterior monitoramento pelo TCE. As contas de Governo de Novo Mundo foram apreciadas na sessão do Pleno do dia 25/10.
Cuiabá
Prefeitura assegura R$ 17 milhões para subsidiar entrada de financiamentos habitacionais
A Prefeitura de Cuiabá vai ampliar o acesso à casa própria para famílias de baixa renda com a criação do programa Minha Entrada, que oferecerá subsídio financeiro para auxiliar no pagamento da entrada do financiamento habitacional. A iniciativa será viabilizada por uma emenda de R$ 17 milhões, articulada pelo senador Wellington Fagundes, destinada à concessão do benefício.
O projeto de lei que institui o programa está em análise na Procuradoria Geral do Município (PGM). Após a conclusão dos pareceres jurídicos, será encaminhado à Câmara Municipal para apreciação dos vereadores. Os recursos serão destinados à concessão do benefício, permitindo que mais famílias reúnam as condições necessárias para financiar o primeiro imóvel e ingressar nos programas habitacionais do município.
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, mantém em andamento diversos projetos que integram o Programa Casa Cuiabana, do qual o Minha Entrada passará a fazer parte, caso o projeto de lei seja aprovado.
De acordo com a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, o aporte representa um importante reforço para ampliar o acesso à moradia em Cuiabá.
“Recebemos uma emenda da bancada federal, articulada pelo senador Wellington Fagundes, de aproximadamente R$ 18 milhões. Esse benefício será destinado às pessoas que querem adquirir a casa própria, mas não têm o valor da entrada. Elas poderão utilizar parte desse recurso para auxiliar na compra do primeiro imóvel. Estamos de portas abertas para receber emendas parlamentares destinadas à habitação”, destacou Michelle.
A secretária enfatizou que os recursos provenientes de emendas parlamentares são bem-vindos, pois o município, sozinho, não possui capacidade financeira para atender toda a demanda por moradia.
Entre as iniciativas do Programa Casa Cuiabana em fase de viabilização de recursos estão o Loteamento Popular, o programa de Reforma Habitacional para adequação de moradias de idosos, um projeto para a construção de quatro mil moradias destinadas prioritariamente a famílias que vivem em áreas de risco, o Periferia Viva, que prevê reformas, construção de novas unidades habitacionais e ações de regularização fundiária, além do Programa Moradia Digna, voltado à construção de 50 unidades habitacionais destinadas a famílias de catadores de materiais recicláveis.
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