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MÜLLER (Júlio Strubing)
Professor, político (Fazenda Bom Jardim, Cuiabá, 06/01/1895 – Cuiabá, 04/03/1977). É o único dos irmãos que passou a assinar “Strubing”, numa homenagem a parentes alemães. Casou-se em 1919, com Maria Ponce de Arruda, tendo os seguintes filhos: Helen Mary, Augusto Frederico, Hugo Filinto, Helena Júlia e Adelina Rita. Júlio Müller desempenhou várias funções públicas, sendo professor primário na Escola Modelo, diretor do grupo escolar Barão de Poconé, em Poconé, lecionou alemão no Liceu Cuiabano e francês na Escola Normal. A partir da Revolução de 1930 se tornou prefeito nomeado de Cuiabá, ficando no cargo até 1932. Em 1933, foi eleito deputado estadual e posteriormente foi secretário-geral do Estado nos governos interventores de Mesquita Serva e Fenelon Müller. Assumiu o cargo de governador em 4/10/1937, eleito pela Assembléia Legislativa. Ocorrendo o golpe do “Estado Novo” de Getúlio Dornelles Vargas a 10 de novembro de 1937, o Estado de Mato Grosso passou ao regime de interventoria. Foi um período marcado por progressos econômicos numa administração pautada pela tranqüilidade política e pelo número de obras, benefícios e serviços que prestou para Cuiabá e para todo Mato Grosso. Isso somente se tornou possível, tanto pela força política que tinha o interventor junto ao Governo federal, como a sua dignidade e a seriedade de seu caráter, lhe facultavam um real prestígio perante à classe política e à toda população mato-grossense. Dentre outras coisas, Müller restaurou as finanças do Estado; fundou os abrigos Bom Jesus e Darci Vargas; organizou os serviços de saúde do Estado; reformou a Imprensa Oficial; construiu o prédio do Liceu Cuiabano, a Secretaria Geral, hoje Arquivo Público; o Grande Hotel, hoje SEC, e a ponte sobre o Rio Cuiabá, denominada Ponte Júlio Müller.
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MURTINHO (Joaquim Duarte)
Médico, engenheiro civil, professor, financista, político e estadista (Cuiabá-MT, 07/12/1848, Rio de Janeiro-RJ, 19/11/1911). Nascido em família da alta sociedade cuiabana, Murtinho estudou em bons colégios no Rio de Janeiro. Escolheu Engenharia Civil, depois de ter concluído o estudo secundário no Rio de Janeiro, optando também por Medicina Homeopática, Economia Política e Ciências Físicas e Naturais. Na área de medicina dedicou-se aos mais carentes, fazendo curas assombrosas com seus diagnósticos rápidos e precisos, usando mais a intuição do que os laboratórios. Progressivamente foi assumindo o lugar de engenheiro. Foi também professor de Química Orgânica Experimental, Meteorologia, Biologia Industrial e Zoologia. Seu vigor científico deu-lhe destaque internacional e assegurou-lhe a posição de Homem de Estado. Tendo-se eleito Senador por Mato Grosso, participou da primeira Constituinte Republicana de 1891. Como médico particular do Marechal Deodoro da Fonseca, teve grande influência política em nosso Estado, como se observou na nomeação e exoneração do primeiro Governador, General Antônio Maria Coelho. Ao assumir a Presidência da República o Vice-presidente Manuel Vitorino Pereira (1896-97), Joaquim Murtinho foi nomeado Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, permanecendo até o retorno do presidente Prudente de Moraes às suas funções. O presidente seguinte, Campos Sales, nomeia Joaquim Murtinho Ministro da Fazenda, considerando-se ele, da forma como o presidente se considerava, “um homem que serve a República e não um homem que se serve da República” . Escreveu livros e teses científicas sobre o tema, dentre os quais “Respiração em Geral”, de 1872. É patrono da Cadeira 26 da Academia Mato-Grossense de Letras. No campo empresarial tinha participação em extração e processamento de erva-mate no sul de Mato Grosso através da Cia. Matte Laranjeira, da qual era sócio. Tornou-se uma figura nacionalmente conhecida, sendo que seu nome figura em inúmeros municípios em placas de ruas, avenidas e praças. A atuação de Murtinho, nas finanças do Brasil, ao fim de sua vida, era mundialmente reconhecida. Jornais do Brasil, do Uruguai, da Argentina, dos Estados Unidos, do México, da Inglaterra, da França, da Alemanha e ouros países foram unânimes em lhe reconhecer o mérito. O Jornal do Comércio, na edição e 12 de maio de 1914 abria notícia da seguinte forma: “O Brasil tem no saudoso estadista um dos seus maiores beneméritos, um dos seus filhos mais preclaros. Nunca serão demasiadas as homenagens prestadas à memória de Joaquim Murtinho, um dos maiores e mais prestimosos servidores da Nação”.
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