BRASIL E MUNDO
MP denuncia Deolane Bezerra e Marcola por esquema de lavagem de dinheiro do PCC
O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia formal contra seis pessoas acusadas de integrar uma rede de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os nomes citados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) estão a advogada e influenciadora Deolane Bezerra e o líder da facção, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
De acordo com as investigações, o esquema operou entre 2018 e 2025 por meio de uma empresa de transportes gerida por Ciro Cesar Lemos. O Gaeco aponta que a estrutura financeira era utilizada para reinserir recursos ilícitos da facção na economia formal. Lemos teria seguido ordens diretas de Marcola e de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, para distribuir os rendimentos entre os membros do grupo, incluindo os filhos de Alejandro, Leonardo e Paloma Herbas Camacho, que atualmente são considerados foragidos no exterior.
A denúncia detalha que Deolane Bezerra recebia depósitos fracionados da transportadora para ocultar a origem dos valores em suas contas pessoais. O Ministério Público afirma ainda que a influenciadora planejava transferir suas empresas para fundos no exterior como parte da estratégia de ocultação de patrimônio. Deolane segue detida após ter um pedido de habeas corpus negado pela Justiça nesta terça-feira (9).
Em resposta às acusações, a defesa de Deolane Bezerra declarou que ainda não teve acesso ao conteúdo integral da denúncia e negou qualquer envolvimento da advogada com organizações criminosas. Já os advogados de Marcola e Alejandro argumentaram que a permanência de ambos em presídios de segurança máxima desde 2019 inviabilizaria a participação no esquema. A defesa de Leonardo e Paloma também refutou as imputações, afirmando que as movimentações financeiras citadas são regulares e serão devidamente esclarecidas no processo.
BRASIL E MUNDO
Brasil celebra Nossa Senhora Aparecida; feriado nacional
O Brasil celebra nesta segunda-feira (12.10) o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira oficial do país. O feriado nacional, que coincide com o Dia das Crianças, encerra o feriado prolongado iniciado na sexta-feira (9.10) e deve movimentar estradas, terminais rodoviários e templos em todo o território nacional.
A devoção à santa tem origem em outubro de 1717, às margens do rio Paraíba, em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e José Alves haviam sido acionados para fornecer peixes ao banquete do conde de Assumar, então governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Depois de horas de pesca sem resultado, João Alves retirou das águas o corpo de uma pequena imagem de barro e, em novo lançamento da rede, encontrou a cabeça da peça. Recolhida a imagem, a rede dos pescadores encheu de peixes.
A escultura de terracota, com cerca de 36 centímetros e coloração escura, representa Nossa Senhora da Conceição. Ficou conhecida como a santa que “apareceu” no rio — origem do nome Aparecida — e passou a atrair fiéis atraídos pelos relatos de graças e milagres atribuídos à imagem. Em 1904, ela foi coroada oficialmente, com uma coroa ofertada pela princesa Isabel.
A crescente romaria levou à construção, em 1745, de uma capela no Porto Itaguassú, local do achado. A devoção seguiu se espalhando pelo país e, em 1928, a então vila de Itaguassú passou a se chamar Aparecida. Em 1955 teve início a construção da Basílica Nacional, erguida para acolher o número cada vez maior de romeiros.
O reconhecimento oficial veio em etapas. Em 16 de maio de 1931, o presidente Getúlio Vargas declarou Nossa Senhora da Conceição Aparecida padroeira oficial do Brasil. Décadas depois, a Lei nº 6.802, de 1980, transformou o 12 de outubro em feriado nacional. No mesmo ano, o papa João Paulo II, em visita ao Brasil, consagrou a Basílica Nacional de Aparecida.
Hoje, o Santuário Nacional é o segundo maior templo católico do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, em Roma, com capacidade para cerca de 45 mil pessoas. O complexo recebe aproximadamente 12 milhões de romeiros por ano, e no dia da padroeira centenas de milhares de fiéis se deslocam até a cidade do Vale do Paraíba paulista para acompanhar as celebrações.
A programação inclui missas ao longo de todo o dia, além de romarias, caminhadas e motociatas que partem de diversas regiões do país. Paróquias de todos os estados também realizam celebrações próprias em honra à padroeira.
Com o feriado caindo na segunda-feira, o fim de semana prolongado deve intensificar a movimentação nas rodovias e nos terminais de passageiros, tanto de quem segue em peregrinação até o santuário quanto de quem aproveita a data para viajar.
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