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MONTEIRO (Leônidas Duarte)

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Desembargador (Cuiabá -MT, 02/06/1940). Descende de Benjamin Duarte Monteiro e Anna Augusta de Oliveira Monteiro. Seus estudos superiores foram realizados junto à Universidade Federal de Mato Grosso, onde obteve o título de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Ingressou na Magistratura como Promotor de Justiça. Entre 15 de março de 1979 e 15 março de 1983 ocupou o honroso cargo de Procurador Geral de Justiça, durante os Governos do Eng.º Frederico Carlos Soares Campos, o mesmo ocorrendo nos Governos do Eng.º Júlio José de Campos e de Wilmar Peres de Farias. Ingressou no Tribunal de Justiça em 3 de agosto de 1992, na vaga reservada ao Quinto Constitucional do Ministério Público. Na gestão 1995/1997 ocupou o cargo de vice-presidente da mesma Corte de Justiça, tendo tomado posse no dia 1º de março de 1995. Foi eleito presidente do mesmo Tribunal na gestão 2001/2003, tendo tomado posse à 1º de março de 2001.

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MURTINHO (Joaquim Duarte)

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Médico, engenheiro civil, professor, financista, político e estadista (Cuiabá-MT, 07/12/1848, Rio de Janeiro-RJ, 19/11/1911). Nascido em família da alta sociedade cuiabana, Murtinho estudou em bons colégios no Rio de Janeiro. Escolheu Engenharia Civil, depois de ter concluído o estudo secundário no Rio de Janeiro, optando também por Medicina Homeopática, Economia Política e Ciências Físicas e Naturais. Na área de medicina dedicou-se aos mais carentes, fazendo curas assombrosas com seus diagnósticos rápidos e precisos, usando mais a intuição do que os laboratórios. Progressivamente foi assumindo o lugar de engenheiro. Foi também professor de Química Orgânica Experimental, Meteorologia, Biologia Industrial e Zoologia. Seu vigor científico deu-lhe destaque internacional e assegurou-lhe a posição de Homem de Estado. Tendo-se eleito Senador por Mato Grosso, participou da primeira Constituinte Republicana de 1891. Como médico particular do Marechal Deodoro da Fonseca, teve grande influência política em nosso Estado, como se observou na nomeação e exoneração do primeiro Governador, General Antônio Maria Coelho. Ao assumir a Presidência da República o Vice-presidente Manuel Vitorino Pereira (1896-97), Joaquim Murtinho foi nomeado Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, permanecendo até o retorno do presidente Prudente de Moraes às suas funções. O presidente seguinte, Campos Sales, nomeia Joaquim Murtinho Ministro da Fazenda, considerando-se ele, da forma como o presidente se considerava, “um homem que serve a República e não um homem que se serve da República” . Escreveu livros e teses científicas sobre o tema, dentre os quais “Respiração em Geral”, de 1872. É patrono da Cadeira 26 da Academia Mato-Grossense de Letras. No campo empresarial tinha participação em extração e processamento de erva-mate no sul de Mato Grosso através da Cia. Matte Laranjeira, da qual era sócio. Tornou-se uma figura nacionalmente conhecida, sendo que seu nome figura em inúmeros municípios em placas de ruas, avenidas e praças. A atuação de Murtinho, nas finanças do Brasil, ao fim de sua vida, era mundialmente reconhecida. Jornais do Brasil, do Uruguai, da Argentina, dos Estados Unidos, do México, da Inglaterra, da França, da Alemanha e ouros países foram unânimes em lhe reconhecer o mérito. O Jornal do Comércio, na edição e 12 de maio de 1914 abria notícia da seguinte forma: “O Brasil tem no saudoso estadista um dos seus maiores beneméritos, um dos seus filhos mais preclaros. Nunca serão demasiadas as homenagens prestadas à memória de Joaquim Murtinho, um dos maiores e mais prestimosos servidores da Nação”.

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