Saúde
Mato Grosso realiza sétima captação de múltiplos órgãos em 2026 e beneficia três pacientes
A Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou nesta terça-feira (14) a sétima captação de múltiplos órgãos de Mato Grosso em 2026. O procedimento ocorreu no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, e resultou na retirada de um fígado e duas córneas.
A operação começou às 12h54 e foi concluída às 15h30. Os órgãos foram destinados a três pacientes compatíveis que aguardavam na fila por um transplante.
A ação contou com o apoio logístico do Sistema Nacional de Transplantes e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), responsável pelo suporte necessário ao deslocamento dos órgãos até os locais onde estão os receptores.
A equipe responsável pela captação foi formada por profissionais de Mato Grosso, do Hospital São Mateus e do Banco de Olhos de Cuiabá. A participação dos especialistas do Estado contribuiu para dar mais agilidade ao procedimento e garantir o encaminhamento dos órgãos dentro do prazo adequado.
Com a captação realizada no Hospital Central, a rede estadual reforça a importância da estrutura especializada e da atuação integrada entre unidades de saúde, equipes médicas e órgãos responsáveis pelo sistema de transplantes.
Saúde
Cardiologista alerta: controle precoce de hipertensão e diabetes pode evitar internações por insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca está entre as principais causas de internação por doenças cardiovasculares e continua sendo um dos maiores desafios para a saúde pública. Apesar dos avanços no tratamento, muitos pacientes chegam aos hospitais com a doença em estágio avançado, após conviver por anos com fatores de risco sem o controle adequado.
No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, celebrado em 9 de julho, a atenção se volta para uma condição que ainda é pouco reconhecida pela população, mas que pode comprometer progressivamente o funcionamento do coração e, em muitos casos, levar à hospitalização.
Para o cardiologista intensivista e responsável pelas UTIs do Hospital São Mateus, Sandro Andrey Nogueira Franco, grande parte desses casos poderia ter uma evolução diferente se doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado fossem identificadas e tratadas precocemente.
“A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de internação e mortalidade. Em muitos pacientes, esse quadro poderia ser evitado com o controle adequado dos fatores de risco e o acompanhamento médico regular. Quanto mais cedo identificamos essas alterações, maiores são as chances de preservar a função do coração e evitar complicações”, destaca.
O coração costuma dar sinais antes da descompensação
Falta de ar aos esforços, cansaço persistente, inchaço nas pernas, tornozelos e pés, ganho rápido de peso provocado pelo acúmulo de líquidos, palpitações e tosse persistente estão entre os sintomas mais frequentes. Como costumam surgir de forma gradual, muitas pessoas acabam associando essas manifestações ao envelhecimento ou ao sedentarismo.
Além da avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de imagem, como o ecocardiograma, são fundamentais para confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia de tratamento.
Segundo o médico, procurar assistência logo nos primeiros sinais pode impedir que a doença evolua para quadros mais graves.
“Quando o paciente chega antes da descompensação, conseguimos iniciar o tratamento de forma mais precoce, controlar os sintomas e reduzir significativamente o risco de internações. Esse tempo faz diferença na evolução da doença e na qualidade de vida”, explica.
A prevenção continua sendo a melhor estratégia
Embora seja uma doença crônica, a insuficiência cardíaca pode ter seu risco reduzido por meio do controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, além da prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, abandono do tabagismo e acompanhamento médico periódico.
Na avaliação de Sandro Andrey Nogueira Franco, cuidar da saúde cardiovascular é uma atitude que produz resultados ao longo da vida.
“O acompanhamento contínuo permite identificar alterações antes que elas provoquem um comprometimento importante do coração. Prevenir continua sendo o melhor caminho para reduzir internações, preservar a qualidade de vida e garantir mais segurança aos pacientes”, reforça.
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