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Lancha afunda no Manso, mãe e filhos são resgatadas; pai e piloto seguem desaparecidos 

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Equipes de resgate intensificam as buscas por duas pessoas desaparecidas após um naufrágio ocorrido na noite deste domingo (28.12) no Lago do Manso, em Chapada dos Guimarães (67 km ade Cuiabá). A boa notícia é que uma mãe e suas duas crianças, incluindo um bebê, foram localizadas e estão a salvo, graças à bravura de uma das crianças que conseguiu nadar até a margem e pedir ajuda.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 19h30 para atender à ocorrência no lago, que é um importante ponto turístico. Segundo informações preliminares do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), a lancha transportava cinco pessoas: três adultos e duas crianças. O grupo era composto por um casal, seus dois filhos e o piloto da embarcação. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

A chave para o resgate parcial foi uma criança de oito anos, que, protegida por um colete salva-vidas, conseguiu alcançar a margem do lago. Desesperada, ela procurou socorro junto a moradores da região e, com coragem, guiou as equipes de resgate até uma ilha próxima, onde sua mãe e o bebê aguardavam. Ambos foram encontrados em segurança, mas o pai e o piloto da lancha continuam desaparecidos.

A operação de busca e salvamento prossegue, com as equipes realizando varreduras na extensa área do lago. A Marinha do Brasil já enviou reforços para auxiliar os bombeiros nos trabalhos. O período noturno, com sua visibilidade reduzida, impõe um desafio adicional aos socorristas, tornando a operação ainda mais complexa e arriscada.

 

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Após receber a elefanta Baby, Santuário monta operação para buscar o Sandro em SP

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O elefante Sandro, de 56 anos, será transferido do Zoológico de Sorocaba (SP) para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), após determinação judicial. O animal, que vive em cativeiro desde 1982, deve percorrer 1.400 quilômetros por via terrestre até o dia 6 de agosto para viver em um ambiente de semi-liberdade no primeiro santuário do gênero na América Latina.

A Chapada dos Guimarães tornou-se um refúgio de referência internacional ao abrigar o único santuário  do gênero em toda a América Latina. A escolha da região não foi aleatória: o município oferece uma combinação de clima, topografia, cursos d’água intocados e vegetação exuberante que mimetiza condições ideais para elefantes africanos e asiáticos, permitindo que vivam soltos durante todo o ano.

O santuário, que ocupa uma área de aproximadamente 1.200 hectares em uma antiga fazenda, foi inaugurado em 2016 com o objetivo de resgatar animais que sofreram traumas em circos e zoológicos, oferecendo-lhes um espaço para a recuperação física e emocional. Ao contrário de zoológicos, o SEB não é aberto à visitação pública, priorizando a tranquilidade e a autonomia dos animais, que são incentivados a retomar comportamentos naturais como pastar, caminhar por longas distâncias e interagir em seus próprios ritmos.

O caso do elefante Sandro

A transferência do elefante Sandro, atualmente no Zoológico de Sorocaba (SP), é o mais novo capítulo da atuação do SEB. Após uma longa disputa judicial, a Justiça determinou que o animal — que vive em cativeiro desde 1982 e é considerado idoso — seja levado para o santuário mato-grossense até o dia 6 de agosto de 2026.

A Prefeitura de Sorocaba chegou a recorrer da decisão, argumentando que o animal recebe cuidados adequados e que a viagem de mais de 1.400 km representa um risco. Por outro lado, o Ministério Público e o SEB sustentam que a vida no santuário oferece uma qualidade inalcançável em recintos urbanos, permitindo ao elefante viver em um ambiente amplo, com cuidados especializados e a possibilidade de interação com outros da sua espécie.

Logística de transferência

A operação de transporte seguirá o mesmo protocolo de bem-estar utilizado na recente transferência da elefanta Baby, vinda de Santa Catarina.

  • Caixa de transporte: Sandro viajará em uma estrutura de aço equipada com monitoramento por câmeras, ventilação e controle de temperatura.

  • Adaptação: O treinamento utiliza reforço positivo, evitando a sedação profunda e permitindo que o animal entre voluntariamente no veículo.

  • Monitoramento: A viagem será feita em ritmo controlado, com paradas estratégicas para hidratação e exames veterinários, sendo integralmente custeada pelo próprio santuário.

Essa transferência é emblemática por tratar-se de um animal idoso em cativeiro de longa data, reforçando o propósito do SEB de devolver a autonomia física e psicológica a seres que passaram décadas sob estritos protocolos de dominância humana.

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