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KAMAKUAKÁ
Caverna sagrada dos índios Waurá e de outras etnias do alto Xingu que vivem no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, localizada no interior da Fazenda Reunidas, no município de Paranatinga, em Mato Grosso. Para os Waurá, a denominação Kamakuaká refere-se ao nome de uma entidade mitológica, originária antes da existência dos homens. A caverna representa a morada dos espíritos intitulados Inyãkãnãu, aqueles que ensinam. Atualmente localizada fora dos limites do Parque e da Terra Indígena Batovi, a caverna, internamente, possui inúmeras inscrições rupestres que estão representadas na arte oleira, cestaria, máscaras e pinturas corporais dos Waurá, além dos troncos utilizados na festa do Kuarup, que acontece no mês de agosto, numa homenagem os mortos. Além de desenhos representando principalmente espinha de peixe, há imagens dos órgãos sexuais femininos. O local, também freqüentado pelos índios Kalapalo, Mehinako, Yawalapiti, Nakukuá, Trumai, Aweti, relaciona-se ao ritual de furação da orelha, na medida em que os cantos entoados durante o ritual de furação de orelha dali originaram-se, assim como o barro empregado na confecção da cerâmica e os remédios utilizados na cura de várias enfermidades. Atualmente, os Waurá e demais etnias afastaram-se da caverna receosos da presença de não índios na região (fazendeiros, colonos, plantadores de soja, milho e arroz) há mais de trinta anos. Duas expedições foram realizadas à caverna e regiões adjacentes, integradas por índios Waurá, Fundação Nacional do Índio, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Centro de Estudos, Proteção e Manejo de Cavernas e Instituto de Pesquisas Currupiar-Araras. Ambas no ano de 2002, essas expedições trouxeram grandes expectativas aos índios, na medida em que a caverna já possui o reconhecimento oficial, estando registrada no Cadastro Nacional dos Sítios Arqueológicos do IPHAN. (AM)
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KATO (Shelma Lombardi de)
Desembargadora (São Paulo/SP, 07/04/1939). Estudou Letras Clássicas na Faculdade de Filosofia da USP, bacharelando-se também em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP. Ingressou, por concurso, na Magistratura do Estado de Mato Grosso, no ano de 1969, tendo esse cargo marcado, pela primeira vez, a atuação do segmento feminino no cargo de Juíza de Direito. Chegou ao mais alto posto da Magistratura ao assumir, no dia 8 de novembro de 1979, o cargo de Desembargadora, ingressando no Tribunal de Justiça pelo mais impoluto dos critérios – o do merecimento. Na 104ª Mesa Diretora do Egrégio Tribunal de Justiça ocupou o honroso cargo de Corregedora-Geral da Justiça, no biênio 1981/1982, sendo que na 109ª, gestão 1991/1993, foi eleita Presidente da mesma Corte de Justiça, em 22 de novembro de 1990. Publicou: obra poética: Íris Noturno – Editora Cúpulo – S.P. e no campo jurídico contribui com artigos nos Anais Forenses do Estado de Mato Grosso, estando à frente, desde 1968, na organização deste periódico. Foi agraciada com o Colar do Mérito Judiciário, em 1º de fevereiro de 1999.
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