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Justiça suspende atividades de abatedouro municipal 

A decisão atende pedido do Ministério Público e impõe multa diária em caso de descumprimento

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A Justiça do Estado de Mato Grosso acolheu um pedido liminar do Ministério Público Estadual e determinou a suspensão das atividades comerciais do abatedouro municipal Pag Menos, localizado em Cotriguaçu, a 950 km de Cuiabá. A decisão é válida por tempo indeterminado e visa atender a irregularidades apontadas pelo Ministério Público.

O descumprimento da decisão judicial implicará em severas penalidades financeiras. Foi estipulado um bloqueio de valores e uma multa diária de R$ 2 mil, que pode chegar ao montante máximo de R$ 60 mil. Essas medidas visam garantir o cumprimento da ordem judicial e a correção das irregularidades encontradas.

A decisão judicial foi motivada por um pedido liminar do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que identificou diversas irregularidades no funcionamento do abatedouro municipal Pag Menos. Embora os detalhes específicos das irregularidades não tenham sido divulgados, a suspensão das atividades comerciais indica a gravidade das questões levantadas.

O abatedouro Pag Menos deverá tomar medidas imediatas para corrigir as irregularidades apontadas pelo Ministério Público. A empresa também pode recorrer da decisão judicial, mas enquanto isso, as atividades comerciais permanecerão suspensas.

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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu

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Conselheiro Alisson Alencar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.

Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.

“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.

Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.

“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.

Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.

Serviços em curso seguem mantidos

Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.

Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”

Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.

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