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Justiça acata pedido do MPE e decreta confisco de bens de prefeito
O prefeito Josimar Marques Barbosa e seu cunhado, José Ricardo Gonzaga Sartori, terão que devolver aos cofres públicos quase R$ 38 mil em condenação por prática de nepotismo
Divulgação
Josimar Marques Barbosa
A Justiça acatou o pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e decretou a indisponibilidade de bens do prefeito de Paranatinga, Josimar Marques Barbosa e do seu cunhado, José Ricardo Gonzaga Sartori, até o limite de R$ 37.377,72, por prática de nepotismo.
Conforme a ação do MPE, Josimar nomeou seu cunhado José Ricardo para o cargo de diretor de serviços urbanos, no dia 01 de janeiro de 2017, sendo exonerado no dia 06.02.2017 e, sem seguida, nomeado como gerente-geral do almoxarifado central, no dia 06.02.2017, sendo exonerado no dia 08.03.2017.
“Em razão disso recebeu a quantia de R$ 2.400,00, referente ao mês de janeiro de 2017; o valor de R$ 5.000,00, no mês de fevereiro de 2017; e o valor de 1.944,43, no mês de março de 2017, totalizando o valor de R$ 9.344,43”.
Diante dos fatos, o MPE, por meio da Promotoria de Justiça de Paranatinga, oficiou José Gonzaga Sartori para que apresentasse defesa, bem como realizasse a devolução dos valores recebidos pela prefeitura municipal. Em resposta José Ricardo informou que não considera ilícita a conduta dele e que não procederia a devolução dos valores.
“O Ministério Público não vê outra alternativa a não ser propor a ação. O comportamento dos requeridos enquadra-se como atentatório aos princípios da administração pública, pois viola os deveres da impessoalidade, moralidade, da isonomia, da eficiência”, destacou a promotora de Justiça, Solange Linhares Barbosa.
A Justiça determinou, ainda, que sejam oficiados os Cartórios de Registro de Imóveis de Paranatinga e Primavera, para efetivação da indisponibilidade, que poderá recair sobre bens de qualquer um dos indiciados, ou de todos, se necessário.
confresa
Déficit de R$ 10,4 milhões e sala vermelha inoperante: TCE-MT aponta crise na saúde de Confresa
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou que, no prazo de 60 dias, a Prefeitura de Confresa elabore e envie plano de ação para solucionar fragilidades que comprometem a sustentabilidade da saúde pública municipal. Sob a relatoria do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a medida é resultado de levantamento que analisou a situação fiscal e assistencial da saúde pública de Confresa em 2025.
Apreciado na sessão do Plenário Virtual do último dia 24, o processo foi acompanhado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), presidida pelo relator. “O presente levantamento não se destina à imputação de irregularidades ou à responsabilização de agentes, mas à produção de informações voltadas ao aperfeiçoamento da administração municipal e ao apoio à atuação deste Tribunal de Contas”, pontuou Maluf.
Na decisão, o relator apontou que ficou demonstrado que as receitas destinadas ao financiamento da saúde não acompanham o crescimento das despesas do setor. “Embora o município tenha recebido expressivos repasses federais e estaduais, a Secretaria de Controle Externo identificou déficit de R$ 10,4 milhões entre as receitas destinadas à saúde e os gastos efetivamente realizados, cenário que vem exigindo a utilização crescente de recursos próprios para assegurar a continuidade dos serviços prestados à população.”
Outro aspecto identificado foi a dependência de recursos municipais para o Hospital Municipal Lauro Prestes, com quase 49% dos custos suportados exclusivamente pelo município de Confresa. A unidade é considerada estratégica para a região do Norte Araguaia, atuando como referência regional para atendimentos de média complexidade e absorvendo demanda oriunda de outros municípios.
Ao analisar a situação fiscal, o conselheiro reforçou que, embora o endividamento consolidado de 25,29% da Receita Líquida Corrente (RCL) esteja dentro dos limites legais, há risco para o fluxo de caixa, uma vez que os vencimentos das parcelas coincidem com o pagamento da folha salarial.
Durante a inspeção, também foram identificadas fragilidades críticas na operação do hospital municipal. Entre elas estão problemas relacionados à segurança e ao atendimento de urgência, como a inoperância da sala vermelha e o armazenamento inadequado de gás (GLP), falhas físicas e sanitárias, como irregularidade nos serviços de nutrição e dietética (lactário e lavanderia). Também foi apontada a necessidade de adequação de equipamentos e correção no dimensionamento da equipe de enfermagem.
No voto, Maluf ressaltou que a solução para a sobrecarga da unidade depende do reordenamento de toda a rede municipal. “Desse modo, evidencia-se a necessidade de ampliação das recomendações ora propostas, de forma que não se limitem à dimensão estritamente financeiro-orçamentária, mas também contemplem os aspectos estruturais, sanitários, assistenciais e de gestão apresentados pela Copspas”.
Além do plano de ação, o conselheiro determinou que o município fortaleça o planejamento orçamentário e financeiro, reordene os fluxos de atendimento da rede municipal, restabeleça o funcionamento da sala de emergência do hospital, adeque os serviços de nutrição e dietética e redimensione a equipe de enfermagem.
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