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Irã sinaliza abertura para diálogo nuclear com EUA em meio a tensões 

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Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian

Em um movimento diplomático que pode redefinir o cenário geopolítico, o presidente iraniano Massoud Pezeshkian ordenou o início de negociações diretas com os Estados Unidos sobre o controverso programa nuclear do país. A decisão, reportada pela agência de notícias Fars, surge em um momento de escalada de tensões com Washington e de intensos esforços de mediação por potências regionais como Turquia, Arábia Saudita, Egito e Catar.

A agência Fars, citando uma fonte governamental, informou que “Irã e Estados Unidos manterão discussões sobre a questão nuclear”, embora detalhes como datas e formato dos encontros ainda não tenham sido divulgados. A notícia foi ecoada pelos principais veículos de comunicação iranianos, incluindo o jornal estatal Iran e o reformista Shargh, indicando um raro alinhamento em torno da nova postura diplomática.

Fontes diplomáticas em Teerã sugerem que o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, poderá se encontrar nos próximos dias com o representante norte-americano Steve Witkoff. Turquia desponta como um possível local para o encontro, dada a atuação do país, ao lado de Egito, Arábia Saudita e Catar, como mediador informal em busca de uma desescalada que evite uma ação militar contra o Irã.

Posições antagônicas dificultam o caminho

Apesar dessa abertura, o Irã mantém suas exigências: a continuidade do enriquecimento de urânio para fins civis e a recusa em negociar seu programa balístico. Do outro lado, Washington exige a interrupção completa do programa nuclear e a redução do alcance dos mísseis iranianos. Essas posições diametralmente opostas configuram um cenário de negociação complexo e de alto risco.

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A possibilidade de diálogo já havia sido antecipada por Araghchi em entrevista à CNN no domingo (1º), onde ele vislumbrava uma “possibilidade de discussão” caso a equipe negociadora dos EUA se guiasse pela declaração pública do presidente Donald Trump de buscar “um acordo justo e equilibrado” que assegure que o Irã não possua armas nucleares.

Desde então, os contatos diplomáticos se intensificaram. Na manhã desta segunda-feira, Araghchi conversou por telefone com seus homólogos turco, saudita e egípcio. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, confirmou em coletiva de imprensa que Teerã está “examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático”, com a expectativa de concluir a fase preparatória em breve.

Baghaï também fez questão de desmentir qualquer ultimato por parte dos Estados Unidos, afirmando categoricamente que “o Irã nunca aceita ultimatos”, em resposta a especulações sobre prazos impostos por Washington.

Trump mantém tom ambíguo, mercados reagem

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump tem adotado um tom ambíguo, oscilando entre a disposição para negociar e a manutenção da pressão política. “Espero que encontremos um acordo”, disse Trump à imprensa, mas complementou com uma indireta aos alertas do Aiatolá Ali Khamenei sobre o risco de uma “guerra regional” caso as ameaças militares sejam concretizadas.

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A movimentação diplomática ocorre em um delicado contexto regional, onde a estabilidade é crucial para segurança, comércio e mercados de energia. Os mediadores buscam, assim, evitar uma escalada que poderia ter consequências imprevisíveis.

Os mercados reagiram imediatamente ao sinal de distensão. Na abertura das negociações asiáticas, os preços do petróleo registraram uma queda de mais de 3%, refletindo a percepção de que a probabilidade de um confronto armado no Golfo Pérsico diminuiu, pelo menos por ora.

Embora a ordem de Pezeshkian represente a mais clara autorização política para o diálogo desde o aumento da pressão norte-americana, analistas alertam que a distância entre as exigências das partes continua considerável. A disposição para conversar não anula o risco de um fracasso nas negociações, mas indica que, no momento, Teerã e Washington estão optando pela mesa de diálogo em detrimento de uma confrontação aberta, cientes das graves consequências regionais e globais de uma ruptura.

*Com Agências

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Brasil impulsiona candidatura de Michelle Bachelet para liderar a ONU

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O governo brasileiro formalizou hoje seu apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O anúncio, feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas redes sociais, destaca a importância histórica de uma mulher liderar a organização após oito décadas de existência.

Lula enfatizou a trajetória pioneira de Bachelet, ressaltando sua dupla presidência no Chile, suas passagens como ministra da Defesa e da Saúde no país, e sua vasta experiência em organismos multilaterais. “No sistema das Nações Unidas, teve papel decisivo na criação e consolidação da ONU Mulheres, como sua primeira diretora-executiva, dando escala institucional à agenda da igualdade”, escreveu o presidente. Ele também lembrou sua atuação como alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, onde defendeu os vulneráveis e o direito a um meio ambiente limpo.

“Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”, concluiu Lula, evidenciando a visão do Brasil de que Bachelet possui o perfil ideal para os desafios globais contemporâneos.

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Apoio conjunto e cenário internacional

A candidatura de Michelle Bachelet não é apenas uma iniciativa brasileira. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que a proposta foi apresentada formalmente nesta segunda-feira em um esforço conjunto dos governos do Chile, do Brasil e do México.

“Essa candidatura reflete a vontade compartilhada de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais”, afirma o documento. O Itamaraty sublinha que a “ampla experiência da ex-presidenta Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua reconhecida capacidade de facilitar o diálogo e seu compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas” são cruciais para uma organização mais “eficaz, representativa e orientada para o bem-estar das pessoas”.

A pasta também contextualizou a decisão no “cenário internacional de grande complexidade”, reiterando a necessidade de fortalecer o papel da ONU como plataforma essencial para o diálogo e a construção de soluções coletivas em temas como paz e segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e combate às mudanças climáticas. O governo brasileiro reafirmou seu “compromisso com o multilateralismo como pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos”.

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Atualmente, o secretariado das Nações Unidas é ocupado pelo português António Guterres, cujo segundo mandato, iniciado em 2022, se estende até o final de 2026. O novo secretário-geral assumirá o cargo em 1º de janeiro de 2027.

 

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