HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Paranatinga
O município de Paranatinga tem suas origens na abertura de fazendas isoladas do século XIX. A formação do município se acelerou com a descoberta de diamante pelo fazendeiro Abraão Bezerra, em 1963. Veio a corrida do diamante. Não demorou muito e foi criado o distrito de Simões Lopes, a noroeste dos garimpos do Rio Paranatinga. A 29 de junho de 1964, Apolônio Bouret funda formalmente a localidade de Paranatinga, dando um apoio decisivo da prefeitura municipal de Chapada.
Por esse tempo, o ponto de maior atenção do garimpo era a virada de Joaquim Alves, situada no lugar mais tarde ocupado pelo Clube Denise – virada gerenciada pelo famoso Riva. Foram chegando sanfoneiros, bolicheiros e gente que movimentava as noites do garimpo. Chegaram os farmacêuticos Miguel Moraes de Melo e o Emídio.
Eram frequentes os assassinatos, as desordens, os tiroteios. Os estrondos maiores aconteciam na boate denominada “Salão Sete Léguas”. Quem arcava com o trabalho depois das rixas acertadas era o velho carpinteiro baiano Apolinário Elias Alves, que tinha de se valer de tábuas velhas para passar o serrote e meter pregos para fazer caixões de defunto, onde perfilhavam garapeiros e mulheres da vida, mortos. Em 1963 a comunidade recebeu a visita do bispo-prelado de Diamantino, o primeiro bispo jesuíta do Brasil – Dom Alonso Silveira de Mello, natural de Cruz Alta, Rio Grande do Sul. O religioso hospedou-se na casa de Francisco de Campos e seu pai, Manoel Tomaz de Campos. Dom Alonso providenciou a chegada do Pe. José de Moura e Silva, de Diamantino, a fim de gerenciar a construção de uma capela e começar o serviço religioso. O padre Moura chegou pela via do Rio Paranatinga. Tracionando um jipe 49, o padre puxou as madeiras, enquanto Francisco de Campos cuidava da obra. A igreja saiu de adobe, coberta de tabuinhas, janelas de tábuas com proteção de arame trançado à forma das peneiras dos garimpeiros. Os bancos eram rústicos. A 24 de abril de 1965, o padre José de Moura e Silva – notável historiador – o padre construtor de Igrejas – voltou à Diamantino. Pelos arredores de Paranatinga foram chegando posseiros. Mormente agricultores, esses homens, dito posseiros tinham afeição ao cultivo da terra. Passaram a produzir gêneros alimentícios de primeira necessidade em lavoura de subsistência, vendendo-os ao povo de Paranatinga por preço mais baixo que os praticados pelos caminhoneiros. Assim, os posseiros forçavam os preços da praça a baixarem. O núcleo populacional foi se firmando, chegando a certo ponto de maturidade reconhecida.
A Lei nº 2.908, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Paranatinga, com território jurisdicionado ao município de Chapada dos Guimarães. Por se localizar relativamente perto das cabeceiras e, portanto, no alto curso do Rio Paranatinga, a denominação do distrito foi alterada de Paranatinga para Alto Paranatinga, através da Lei nº 3.140, de 14 de dezembro de 1971.
A Lei nº 4.095, de 17 de setembro de 1979, transfere a sede do distrito de Simões Lopes, sendo sumariamente extinto. Desta forma aumentou o território de Alto Paranatinga. Por fim, a Lei nº 4.155, de 17 de dezembro de 1979, cria o município: Artigo 1º – Fica elevado à categoria de município de Paranatinga, o distrito do mesmo nome, criado como unidade integrante do município de Chapada dos Guimarães, pela Lei nº 2.006, de 14 de dezembro de 1963, modificada pela Lei nº 4.095, de 17 de setembro de 1979.
SIGNIFICADO DO NOME
O nome é de origem geográfica, em referência ao Rio Paranatinga, que banha a cidade, vem do tupi e significa: Rio grande de cor branca.
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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