HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Confresa
A extensa região que compõe o território municipal foi habitada por povos indígenas da nação tapirapé. A primeira denominação do núcleo de povoação que originou o atual município de Confresa foi Vila Tapiraguaia – fusão dos termos Tapirapé e Araguaia. Tratava-se de referência ao Rio Tapiraguaia, um tributário formador da Bacia do Tocantins, para a qual o município contribui com diversos galhos de rios.
A vida organizada deu-se a partir das atividades da Colonizadora Frenova Sapeva, ou simplesmente Confresa, que na década de 1970, vislumbrou o surgimento de uma cidade na região. O projeto para a formação da localidade deu início com a demarcação de 4.800 lotes urbanos. Em 1974, já se vislumbrava o nascer de um sonho, pois o projeto antevia área verde reservada, áreas de lazer, comercial, industrial e de habitação. A Colonizadora fazia parte do grupo Fazendas Reunidas Nova Amazônia, dona de inúmeros negócios no município. Os dirigentes do loteamento eram José Augusto Leite de Medeiros e José Carlos Pires Carneiro, de São Paulo, capital.
Com o passar dos anos a Vila Tapiraguaia foi mudando de nome. As pessoas diziam “… vamos lá na Confresa”, numa referência à companhia povoadora, acabando por vingar a segunda denominação, que a comunidade acatou oficialmente.
O primeiro morador da comunidade foi o Sr. Arlindo Carlos da Cunha, pelos idos de 1978. O maior fluxo migratório deu-se a partir do ano posterior. Verificou-se que o maior contingente populacional proveio do nordeste brasileiro, Bahia, Maranhão e Pernambuco. Com o tempo verificou-se um período de invasões de terras, o que acarretou inúmeros problemas, muitos dos quais demoraram anos para serem solucionados, ou não.
A Lei Municipal nº. 92, de 17 de abril de 1990, criou o distrito de Confresa, com território jurisdicio-nado ao município de Santa Terezinha. Na época vicejava a comunidade de Veranópolis.
A maior festa religiosa do município é a de Nossa Senhora Aparecida, comemorada anualmente a 12 de outubro. A 20 de dezembro de 1991, a Lei Estadual nº. 5.908, de autoria dos deputados Antonio Joaquim e Jaime Muraro, sancionada pelo governador Jayme Campos, criou o município:
Artigo 1º – Fica criado o município de Confresa, com território desmembrado do município de Santa Terezinha.
Artigo 2º – O município ora criado é constituído de dois distritos, da Sede e de Veranópolis.
O primeiro prefeito municipal foi o Sr. Gaspar Domingos Lazari, que teve como vice João Beck-man.
Significado do nome
A denominação do município é homenagem à Colonizadora Frenova Sapeva, que implantou, na década de 1970, o projeto pioneiro de povoamento do lugar.
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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