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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Cáceres

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Foto: Ronivon Barros

A denominação da cidade é homenagem a Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, um nobre português que governou Mato Grosso por 17 anos, 11 meses e 07 dias. Este extraordinário administrador, ao mesmo tempo em que introduziu na então capital da Capitania, Villa Bela da Santíssima Trindade, requintes de arte e de civilidade europeias, defendeu, protegeu e resguardou o indígena de seus perseguidores, o homem branco. Também consolidou as fronteiras, ocupando vazios demográficos.

Luís de Albuquerque mandou assentar à margem esquerda do Rio Paraguai, em 1778, no sítio da atual cidade de Cáceres uma povoação denominada Villa Maria do Paraguay. Administrador ilustre, Luís de Albuquerque também instalava em Villa Maria um Registro para controle de passagens pelo Rio Paraguai. Mas pretendia muito mais que isso: queria fortificar um ponto estratégico do Rio Paraguai para defesa do reino. Demonstrando inteligência aliciou índios do povo chiquitano da Bolívia para incrementar o povoamento de Villa Maria do Paraguay. Com o desenvolvimento constante, surgiu o município: Lei nº. 8, de 28 de junho de 1850, com a denominação de Villa de São Luíz do Paraguay. Em seguida o município foi extinto, para ser recriado novamente com o antigo nome de Villa Maria, a 28 de maio de 1859.

A Lei nº. 3, de 30 de maio de 1874, alterou a denominação de Villa Maria para São Luíz de Cáceres, e elevou o título de vila para cidade. A 2 de fevereiro de 1883, assentou-se na Praça da Matriz o Marco do Jauru transladado das margens do Rio Jauru. Este marco estabelecia os limites entre Portugal e Espanha, fixado pelo Tratado de Madrid, de 1750. O Decreto-Lei nº. 208, de 26 de outubro de 1938, alterou a denominação do município de São Luíz de Cáceres para, simplesmente, Cáceres.

Na região de Villa Maria os primeiros a desenvolverem atividades foram André Alves da Cunha, José Gomes da Silva, Leonardo Soares de Souza e João Pereira Leite.

Em 1827, Hércules Florence, membro da Comissão Langsdorff, informou que Villa Maria do Paraguay não passava de fila de casas, enquanto que Jacobina era a fazenda mais próspera da Província de Mato Grosso, possuindo 60.000 mil reses.

Posteriormente, João Carlos Pereira Leite ampliou os domínios de Jacobina, avançando para oeste do Rio Paraguai. Mas Jacobina, depois de um impulso parou no tempo, não concluindo as torres da igreja, enquanto Villa Maria do Paraguay foi se desenvolvendo, passo a passo, tornando-se, aos poucos, o grande centro regional do oeste mato-grossense. 

Em fins de 1913, o ex-presidente dos Estados Unidos, Theodor Roosevelt penetra no mu-nicípio cacerense e ruma para o norte, em companhia de Rondon. A 6 de março de 1927, o hidroavião Santa Maria corta os céus mato-grossenses pela primeira vez e flutua no Rio Paraguai, visitando a cidade de São Luíz de Cáceres. 

A 22 de janeiro de 1928, inaugura-se o primeiro cais, denominado Presidente Mário Corrêa. Em 1929, a firma Castrillon & Irmãos dá início ao abastecimento de água encanada na cidade. Posteriormente inaugura-se a Escola Profissional e de Artífices, sendo Hermógenes Michaelis Ermeto Corrêa nomeado Diretor, pelo ato nº. 61, da prefeitura.

No governo do prefeito José Esteve de Lacerda (1961-1963), inaugurou-se a Ponte Marechal Rondon, sobre o Rio Paraguai, abrindo vias de comunicação para a ocupação colonizadora do extremo oeste mato-grossense. Completando a programação de infra-estrutura colonizadora, o prefeito Dr. José Rodrigues Fontes (1963-1967) inaugura a ponte sobre o Rio Cabaçal, de estrutura de cimento e lançamento de madeira. Nesse mesmo período instalou-se o serviço de telefone na cidade.

Cáceres foi pólo colonizador a partir da década de sessenta, dando origem a inúmeros municípios, que formaram a Grande Região de Cáceres.

A Lei Federal nº. 5.449, de 4 de junho de 1968, estabelece Cáceres como município de interesse da Segurança Nacional. Os prefeitos do município passam a ser nomeados pelo governador do Estado. Não demorou muito e eleições democráticas passaram a ocorrer de forma sistemática.

Significado do nome

O nome da cidade é homenagem ao Capitão General e Governador de Mato Grosso Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, que fundou a localidade com o nome de Vila Maria do Paraguai. Pode-se também aceitar que a denominação é transposição toponímica de cidade e Província de Espanha. 

VEJA AQUI OS DADOS DO IBGE SOBRE CÁCERES

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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