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HIDROVIA ARAGUAIA/TOCANTINS
Trata-se de um projeto de navegação fluvial que prevê a utilização dos rios Araguaia e Tocantins como meio de transporte de cargas e produção agrícola. A navegação destes rios, que serviu como meio de penetração e ocupação desta região, vinha sendo utilizada desde a colonização. O Araguaia atravessa grande parte da região Centro-Oeste, banhando grandes extensões de terras com natural vocação para a agropecuária. Se transformados em hidrovias de grande porte, poderão ser fator determinante da exploração em larga escala desses recursos pela possibilidade de direcionar a produção regional, desde Barra do Garças (MT), até o Porto de Vila do Conde (PA), privilegiadamente localizado em relação aos mercados norte-americano, europeu e do Oriente Médio. Com a construção da barragem de Tucuruí criou-se um desnível de 72 metros, que secciona a hidrovia, possibilitando a construção de uma obra grande porte capaz de vencer o desnível criado. Impunha-se a construção de um sistema de transposição na margem esquerda do Tocantins por sistemas de eclusas e um canal intermediário, adequadamente alinhados, com o objetivo precípuo de dar continuidade à navegação no trecho da hidrovia interrompido com a construção da barragem. Com trecho aproximado de 2.230 km de vias navegáveis, a hidrovia servirá como integradora de cinco Estados da Federação: Mato Grosso, Pará, Goiás, Tocantins e Maranhão, disponibilizando para esta extensa região um transporte de baixo custo e de baixo impacto ambiental se comparado com os outros modais.
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HUMBOLDT (Núcleo pioneiro de)
Projeto criado pela UFMT, com apoio dos ministérios do Planejamento, Interior e Educação e, ainda, Governo do Estado de Mato Grosso, em 1973, no município de Aripuanã em Mato Grosso. O objetivo foi de estabelecer estudos técnicos e científicos para melhor abordagem sobre a Amazônia Mato-grossense. A sede do projeto era Dardanelos e a implantação do projeto enfrentou muitas dificuldades, sendo que o transporte aéreo foi utilizado de forma intensiva, tendo, inclusive, a UFMT arrendado um avião e para pilotá-lo foi contratado o coronel aviador Darcy Ferreira de Mello. A FAB também disponibilizou aviões Búfalo C-115 para abastecimento do projeto instalado em plena selva amazônica. Com o tempo o projeto foi desativado.
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