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Grupo Amaggi comemora 45 anos como um dos maiores do mundo no Agronegócio

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Matriarca, Lucia Borges Maggi, filhas; Marli Maggi Pissollo, Vera Lúcia Maggi Locks, Rosangela Maggi Schimidt, Maria de Fática Maggi Ribeiro e Blairo Maggi

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A Amaggi está completando 45 anos. Fundada em 1977, em São Miguel do Iguaçu, no estado do Paraná como Sementes Maggi, pelo produtor rural André Maggi, a empresa começou a atuar em Mato Grosso em 1979 e transferiu definitivamente sua sede para Rondonópolis em 1984.

Fundador da Amaggi, André Maggi

Hoje a sede está em Cuiabá, de onde atua, de forma integrada, sustentável e sinérgica em toda a cadeia de grãos e fibras: originação e comercialização de grãos e insumos, processamento de grãos, operações portuárias, transporte rodoviário e fluvial, produção agrícola e geração e comercialização de energia elétrica.

Sede da Amaggi em Cuiabá, Mato Grosso

A Amaggi se tornou uma multinacional brasileira, presente em todas as regiões do Brasil e uma das empresas líderes do Agronegócio na América Latina, com atuação em 7 países em quatro áreas: Agro, Commodities, Logística e Operações e Energia, onde tem ramificação nas áreas de sementes, transporte fluvial, beneficiamento de soja, geração de energia e na área financeira, com de escritórios e unidades na Argentina, Paraguai, Holanda, Noruega, Suíça e China.

Desde o falecimento do patriarca André Antonio Maggi (1927-2001) o ex-governador de Mato Grosso (2 gestões), ex-senador e ex-ministro, Blairo Maggi, mantém coesa a ligação familiar que caracterizou a empresa desde sua fundação, constituída pela matriarca Lucia Borges Maggi e suas quatro irmãs: Marli Maggi Pissollo, Vera Lúcia Maggi Locks, Rosangela Maggi Schimidt e Maria de Fática Maggi Ribeiro.

Apesar desta característica de empresa familiar que arremete às suas origens, o grupo é administrado, desde 2011, de forma moderna, com um o modelo de governança que está em constante processo de aprimoramento, por meio da formação de seus conselheiros pelo Instituto de Governança Corporativa (IBGC), e do trabalho de seus respectivos comitês, que prestam suporte à alta direção.

A alta administração da AMAGGI é composta pelo Conselho de Administração, presidido por Pedro Jacyr Bongiolo, e pela Diretoria Executiva, presidida por Judiney Carvalho de Souza, com papéis e atribuições formalmente distintos. Por exemplo, seguindo as boas práticas em governança corporativa, o presidente do Conselho não ocupa cargo na Diretoria Executiva.

Essa estrutura tem oportunizado alinhamento de expectativas e acordos sobre o modelo de gestão necessário para o presente e o futuro da AMAGGI, com um processo de decisão mais simples e a convergência de interesses entre Conselho de Administração, presidente e diretores. Isso porque a transparência e a rigorosa prestação de contas, dentro da organização e para o mercado, são valores cultivados e atributos culturais da companhia.

A marca do grupo, está em uma frase do fundador André Maggi, estampada num cartaz, fixado na parede do acervo histórico da empresa: “Eu acho que trabalhando não existe crise, existe crise para quem não trabalha”.

Refeição improvisada na Fazenda Carolina, em Matupá-Mato Grosso, em 1984

Para Blairo Maggi, comemorar os 45 anos do grupo é uma forma de manter viva suas raízes e a perspectiva de futuro. “Preservamos nossa história para que possamos seguir em frente alinhados à nossa missão de contribuir com o desenvolvimento sustentável do agronegócio, agregando valor à cadeia produtiva, respeitando o meio ambiente e melhorando a vida das comunidades”.

 

 

 

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Mato Grosso

Irmãos que entregavam telex de carona criam empresa de tecnologia que completa 42 anos

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Parece que foi ontem. Sem carro, os irmãos Allan e Emmanuel Araújo pegaram carona em um caminhão para entregar um telex, equipamento que, antes do fax e dos aplicativos de mensagens, era sinônimo de comunicação rápida entre empresas. Allan tinha 17 anos.

“Eu tinha uma cara de criança”, recorda, rindo. Quatro décadas depois, vê naquele adolescente o próprio filho, hoje com a mesma idade que ele tinha quando ajudava a construir o que se tornaria a Stelmat.

O capital inicial veio de casa: o pai deu aos filhos uma linha telefônica, um bem valioso e difícil de conseguir na época. “Era essencial para a abertura da empresa, e foi o que ele conseguiu dar para nós”, conta Allan.

Desse começo, construído “com muito sacrifício”, nasceu uma empresa cuiabana. Em 24 de setembro, a Stelmat celebrou 42 anos ao lado de colaboradores, amigos e empresários do setor de tecnologia.

No início, a empresa vendia hardware, sem fabricar ou desenvolver produtos próprios. Seu diferencial era compreender o problema do cliente antes de oferecer a tecnologia. “A gente era um intérprete. Conhecia as dores dos clientes e tinha boas parcerias com os fabricantes”, explica Allan. Mais tarde, o mercado chamaria esse papel de integrador de soluções.

Do telex, a Stelmat avançou para o PABX e o cabeamento estruturado, serviços que ainda integram seu portfólio. Depois vieram switches, servidores e armazenamento de dados. Um marco ocorreu em 2000, com a implantação da rede de fibra óptica do Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A velocidade das mudanças exigiu atenção constante. “Na tecnologia, a gente dorme com uma verdade e amanhece com outra”, resume Allan. Para acompanhar o setor, a empresa observa o mercado dentro e fora do país. Em dois anos, foram quatro ou cinco viagens à China, sem abandonar as relações construídas com fabricantes norte-americanos. “A gente não tem ideologia que monte fronteiras”, afirma.

A história da Stelmat também é contada por quem cresceu dentro dela. Lumara Lobo, hoje diretora de Projetos do Grupo Stelmat, chegou há 17 anos como estagiária de Sistemas de Informação para trabalhar no monitoramento da infovia de Cuiabá.

“A Stelmat é uma escola. Ela te abre espaços para ter conhecimento em diversas áreas da tecnologia”, diz. Ao começar a elaborar projetos de redes, percebeu que precisava cursar Engenharia Elétrica para poder assiná-los. Interessada em conectividade, recebeu apoio da empresa para se capacitar e obter uma certificação em São Paulo, em viagens realizadas ao longo de dois meses.

Lumara também construiu sua carreira em áreas historicamente marcadas pela presença masculina. “Quando eu entrei, nós éramos cinco mulheres na área técnica”, lembra. Segundo ela, a empresa não fazia distinção entre homens e mulheres na distribuição de oportunidades.

Em 2017, antes de concluir Engenharia Elétrica, assumiu a gerência comercial. Ajudou a estruturar as áreas de pré-vendas, licitações e contratos e a incluir profissionais técnicos nas negociações. “Se um arquiteto sai para vender, por que o engenheiro também não pode sair?”, questiona.

Mais tarde, assumiu a diretoria de Projetos, acompanhando as iniciativas da concepção à entrega. Nesse percurso, acumulou formações em Sistemas de Informação, Segurança da Informação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Segurança do Trabalho e Redes de Computadores. “Muito orgulho por ter começado lá como estagiária”, afirma.

Aos 42 anos, a Stelmat já não se limita a integrar tecnologias de outros fabricantes. Há dois anos, criou um laboratório de inovação para, nas palavras de Allan, “passar a ser protagonista nas soluções”.

Dessa iniciativa surgiu o Aluno Presente, voltado ao acompanhamento da frequência dos estudantes nas escolas municipais e ao controle da merenda escolar, para melhorar a gestão e reduzir desperdícios.

A experiência com sistemas de CFTV também deu origem à Stelseg, empresa de segurança com monitoramento 24 horas e cerca de 800 clientes. “Ela já nasceu com 41 anos de experiência”, diz Allan.

Entre as soluções recentes está uma tecnologia apresentada na Conecta MT, feira promovida pela CDL e pelo Sebrae. Ela transforma câmeras em sensores de presença e envia alertas para que operadores possam intervir remotamente, inclusive por voz, na tentativa de inibir invasões.

A transformação mais recente chegou pelo software e pela inteligência artificial. Na comemoração dos 42 anos, o CEO do Grupo Stelmat, Sandro Araújo, contou que a empresa já trabalha com um servidor próprio de inteligência artificial. Segundo ele, em uma experiência interna, um desenvolvedor júnior entregou em 15 dias um módulo que levaria meses pelos métodos tradicionais.

“Não fomos nós que mudamos. O mundo mudou em três meses”, afirmou. Diante da rapidez dessa mudança, Sandro desafiou a equipe a desenvolver capacidades que diferenciam as pessoas das máquinas: comunicar-se, compreender o outro e “entender a humanidade e a necessidade do próximo”.

Em 1984, dois irmãos adolescentes dependiam de uma carona para entregar um telex. Em 2026, a empresa nascida de uma linha telefônica usa inteligência artificial para desenvolver soluções em uma fração do tempo antes necessário.

Entre uma cena e outra, passaram-se 42 anos, inúmeras tecnologias e gerações de profissionais. Permanece o propósito de uma empresa de raízes cuiabanas: entender o que o cliente precisa e o que vem pela frente. “A gente se orgulha muito de estar no estado e de estar aqui hoje”, afirma Allan.

Do telex à inteligência artificial, a tecnologia mudou quase tudo. A Stelmat aposta que as pessoas continuarão indispensáveis.

 

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