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Ex-prefeito é preso por suspeita de ligação com o maior traficante de drogas do Brasil
A operação investiga a quadrilha liderada pelo traficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, considerado o maior traficante de drogas do Brasil.
Reprodução
Ex-prefeito de Brasnorte, Eudes Tarciso Aguiar
O ex-prefeito de Brasnorte Eudes Tarciso Aguiar (DEM) é um dos presos na Operação Sem Saída, desencadeada nesta quinta-feira (22) pela Polícia Federal em Mato Grosso e no Paraná.
PF
Mega traficante internacional, Luiz Carlos da Rocha, vulgo “Cabeça Branca”
A operação investiga a quadrilha liderada pelo traficante Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, considerado o maior traficante de drogas do Brasil.
Aguiar foi preso preventivamente. A reportagem apurou que ele está sendo trazido, neste momento, para Cuiabá. Nos próximos dias, deverá ser levado para Curitiba (PR), onde corre o inquérito.
O ex-prefeito, que é dono de uma madeireira, deve responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo os policiais federais, sua madeireira tinha atividade lícita, mas teria sido usada na lavagem de dinheiro de “Cabeça Branca”.
Spectrum
A operação Sem Saída é o nome quarta fase da Operação Spectrum. A ação visa o combate aos crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, organização criminosa, associação para o tráfico internadional de drogas e outros delitos.
A operação cumpre 18 mandados judiciais – sendo dois de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 de busca e apreensão – em Cuiabá e nos municípios de Brasnorte (MT), Tapurah (MT), Juara (MT) e Nova Maringá (MT), além de Curitiba (PR).
Durante a primeira fase da Operação Spectrum, a PF prendeu “Cabeça Branca” em Sorriso (a 415 km de Cuiabá). Na ocasião, no apartamento dele, em São Paulo, a polícia apreendeu mais de US$ 4,54 milhões (R$ 14,8 milhões).
Até o momento, a operação já apreendeu aproximadamente R$ 500 milhões em patrimônio da organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas em Mato Grosso que, somadas, representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares.
Além disso, foram encerradas 41 empresas, apreendidas 42 mil cabeças de gado e sequestradas 31 fazendas em solo paraguaio.
A nova fase da operação envolve cerca de 100 policiais federais. A expectativa da PF é de que, durante a Operação Sem Saída, sejam arrecadados mais de R$ 100 milhões de reais – sendo que, somente em fazendas, o patrimônio apreendido deve ser de mais de 11 mil hectares.
*Com informações do Mídia News
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Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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