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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Ex-marido de Raquel Cattani nega ter encomendado crime

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Romero Xavier Mengarde, durante julgamento em Nova Mutum

O Tribunal do Júri de Nova Mutum foi palco de intensas emoções e reviravoltas nesta quinta-feira (22), durante o julgamento de Romero Xavier Mengarde, acusado de ser o mandante do feminicídio de sua ex-esposa, a empresária Raquel Maziero Cattani. Em seu depoimento, Mengarde negou veementemente qualquer participação no planejamento do crime, apontando seu irmão, Rodrigo Xavier Mengarde, como o verdadeiro executor, motivado por um suposto ressentimento pessoal.

Rodrigo, que já havia confessado ter assassinado Raquel com 34 facadas na noite de 18 de julho de 2024, na chácara da vítima em Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum, optou pelo silêncio durante sua participação no julgamento.

Romero contestou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE), afirmando que a acusação não condiz com a realidade. Ele confirmou o término do casamento com Raquel 30 dias antes do ocorrido, mas ressaltou que a iniciativa da separação partiu dele. Após a separação, Romero mudou-se para Lucas do Rio Verde, onde seu irmão Rodrigo já morava. Segundo ele, a relação com Rodrigo era distante devido ao histórico criminal do irmão, e, mesmo com a tentativa de reaproximação de Rodrigo ao saber de seu retorno à cidade, Romero alegou ter evitado encontros.

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Ao relatar os eventos do dia do crime, Romero mencionou ter visitado o sítio de seu ex-sogro, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), em Nova Mutum, e, posteriormente, a casa de Raquel para buscar os filhos. Após isso, cada um teria seguido seu caminho. Em Tapurah, ele declarou ter ido à casa de sua mãe, onde consumiu bebidas com um grupo, que mais tarde se deslocou para a cidade para continuar bebendo, prolongando o evento pela madrugada.

Questionado sobre o motivo que levaria Rodrigo a apontá-lo como mandante do assassinato, Romero afirmou desconhecer a razão, sugerindo que o irmão poderia nutrir algum tipo de ressentimento contra ele. A promotoria, no entanto, confrontou o réu com uma contradição: em depoimento anterior na delegacia, Romero havia negado ter encontrado Rodrigo, mas alterou sua declaração após a polícia apresentar provas de ligações telefônicas entre eles, admitindo ter dado carona ao irmão até um posto de saúde. Romero também negou ter repassado qualquer quantia a Rodrigo, que confessou à polícia ter recebido R$ 4 mil para cometer o crime.

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Mãe da vítima clama por justiça e expressa dor profunda

Sandra Maziero Cattani, mãe de Raquel, durante depoimento

Ainda no tribunal, a produtora rural Sandra Maziero Cattani, mãe de Raquel, fez um depoimento emocionado, expressando a profunda dor e o impacto devastador do crime na vida de seus netos. “A gente só vê a dor dos outros até acontecer com a gente. Ele acabou com a vida dos filhos dela, tirou o direito de eles terem a mãe”, declarou Sandra, em meio às lágrimas.

Com a voz embargada, ela manifestou sua esperança por justiça. “Espero que Deus amenize a dor. A Raquel faz muita falta. Eu creio que vai ser feita justiça. O mínimo que espero é que sejam condenados e peguem a pena máxima, mas isso não vai trazer ela de volta”, desabafou, evidenciando a busca por alguma forma de reparação diante da perda irreparável.

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1ª Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa terá mutirão em Cuiabá e Várzea Grande

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realizou nesta segunda-feira (27), reunião de alinhamento com as instituições parcerias que participarão da 1ª edição da Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa. O encontro híbrido, pela plataforma Microsoft Teams e na sala de reuniões da Corregedoria, definiu detalhes operacionais para a mobilização, que ocorrerá de 14 e 18 de setembro em Cuiabá e Várzea Grande.

Instituído pelo Provimento TJMT/CGJ nº 18/2026-GAB-CGJ, a iniciativa promoverá a cidadania documental, a inclusão social e a ampliação do acesso a direitos da pessoa idosa em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas acolhidas em instituições de longa permanência, casas-lares, abrigos e demais serviços de acolhimento.

Durante o encontro, conduzido pela juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, foram definidos os últimos ajustes para a execução da ação, como a definição dos locais de atendimento: Ganha Tempo da Av. Ipiranga, em Cuiabá e o Centro de Convivência Vovó Zeid, em Várzea Grande, a logística de atendimento, o fluxo de cadastramento prévio, a divisão de responsabilidades entre os parceiros e a organização dos serviços que serão disponibilizados durante o mutirão.
“Estamos organizando cada etapa da ação para que os atendimentos ocorram de forma integrada. O cadastramento prévio permitirá identificar a necessidade de cada pessoa idosa antes do mutirão, direcionando os serviços e garantindo mais agilidade e efetividade no atendimento”, pontuou a juíza auxiliar.
Entre os serviços previstos estão a emissão de segundas vias de certidões, regularização de CPF, emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e encaminhamento para benefícios assistenciais e previdenciários.
Participaram da reunião a titular do Cartório de Notas e Registro Civil do Coxipó do Ouro e representante da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Mato Grosso (Arpen-MT), Larissa Aguida Vilela Pereira de Arruda, além de representantes da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa do Poder Judiciário de Mato Grosso, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), das Secretarias Municipais de Assistência Social de Cuiabá e Várzea Grande, Receita Federal.

 

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