economia
ESPECIAL FIM DE SEMANA: Sebrae lança guia pós pandemia para micro e pequenos empresários
O Sebrae lançou esta semana o Guia de Tendências 2022-2023, visando orientar os micro e pequenos empresários nas tomadas de decisões tendo como parâmetro as transformações de mercado no pós-pandemia. Com o tema “Tempos pandêmicos e a previsão pós pandemia”, o Guia é destinado aos empreendedores das micro e pequenas empresas, apresentando as transformações de mercado.
Veja abaixo
“As pessoas terão acesso às principais tendências comportamentais e mercadológicas, cases de empresas que se reinventaram na pandemia e conteúdos atualizados em vídeos e textos”, explica Maurício Reck, consultor do Sebrae.
O Guia de Tendências está dividido em nove macrotendências e mais de 40 microtendências. As macrotendências estão relacionadas às mentalidades comportamentais originadas pelas necessidades da sociedade. “Essas mentalidades têm proporções tão grandes que passam a afetar, simultaneamente, uma vasta gama de setores da indústria e por um prazo mais longo, de 15 a 30 anos”, explica Reck.
O conteúdo apresenta também um contexto da atualidade, das gerações (como os boomers, milenials e a Geração Z) que convivem entre si, da globalização e digitalização da informação e de saúde mental. Também há um glossário para facilitar o entendimento de termos em inglês e relacionados às novas tendências digitais e dos negócios.
Inovações tecnológicas, ambientais, opiniões diferentes sobre raça, gênero, religião, questões políticas que estão nos centros dos debates atuais foram assuntos levados em conta para formatação do conteúdo disponível.
Dentro de cada bloco foram elencadas as macro e microtendências para os próximos anos de acordo com o comportamento do consumidor.
Segundo Reck, para construção do guia foram buscadas informações de relatórios de tendências feitos por diversas empresas de tecnologia e estudos no mundo. “Com essa base, foi realizada uma curadoria de informações mais relevantes com foco nos pequenos negócios.”
O guia tem como tema central a inclusão, desde questões raciais, sociais, com foco nas pessoas com deficiência, até pet families, que buscam programas em que seus pets estejam inseridos, como hotéis e restaurantes.
Clique aqui e aproveite, o material vale a pena:
guia-tendencias_22-23_SebraePR1

economia
Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados
Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora
As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.
O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.
Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.
Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.
Cenário nacional vai na direção oposta
Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.
O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.
Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.
Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.
O que o comerciante pode fazer
Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.
O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.
Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.
Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.
No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.
É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.
Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.
Redes sociais também aparecem no Google
Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.
Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.
As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.
Um problema que tem solução
Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.
Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.
Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.
O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.
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