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Encontro de Consórcios Públicos reforça estratégias para viabilizar políticas públicas nos Municípios

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Ocorreu na manhã desta quarta-feira, 27 de abril, na programação paralela da XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o Encontro de Presidentes e Secretários Executivos de Consórcios Públicos. Na ocasião, os gestores locais foram incentivados a se consorciarem para viabilizar políticas públicas de difícil implementação, como uma importante estratégia para o desenvolvimento dos Municípios.

Os trabalhos do painel foram conduzidos pela consultora de Consórcios da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Joanni Henrichs, e pelo analista técnico da área, Augusto Fortunato. A proposta do encontro, segundo a consultora da CNM, foi ouvir os convidados e mostrar quais são os consórcios no Brasil. “É um momento de escuta para nos aproximarmos e termos uma atuação mais efetiva”, disse.

Sobre os dados dos consórcios no Brasil, Joanni Henrichs explicou que, no momento, há em torno de 600 consórcios em várias áreas de atuação no Brasil. “Estamos em fase de atualização, e o número pode ser ainda maior. Provavelmente até o final do ano teremos um novo dado dos consórcios que contemplam 4,7 mil Municípios; ou seja, quase 85% dos Municípios brasileiros integram pelo menos um consórcio público”, explicou.

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Conselho e subfinanciamento
O prefeito de Nova Tebas (PR), Clodoaldo Fernandes, considerou importante a formalização de um Conselho ou Grupo Confederativo dos Consórcios para convergir “as deficiências que acontecem em todas as regiões do país” e cobrou também a implantação de um subfinanciamento para não sobrecarregar o orçamento municipal. “Os consórcios são importantes para os Municípios, para se fazer políticas públicas, porém muitas dessas políticas são feitas em Brasília, por pessoas que não conhecem o que acontece nas cidades e, dessa forma, os consórcios não são suficientes, muitas vezes ficam às margens das soluções para as quais são criadas”, declarou.

Sistema burocrático
Durante o debate sobre o assunto, o prefeito de Salvador do Sul (RS), Marco Eckert, apontou as dificuldades de contratação e a burocracia no trâmite do consórcio. Segundo o prefeito, os consórcios ficam sobrecarregados com as prestações de serviços. “Quando é feita a licitação, o Município encaminha as demandas e toda democracia passa pelo consórcio, que encaminha para a empresa. E quem faz o controle é o próprio Município. Temos de eliminar burocracias e ter uma lei que nos ampare para avançar nessa área, evitando, assim, um trabalho dobrado”, disse.

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Fonte: AMM

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TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos

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Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).

“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.

Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.

Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).

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Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Equilíbrio orçamentário

Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

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Recomendações

Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.

Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.

Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.

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