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Dilma é confirmada na presidência de banco internacional que administra R$ 180 bilhões

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A ex-presidente Dilma Rousseff foi oficializada nesta sexta-feira (24.03) como a presidenta (como ela gostava de ser chamada) do New Development Bank (NDB), instituição financeira internacional, criada em 2014 pelos Brics — o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O mandato de Dilma como presidente do “banco do Brics”, como é popularmente conhecida a instituição, vai até julho de 2025 e o salário é de R$ 220 mil. A sede do New Development Bank (NDB) fica em Xangai, na China. Dilma deve viajar para o país junto de Lula nos próximos dias e aproveita para assumir o cargo.

O nome da ex-presidente foi aprovado por um comitê da instituição após ela passar por uma espécie de sabatina com ministros da Economia dos outros países membros do bloco.

O banco dos Brics foi criado após reunião de cúpula dos chefes de Estado, realizada em Fortaleza, em 2014, durante o mandato presidencial da própria Dilma.

Em comunicado, o NBD informou que a eleição foi por unanimidade, e que a decisão entra em vigor imediatamente, após o NDB iniciar o o processo de transição de sua liderança.

Dilma vai suceder o brasileiro Marcos Troyjo, ex-secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, que estava no cargo desde 2020.

O NDB é visto como uma alternativa ao Banco Mundial. Um dos objetivos da instituição é ampliar fontes de empréstimos e fazer um contraponto ao sistema financeiro e instituições multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Atualmente, a carteira de investimentos é da ordem de US$ 33 bilhões. Pelo câmbio desta sexta-feira (24.03), é o equivalente a cerca de R$ 180 bilhões.

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economia

Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados

Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora

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Foto: Freepik

As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.

O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.

Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.

Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.

Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.

Cenário nacional vai na direção oposta

Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.

O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.

Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.

Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.

O que o comerciante pode fazer

Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.

O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.

Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.

Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.

No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.

É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.

Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.

Redes sociais também aparecem no Google

Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.

Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.

As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.

Um problema que tem solução

Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.

Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.

Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.

O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.

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