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Crise e Inovação
Reprodução
Ramiro Azambuja
“Se você quer algo novo, precisa parar de fazer algo velho”. A frase é de Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, professor, escritor e fonte de inspiração para muitos líderes empresariais em todo o mundo.
A colocação nunca fez tanto sentido quanto agora, um momento em que as empresas, os negócios e as relações comerciais precisam ser reinventadas sob pena de não mais existirem quando dobrarmos a esquina.
Os desafios de saúde que enfrentamos são sem precedentes nessa geração. Os desafios econômicos, seguidamente comparados a grande depressão – crise de 1929 que derrubou as bolsas americanas e afetou a economia mundial por uma década -, podem ser ainda mais acentuados.
Mas sou um otimista potencial e incorrigível. Precisamos sempre avaliar o cenário para que as tomadas de decisões sejam as mais certeiras possíveis, mas nunca podemos esquecer que é na crise que estão os maiores potenciais disruptivos da história.
Até 1929 as compras, em Nova York, eram feitas em pequenos mercados, cada um com sua especialidade: um vendia carnes, outro hortifrúti, e assim por diante. Com a grande depressão e as famílias enfrentando os mesmos problemas financeiros que já começamos a sentir por aqui, um empreendedor americano, Michael Cullen, percebeu que se ele conseguisse comprar em maior volume poderia vender mais barato e atender os clientes. Largou o emprego e investiu tudo para montar um novo modelo de negócio que entrou em operação em 1930 e hoje conhecemos como supermercado. Todas as compras, diversidade de produtos num só lugar, com preços menores.
A próxima vez que você for ao supermercado lembre-se que essa inovação surgiu num dos piores momentos de crise mundial. Lembre-se também que quando as atividades econômicas forem retomadas, não vamos voltar ao que éramos antes, porque o mundo já não é mais o mesmo. Quem pensa assim está fadado a fracassar.
Mesmo após o término da pandemia, a higienização vai ser pré-requisito e exigência dos clientes nos estabelecimentos comerciais. Aglomerações serão evitadas. Reuniões serão realizadas online. Aulas serão ministradas pelo computador. O delivery será cada vez mais presente
Mudamos nossos hábitos de vida e isso vai ficar registrado em nosso cotidiano. O distanciamento social, ainda que menos severo, vai perdurar por muito tempo e, certamente, vai impactar na forma com a qual nos relacionamos com as coisas e com as pessoas.
Nesse ponto a engenharia tem um papel fundamental porque serão exigidos novos tratamentos para espaços que até então não eram tão levados em consideração. Os empreendimentos vão demandar estruturas mais inteligentes. Nas unidades residenciais os espaços de home office serão valorizados. Nos pontos comerciais, a logística para entregar e receber produtos das empresas será crucial para os negócios. Em ambos, será necessário pensar projetos que facilitem as conexões e a circulação de mercadorias. Nós, que somos do segmento de construção civil, estamos preparados para ofertar o que os clientes já estão precisando, mesmo que ainda não saibam que querem?
Que Michael Cullen e Peter Drucker nos sirvam de inspiração para pararmos de lamentar as dificuldades que virão e procurarmos onde e como podemos fazer algo novo.
Ramiro Azambuja – Diretor-Presidente da EMHA Construtora e Incorporadora
artigos
O dever da Religião
Por Paiva Netto
Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.
Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,
mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.
Parceria Céu e Terra
Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.
Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com
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