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Contas municipais recebem do TCE parecer pela aprovação

A decisão pela unanimidade dos conselheiros se deu durante o julgamento do Processo nº 8.457-3/2016, relatado pelo conselheiro José Carlos Novelli, durante sessão ordinária de terça-feira (08.08)

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Câmara Municipal de São José do Povo

Câmara Municipal de São José do Povo MT

O Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso aprovou parecer favorável à aprovação das contas anuais de governo da Prefeitura de São José do Povo, sob responsabilidade do prefeito Arivaldo Medeiros Santana, referentes a 2016. A decisão pela unanimidade dos conselheiros se deu durante o julgamento do Processo nº 8.457-3/2016, relatado pelo conselheiro José Carlos Novelli, durante sessão ordinária de terça-feira (08.08).

 

 

Ao analisar os autos, o conselheiro José Novelli destacou que um dos pontos positivos foi o superávit na execução orçamentária, diagnosticado a partir da comparação entre os valores das receitas arrecadadas e as despesas realizadas quando comparados os desempenhos de 2012 a 2016. O relator salientou ainda como positivos os investimentos na área da educação, que registrou uma aplicação progressiva dos recursos do setor.

 

Assista ao Julgamento

 

 

Já como pontos negativos, o conselheiro Novelli salientou o baixo investimento em saúde pública. “Destaco que a média do município está levemente melhor que a do Brasil, mas ainda precisa de maiores investimentos em ações de saúde pública, pois o índice constitucional é 15%, enquanto que o município ora analisado aplicou pouco mais que o mínimo, ou seja, 19,71%”, observou o conselheiro.

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Após estiagem e calor extremo, chuva renova o Pantanal de Cáceres e devolve o canto das aves

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Por João Arruda | Cáceres (MT)

Após um longo período de estiagem severa, com tardes de mormaço que chegaram a beirar os 45 graus Celsius, a tórrida cidade de Cáceres (a 210 km de Cuiabá), foi contemplada, nas primeiras horas da manhã deste sábado (5), com uma chuva mansa e contínua.

A precipitação ajudou a dissipar as nuvens de poeira que, há meses, castigavam o ambiente pantaneiro.

Cáceres é berço e vertente da planície pantaneira. Onde começa a depressão, comprimida entre as duas cordilheiras — Serra das Araras e Serra dos Parecis —, o município está a apenas 115 metros acima do nível do mar. Essa característica dificulta a entrada de ventos e torna a cidade uma das mais quentes do país.

Uma verdadeira “estufa natural” que, nos últimos tempos, nem mesmo os pantaneiros nativos têm suportado, devido às altas temperaturas.

Para quem chega a Cáceres vindo de regiões do Sul ou do Sudeste, ou ainda do litoral brasileiro, a adaptação ao calor sufocante pode ser difícil.

Esse foi um dos casos vivenciados pelo radialista Paulo Rossi. Na década de 1970, ele foi contratado para atuar como locutor da Rádio Difusora de Cáceres, a pioneira do oeste de Mato Grosso. Com muito talento e atuação multidisciplinar, Rossi conquistou centenas de ouvintes. No entanto, ele e a família não suportaram o calor e precisaram deixar Cáceres.

Outro que sofreu com as altas temperaturas foi o mineiro de São João del-Rei, o capitão de corveta Magno Luís Moura, designado para comandar a unidade da Marinha do Brasil em Cáceres.

Acostumado às temperaturas amenas das montanhas de Minas Gerais e às brisas litorâneas, ele sentiu na pele o calor do Pantanal. Certa vez, chegou a declarar à imprensa local:

“Eu achava que o Rio de Janeiro era quente à beça, mas o calor em Cáceres supera. Nem tudo é ruim, pois esta gente pantaneira tem calor e hospitalidade sem par.”

A estação do inverno termina no dia 22 deste mês. Os mato-grossenses costumam chamar essa chuva de “chuva do caju e da manga”, em referência às árvores que povoam os quintais das cidades de Mato Grosso.

Outra manifestação natural provocada pela chegada da chuva é o retorno dos gorjeios das aves. Trinca-ferros, sabiás-laranjeiras, maritacas, bem-te-vis, são-joãozinhos, caga-sebos, sinhôs-concás, chocas-barradas, almas-de-gato, sanhaços-verdes, sanhaços-azuis, fogo-apagou, japuíras, pintassilgos, canários-da-terra e canários-belgas, periquitos, papagaios e araras estão entre as dezenas de espécies que habitam a vasta região oeste de Mato Grosso.

João Arruda é jornalista, geógrafo e pesquisador em Cáceres, é filho, neto e bisneto de brancos com duas avós uma Bororo e outra Guató.

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