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Com sede em Cuiabá, Mato Grosso, a Companhia das Artes e Associados – CIDARTA, sente-se orgulhosa pelos 40 anos da “Escola Caroline”

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Fundada em 1981, como Ballet Caroline – Escola de Dança e Artes, é a mais tradicional instituição de ensino de dança do estado, levando a tradição e a beleza das artes, à população mato-grossense.

Nas palavras de Ana Botafogo, Primeira Bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e Embaixadora da Dança no Brasil, o Ballet  Caroline é referência no ensino de dança e profissionalização:  “No meio da Dança Brasileira a Escola vem escrevendo sua história. Tenho tido a  oportunidade de estar com eles e posso ver a seriedade de seu trabalho. Exemplo de responsabilidade, competência e tradição”.

Pioneira na implantação da metodologia de ensino da Royal Academy of Dance -RAD  ( fundada em 1920 e com sede no Reino Unido, Londres, é uma das organizações de educação e treinamento em dança, mais influentes do mundo ).

“Entendo que uma Escola de Dança pode extrapolar as paredes de uma sala de aula, de um teatro, levando a arte da dança às comunidades, elevando o nome do estado,de nosso país, formando e profissionalizando pessoas, registrando uma história de sucesso, de realizações, imensuráveis” afirma Maria Hercilia Panosso, Diretora da Cidarta.

Maria Hercília, paulistana, iniciou seus estudos de dança em 1968, fundando sua primeira escola  em Arapongas, no Paraná, em 1971.Veio para o Mato Grosso no início da década de 1980, quando decidiu desenvolver um método que atende-se todos os níveis e idades. O intercambio com importantes artistas nacionais e internacionais, oportunizou a criação do primeiro grupo de dança de Mato Grosso, Grupo de Dança Caroline.

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Importantes eventos aconteceram não somente na área da dança, mas em  eventos sócio culturais dando uma visão totalmente diferenciada para uma escola de dança.

Peças de repertórios clássicos, como Cinderela de Prokofiev, O Lago dos Cisnes  e O Quebra Nozes de Piotr Ilitch Tchaikovski,La Fille Mal Gardee de Ferdinand Hérold, Les Sylphides de Fréderic Chopin,Don Quixote, foram fundamentais na historia do Caroline assim como   a  “I Temporada de Dança de Mato Grosso”,  com o Espetáculo Carmem de Bized, em cartaz durante um mês, nos anos 80.

Foi nos anos 90, quando o professor, coreografo e produtor cultural  Kelson Panosso, observou a forte influência do sertanejo em nosso país, um primeiro projeto foi lançando apresentando –se na Grande Cuiabá para um público imensurável, sendo que  posteriormente as pesquisas se voltaram para as musicas e instrumentos regionais, que fortaleceram não somente a cultura local, mas a historia de uma Escola Clássica, que não mediu esforços para desenvolver uma nova linguagem e ter orgulho das danças de raízes, da cultura indígena e da troca das sapatilhas de pontas, pelo “pés no chão”.

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Em 2004, Institui-se a Companhia das Artes e Associados- Cidarta, (uma associação de direito privado, reconhecida como de utilidade pública municipal, e qualificada como Organização Social, pelo Governo do Estado de Mato Grosso.

Nestes 17 anos a entidade tornou-se responsável por um dos maiores eventos do Estado, a Mostra de Dança de Mato Grosso que agrega valores artísticos e culturais, ampliando o interesse de jovens e profissionais que almejam a educação através da dança e das artes em geral. Em 2021 está sendo lançada a sua 14ª Edição.

“É um excelente instrumento na formação de plateias, sensibilizando e impulsionando gestores públicos, produtores, artistas e público em geral sobre a importância da qualificação da dança e a sua devida regulamentação”, explica o diretor e produtor cultural, Kelson Panosso.

Fazem parte da Cidarta, um acervo de medalhas de honra, moções aplausos, além de mais de 3.000 apresentações. A bailarina, professora e coreografa Ana Carolina Pereira RAD RTS, já é membro da segunda geração deste projeto tão relevante, denominado “Caroline” que está empenhado em ampliar seus segmentos, oportunizando a dança a um patamar de respeitabilidade e segurança, para todos que almejam ingressar na dança, que necessita atingir todas as classes sociais.

 

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Projeto Teatreiras em Cena encerra atividades refletindo sobre acesso e acessibilidade cultural

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O Projeto Teatreiras em Cena encerrou suas oficinas no Instituto Federal de Mato Grosso, trazendo para a equipe e também para o público uma reflexão sobre acesso e acessibilidade cultural.

Foram realizadas cinco oficinas, nas quais o teatro se tornou uma ferramenta eficaz para que os participantes desenvolvessem experiências socioemocionais e também obtivessem mais instrumentos para suas práticas profissionais.

Tais instrumentos e ferramentas não foram oportunizados apenas ao público participante, mas também à equipe, que se envolveu em um aprendizado mais aprofundado sobre acesso e acessibilidade cultural — tema presente no âmbito da Aldir Blanc, por meio da Instrução Normativa (IN) MinC nº 10, de 28 de dezembro de 2023 —, explica Naine Terena, uma das “Teatreiras em Cena”.

Terena integrou a equipe do Ministério da Cultura, comandando a diretoria responsável pela coordenação de acesso e acessibilidade cultural, com foco nas diferentes maneiras de atuar junto a pessoas com deficiência. Para ela, a presença dessas medidas nos editais do PNAB é essencial para que equipes de projetos possam se preparar e ampliar a participação de pessoas com deficiência, tanto como público quanto como realizadoras culturais. “Estamos caminhando, ainda que lentamente, para ter essa equipe mais diversa, mas seguiremos firmes neste objetivo”, pondera.

Nesse sentido, Alicce Oliveira, atriz que conduziu as oficinas, aponta que uma das principais reflexões foi a urgência de ampliar projetos que garantam a participação integral das pessoas com deficiência (PCDs). Ela explica que as oficinas de jogos teatrais desenvolvidas no projeto foram cuidadosamente adaptadas para esse público. Entre os desafios, destacou-se a condução de uma mesma oficina para um grupo diverso, com necessidades específicas em cada proposta apresentada.

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Para Alicce, ainda que o processo seja inicial, ficou evidente a troca potente e o aprendizado significativo entre os participantes. “Fica claro que nós, produtores culturais, ainda temos muito a aprender e a aprimorar no atendimento às pessoas com deficiência. Com o fortalecimento de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), esse movimento de inclusão vem sendo ampliado no setor cultural, abrindo caminhos importantes para uma atuação mais democrática e diversa.”

No Teatreiras em Cena, algumas ações foram direcionadas para o campo da formação da equipe e para o apoio ao fortalecimento das políticas de acessibilidade — especialmente a arquitetônica, atitudinal e comunicacional.

Em relação ao preparo da equipe, ocorreram aulas focadas na formação para as políticas de acessibilidade atitudinal e comunicacional, abordando pontos específicos sobre as relações estabelecidas com pessoas com deficiência.

Foram ofertadas 4 horas de atividade, divididas em dois dias de encontros online. O projeto também abriu vagas nas oficinas, recebendo pelo menos uma pessoa com deficiência em suas atividades. Já no campo da acessibilidade arquitetônica e comunicacional, o projeto ofereceu aos locais que receberam as atividades: um par de placas em braile para banheiros feminino e masculino, seis capas de encosto de cadeira (prioritário) e 19 adesivos em vinil de sinalização para cadeirantes e Libras.

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O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT, via Edital Viver Cultura.

Sobre os desafios, Mazé Oliveira, produtora executiva, avalia que há diversos aspectos a serem considerados — desde questões práticas, como visitas aos espaços para compreender as necessidades de cada um, até desafios logísticos e financeiros, como onde encontrar itens que atendessem às demandas e coubessem no orçamento.

“Tudo isso foi pensado e negociado para que pudéssemos fazer as entregas da melhor forma, tanto aos espaços quanto ao projeto, respeitando a legislação vigente. Penso que iniciamos uma caminhada mais consciente, entregando capacitação à equipe, kits de acessibilidade arquitetônica aos espaços e uma oficina mais inclusiva para o público PcD participante. No entanto, quando o assunto é acessibilidade, temos muito o que melhorar e aprender — e nada como a prática cotidiana para entendermos isso. Projetos bem planejados e executados têm muito a contribuir nesse quesito, mas ainda carecemos de mais conscientização, mais políticas públicas estruturantes e perenes e mais orçamento realista”, finaliza.

 

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