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Cerrado

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Mario Friedlander

Paisagem típica do cerrado mato-grossense

O Cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira e originalmente ocupava uma área de quase dois milhões de km², sendo que hoje ocupa cerca apenas 20% do total. Em Mato Grosso a área ocupada por este bioma é de aproximadamente 300 mil km², o equivalente a 34% do território estadual.
Característico de regiões tropicais, o Cerrado apresenta duas estações bem definidas: verão chuvoso e inverno seco. Em pelo menos 2/3 da região o inverno é demarcado por um período de seca que prolonga-se por cinco a seis meses.
Por ter deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, típico solo de savana tropical, abriga plantas de aparência seca e árvores de troncos retorcidos e curvados com folhas grossas e esparsas. Estas árvores e plantas vivem em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturando-se, às vezes, com campos limpos ou matas não muito altas. Entre as espécies vegetais que caracterizam o Cerrado estão o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira, o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Debaixo dessas árvores crescem diferentes tipos de capim, como o capim-flecha, que pode atingir uma altura de 2,5m. Onde corre um rio ou córrego, encontram-se as matas ciliares, ou matas de galeria, que são densas florestas estreitas, de árvores maiores, que margeiam os cursos d’água. Nos brejos, próximos às nascentes de água, o buriti domina a paisagem e forma as veredas de buriti.
A flora do Cerrado é uma das mais diversas do mundo, possuindo alto grau de endemismo e riqueza de espécies. Estima-se que 10 mil espécies de vegetais, 837 de aves e 161 de mamíferos habitem o Cerrado.
Os Cerrados apresentam relevos variados, embora predominem os amplos planaltos. Metade do Cerrado situa-se entre 300 e 600m acima do nível do mar, e apenas 5,5% atingem uma altitude acima de 900m.
Seu solo esconde um grande manancial de água, que alimenta seus rios. A presença de três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) na região favorece sua biodiversidade.

 

Impacto Ambiental sobre o Cerrado

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ecossistemas

Há quase um mês incêndio destrói o Parque Encontro das Águas sem controle

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Um incêndio está destruindo o Parque Encontro das Águas, localizado no Pantanal entre Poconé e Barão de Melgaço, há mais de 20 dias e já consumiu 20,8% da área do parque, o que equivale a 21.825 hectares de vegetação. Nem mesmo a chuva forte da semana passada conseguiu conter as chamas.

De acordo com uma nota emitida no sábado (28.10), cerca de 30 bombeiros estão posicionados ao longo dos rios Canabu, Cuiabá e São Lourenço para combater o incêndio que atinge o Parque. As equipes de bombeiros também contam com a ajuda de aeronaves dos Bombeiros e da Defesa Civil, que lançam água para reduzir a intensidade das chamas e aumentar a umidade na região.

O Parque Estadual Encontro das Águas está situado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri e abrange uma área de 108 mil hectares. A localidade é conhecida por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo, tornando sua preservação uma preocupação importante para as autoridades. A população local está apreensiva com o avanço das chamas na área, temendo impactos na fauna e flora da região.

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