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Celular no bolso: taxa de fertilidade humana caiu pela metade nos últimos anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Em 2021 a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com dados do portal WorldO’meter. Metade desta população vive em centros urbanos, cerca de 3,5 bilhões. De acordo com relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a tendência é de que o número de pessoas no mundo chegue a 9,7 bilhões. Já para 2100, a estimativa é de 11 bilhões. Parece um ritmo alucinante, mas não é.

Na verdade a taxa de fertilidade humana vem caindo a níveis preocupantes. Segundo a ONU, o Brasil, por exemplo, está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição.

E isso, sem contar os efeitos da pandemia de covid-19 que derrubou o número de nascimentos. Em 2020 tivemos o menos número de nascimentos desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde: 2.687.651 recém-nascidos no ano passado e 2.849.146 em 2019, queda de 5,66%.

CELULARES – O culpado pela queda na taxa de fertilidade (excetuando a pandemia, claro) é  o celular.

Um estudo do Technion de Haifa e do Centro Medico Carmel, de Israel, pesquisou a relação de queda na contagem de espermatozoides com o uso constante de celulares e constatou que homens que usam o equipamento por mais de uma hora por dia dobram os riscos de diminuição dos espermatozoides, afirma os pesquisadores.

A pesquisa apontou também outros fatores, como o aumento do tabagismo e o consumo de álcool em excesso, mas o principal vilão seria o celular, por ser transportado no bolso da calça, próximo à genitália, enquanto emitem ondas eletromagnéticas que causa uma diminuição da densidade do líquido seminal, redução da capacidade de locomoção dos espermatozoides e até mudança na morfologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média da fertilidade humana atualmente está em torno a 18%, o que significa que afeta aproximadamente 1 de cada 8 casais, ou 48,5 milhões de pessoas no mundo. Os estudos indicam que 70% das causas desse aumento da infertilidade são divididos entre fatores femininos (35%) e masculinos (35%); 20% têm a participação de ambos e 10% são de causas desconhecidas, mas agora um novo estudo indica que a qualidade do sêmen humano pode ser o principal fator que vem provocando o crescimento dos níveis de infertilidade.

Esta queda já vinha sendo observada por vários estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos anos. Desde a década de 1930 a qualidade do sêmen humano vem caindo drasticamente e as principais suspeitas eram o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico. E agora, o celular surge para complicar ainda mais a situação.

Aqui no Brasil um dos mais importantes estudos sobre o assunto foi feito pela bióloga Anne Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela analisou 18.902 espermogramas realizados pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, realizados desde 1989.

Anne concluiu que concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Do outro lado do Atlântico, na Dinamarca, uma outra pesquisadora, a bióloga Elisabeth Carlsen, já havia chegado a conclusão semelhante. Ela analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991 e concluiu que a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml. Ambas as pesquisas mostram que, em todo o mundo, a queda foi de cerca de 50% no último século.

SAIBA MAIS

O sêmen humano pode transmitir 27 vírus diferentes, diz um estudo publicado pela revista científica Emerging Infectious Diseases, do todo poderoso CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, além do já conhecido HIV, também o zika vírus, a dengue, a meningite, a rubéola, a gripe, algumas doenças respiratórias e até o ebola, entre vários outros vírus, podem ser transmitidos pelo fluído orgânico leitoso, produzido pelos machos humanos (aliás, não apenas humanos, mas de várias outras espécies de animais) para transportar os espermatozoides até o local de fertilização na fêmea.

Sobre o Covid ainda não há um estudo conclusivo. Um especialista em fertilidade do Reino Unido alerta que a transmissão de covid-19 pelo sêmen não pode ser descartada completamente. O que se sabe é que em casos graves a qualidade do esperma pode ser afetada, diminuindo a taxa de fertilidade.

 

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Filho de Faustão sofria de obesidade mórbida infantil e fez cirurgia bariátrica

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Quem vê o João Guilherme, filho do Faustão, atuando no programa da rede bandeirantes, talvez não imagine que um rapaz tão novo já tenha enfrentado tantos problemas de saúde, a ponto de ter que fazer cirurgia bariátrica. O garoto, aos 16 anos, pesava 150 quilos e, seguindo os passos do pai, “entrou na faca” uma fez a cirurgia bariátrica (SAIBA MAIS AQUI).

“Antes, ele levava a sério o negócio de churrasco, pesava 150 quilos. Hoje pesa 75 quilos, não é isso?”, perguntou Faustão durante o Faustão na Band. “Não, 72 quilos. Sabe o que acontece? Para quem é ex-gordo cada quilinho faz diferença”, respondeu João.

Em 2020, João passou por uma cirurgia bariátrica. Faustão fez a mesma cirurgia em 2009. “Eu sempre fui feliz, nunca tive problema. Mas a gente não imagina como pode ser mais feliz por questão de saúde e autoestima”, afirmou o jovem.

Na época, Luciana Cardoso, mãe de João e mulher de Faustão, falou sobre o procedimento do rapaz. “Foi uma indicação médica. Ele tinha indicadores de que poderia ter problemas no futuro”, disse.

OBESIDADE INFANTIL – Foi-se a época em que uma criança gordinha era orgulho para os pais. Sinal de saúde. Hoje sabe-se que a gordura em excesso, em qualquer idade, é um problema grave. Na infância, ainda pior.

Estudos recentes mostram que a obesidade é o terceiro problema de saúde pública que mais demanda gastos da economia brasileira, estando à frente até do tabagismo. Estima-se que os gastos giram em torno de R$ 110 bilhões, o que equivale a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Outro dado marcante do crescimento epidêmico do excesso de peso é o aumento deste agravo em idades cada vez mais precoces. Em 2004, já se estimava que 10% das crianças e adolescentes do mundo apresentavam excesso de peso e que, dentre elas, um quarto eram obesas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% das crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos têm obesidade atualmente.

A obesidade mórbida é uma doença crônica progressiva, onde o excesso de gordura corporal se acumula a tal ponto que a saúde fica comprometida. O problema de obesidade em crianças, geralmente, está associado a prática do desmame precoce, combinadas com dietas incorretas – repletas de industrializados como: salgadinhos tipo “snacks”, bebidas com alto teor de açúcares, doces e alimentos frios – e questões culturais (criança gordinha ainda é sinônimo de criança saudável).

Outra causa importante refere-se também ao desequilíbrio entre a ingestão de alimentos e o gasto energético. Atualmente, grande parte do tempo das crianças é dedicado à televisão, videogame, computadores, que constituem um ambiente bastante favorável ao aumento da prevalência da obesidade, já que por dia as crianças brasileiras passam em média 3 horas na escola e “5 horas em frente à TV”, reduzindo, desta forma, a prática de atividades físicas que possibilitem os gastos energéticos.

Dentre os riscos a saúde provenientes da obesidade podemos citar: doenças respiratórias, doenças ortopédicas, colesterol e triglicerídeos elevados, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. Pesquisas mostram que apenas 9% dos pais notam problemas dos filhos com a balança. É preciso estar sempre atento e algumas mudanças de hábito são fundamentais para a reeducação alimentar e controle do peso.

Como combater a obesidade

  • Fracione o volume de alimentos em 6 refeições durante o dia, evitando jejuns prolongados;

  • Incentive o consumo de frutas e hortaliças, em diferentes preparações;

  • Evite que a criança belisque fora das refeições e não substitua a refeição por mamadeiras, iogurtes e vitaminas;

  • Restrinja o consumo de guloseimas;

  • Reduza o tempo à frente da televisão, principalmente durante as refeições;

  • Estimule a prática de atividade física;

  • Não ofereça a comida como recompensa ou ameace com castigo caso não consumam a refeição ou determinado item;

  • Dê o exemplo. Não adianta dizer para beber suco e tomar refrigerante;

  • Fique atento e tome cuidado para não cair nas pegadinhas de alimentação saudável.

 

SAIBA MAIS
Entende-se por obesidade quando o Índice de Massa Corporal (IMC) de uma criança de 5 a 10 anos está acima de 30 kg/m². Já a obesidade mórbida é quando o IMC supera os 40 kg/m². Os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que uma em cada três crianças de 5 a 9 anos está obesa.

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