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CAMPOS (Isabel Pinto de)

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CAMPOS (Isabel Pinto de). Professora, política e empresária (Cuiabá-MT, 09/10/1946 – idem). Carinhosamente chamada de “Loló” pelos amigos, familiares e membros da sociedade cuiabana, para o grande público passou à história como “Professora Isabel”. A professora Isabel foi uma das mais importantes e respeitadas figuras da política mato-grossense, a partir da década de 1970, ao lado de seu marido, Júlio José de Campos. Desde o ano de 2005, Isabel vinha se tratando de um câncer que inicialmente atingiu o ovário e depois espalhou-se por outros órgãos. Neste período esteve internada em hospitais de Cuiabá e também no Albert Einstein, em São Paulo, onde submeteu-se a várias cirurgias e dezenas de sessões de quimioterapia radioterapia. Sua garra e vontade de viver permitiu que convivesse com a doença por sete anos. Segundo alguns médicos, o tipo de câncer a que ela foi acometida, estima o tempo de vida útil entre três a quatro anos, no máximo. Aos cinco anos ficou órfã de sua mãe Escolástica Coelho Pinto. Com a morte da mãe, seu pai José Pinto, comerciante do bairro do Porto, internou-a juntamente com outras três das quatro irmãs, no Asilo e Orfanato Imaculada Conceição, em Poconé e posteriormente no Colégio Imaculada Conceição em Cáceres, onde fez os cursos primário e secundário. Retornou a Cuiabá onde concluiu o curso Normal-Magistério, no Colégio Coração de Jesus. Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras que viria ser um dos embriões da Universidade Federal de Mato Grosso, da qual foi uma das fundadoras, conselheira e se aposentou como professora. Paralelamente ao curso de Letras, montou em um galpão ao lado do ‘bolicho’ de seu pai, uma pequena escola que deu o nome de Santa Isabel. Pelos bancos dessa escola passaram figuras que vieram a se tornar proeminentes na vida matogrossense. Em 1973, quando exercia o cargo de delegada de ensino de Mato Grosso, foi convidada pelo então prefeito de Várzea Grande, Júlio Campos, para assumir a Secretaria Municipal de Educação. Seu espírito de liderança e trabalho despertaram a atenção do jovem e solteiro prefeito. Casaram-se no final de dezembro de 1975. Da união nasceram quatro filhos Laura, Consuelo, Júlio Neto e Silvia. Durante mais de 30 anos participou ativamente das campanhas eleitorais do marido, começando pela de 1978, quando Júlio Campos foi eleito proporcionalmente o deputado federal mais votado da história de Mato Grosso. Em 1982 foi a principal coordenadora da campanha eleitoral que resultou na vitória de Júlio Campos ao Governo do Estado. Há quem aponte a professora Isabel Campos, pela sua participação intensiva naquela campanha, o diferencial que garantiu a vitoria sobre o padre Raimundo Pombo, candidato pelo PMDB. Com a posse de Júlio Campos, Isabel Campos assumiu a presidência da Fundação de Promoção Social-ProSol, onde ficou de 1983 a 1986. Mesmo à frente da instituição, continuou por algum tempo dando aulas na Universidade Federal de Mato Grosso. Ela participou ainda das campanhas de Júlio Campos à Assembleia Nacional Constituinte, em 1986; ao Senado, em 1990 e na derrota para Dante de Oliveira ao governo estadual, em 1998. Em 2008, já debilitada pela doença, ajudou como pôde na tentativa de Júlio Campos em voltar à Prefeitura de Várzea Grande. Pouco podendo participar de comícios, de passeatas, ou caminhadas, realizou em sua residência dezenas de reuniões com candidatos,a vereador, lideranças comunitárias e de classes. Sua última participação eleitoral foi em 2010, apenas através de telefonemas e cartas, onde ajudou Julio Campos a voltar à Câmara dos Deputados pela terceira vez. Em sua vida Isabel Campos recebeu dezenas de títulos de cidadania de benemérita, menções honrosas e condecorações, mas gostava mesmo é do título de ‘Professora’, com o qual queria e pedia para ser tratada. Além das salas de aula e dos livros, Isabel Campos tinha uma grande paixão pela comunicação. Desde a década de 1980 do século passado, ela participou de importantes projetos na área de comunicação em MT. 

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CIDADE DE PEDRA

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CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.

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