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Bolsas em pós-doutorados em ecologia de peixes e sistemas socioambientais

Os bolsistas vão estudar as comunidades pesqueiras e ribeirinhas das bacias do Xingu e Madeira por meio de métodos interdisciplinares. O objetivo é avaliar as perdas pesqueiras e como as populações têm se adaptado às mudanças

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usina hidreletrica Belo Monte

Usina hidrelétrica de Belo Monte

Duas Bolsas FAPESP de Pós-Doutorado estão disponíveis para o projeto “Depois das hidrelétricas: processos sociais e ambientais que ocorrem depois da construção de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio na Amazônia Brasileira”, desenvolvido no âmbito do Programa São Paulo Excellence Chair (SPEC) da FAPESP.

 

O prazo de inscrição termina em 21 de março de 2020.

 

Conduzido no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o projeto investiga, após uma década, os impactos da construção das hidrelétricas de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.

 

Os bolsistas vão estudar as comunidades pesqueiras e ribeirinhas das bacias do Xingu e Madeira por meio de métodos interdisciplinares. O objetivo é avaliar as perdas pesqueiras e como as populações têm se adaptado às mudanças na composição de espécies dos peixes, bem como avaliar a situação econômica na região.

 

As atividades dos pós-doutorandos incluem sistematização dos dados sobre a pesca antes e depois da construção das barragens e desenvolvimento de um protocolo de entrevistas para avaliar os impactos nas comunidades.

 

Para uma das vagas, o candidato deve ter doutorado em ecologia de peixes ou áreas correlatas. Para a segunda vaga, doutorado em Ciências Sociais ou áreas com ênfase em pesquisas sobre ambiente e sociedade.

 

Exige-se experiência em: trabalho de campo nas comunidades pesqueiras da Amazônia e em análise de dados por meio de programas estáticos e a utilização dos dados para elaboração de artigos em revistas sobre pesca, ecologia e interdisciplinaridade.

 

Os interessados devem enviar carta de interesse, cópia do currículo e/ou súmula curricular atualizada, cópia do diploma de doutorado e duas cartas de recomendação para o e-mail do coordenador do projeto, Emilio Moran ([email protected]).

 

Mais informações sobre as vagas em: www.fapesp.br/oportunidades/3493 e www.fapesp.br/oportunidades/3494.

 

As oportunidades de pós-doutorado estão abertas a brasileiros e estrangeiros. Os selecionados receberão Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

 

Caso os bolsistas de PD residam em domicílio fora da cidade na qual se localiza a instituição-sede da pesquisa e precisem se mudar, poderão ter direito a um auxílio-instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

 

Outras vagas de bolsas, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

 

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Há quase um mês incêndio destrói o Parque Encontro das Águas sem controle

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Um incêndio está destruindo o Parque Encontro das Águas, localizado no Pantanal entre Poconé e Barão de Melgaço, há mais de 20 dias e já consumiu 20,8% da área do parque, o que equivale a 21.825 hectares de vegetação. Nem mesmo a chuva forte da semana passada conseguiu conter as chamas.

De acordo com uma nota emitida no sábado (28.10), cerca de 30 bombeiros estão posicionados ao longo dos rios Canabu, Cuiabá e São Lourenço para combater o incêndio que atinge o Parque. As equipes de bombeiros também contam com a ajuda de aeronaves dos Bombeiros e da Defesa Civil, que lançam água para reduzir a intensidade das chamas e aumentar a umidade na região.

O Parque Estadual Encontro das Águas está situado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri e abrange uma área de 108 mil hectares. A localidade é conhecida por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo, tornando sua preservação uma preocupação importante para as autoridades. A população local está apreensiva com o avanço das chamas na área, temendo impactos na fauna e flora da região.

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