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Bloqueios e interdições continuam em 13 locais em Mato Grosso

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A Polícia Rodoviária Federal informou, na manhã desta segunda-feira (21.11), que os bloqueios permanecem em várias rodovias federais em Mato Grosso. 

No Trevo do Lagarto, em Cuiabá/Várzea Grande está liberado. Em Diamantino, passam veículos e o tráfego de caminhões e carretas está bloqueado pelos manifestantes.

Em Nova Mutum e em Lucas do Rio Verde há bloqueios em dois trechos com interdição total na BR-163. 

No município de Sorriso, manifestantes estão às margens da rodovia.

 Em Sinop, onde também houve bloqueios sábado e ontem, nesta segunda-feira a rodovia está liberada e a PRF informa que há manifestantes às margens da rodovia. 

No município de Guarantã, a rodovia está liberada assim como em Matupá.

Na BR-364, em Campo Novo dos Parecis, a via está bloqueada em ambos os sentidos, trânsito desviado para rua lateral. 

Em Comodoro, na região Oeste, índios reforçam os manifestos e o bloqueio em um trecho da rodovia é total, assim como em Conquista do Oeste, Sapezal e Campos de Júlio.

Em Cáceres, na BR 174, caminhões e carretas não passam. 

Na região de Pontes e Lacerda, o trânsito está fluindo, muitos caminhões continuam estacionados às margens da rodovia

Em Primavera do Leste, na BR-070, foi jogada terra na via, mas o trânsito foi normalizado.

Na região do Araguaia, em Confresa, a BR 158 está com interdição parcial e em Água Boa bloqueada. Em Vila Rica, caminhões não passam.

Os bloqueios foram retomados após empresas e pessoas físicas no Estado terem contas bloqueadas pelo STF por participarem de manifestações.

 

LOCAIS 

Legenda:
🟡 Manifestantes na margem da rodovia
🔴 Interdição parcial
🚫 Bloqueio total
🛖: presença de índios
________

CUIABÁ
✅ BR 364 KM 396: LIBERADO

✅TREVO DO LAGARTO – LIBERADO

NOVA MUTUM
🔴 BR 163 KM 598: Interdição Parcial.

DIAMANTINO
🔴 BR 364 KM 614: Passagem liberada para veículos pequenos

CAMPO NOVO DO PARECIS
🚫 BR 364 KM 877: Bloqueado em ambos sentidos, trânsito desviado para a marginal.

RONDONÓPOLIS – BR– 364 – LIBERADO

NÃO HÁ PONTOS DE INTERDIÇÃO OU BLOQUEIO

CÁCERES
🚫 BR 174 KM 99: Interdição total para veículos de cargas.

PORTO ESPERIDIÃO
✅ BR 174 KM 169: Via liberada

PONTES E LACERDA
🟡 BR 174 KM 288 Trânsito fluindo, muitos caminhões continuaram estacionados às margens da rodovia

COMODORO
🚫 🛖BR 174 KM 485 : Bloqueio total e presença de indígenas

CONQUISTA DOESTE
🔴 BR 174 KM 380 interdição parcial

SAPEZAL
🚫 BR 364 KM 1125 bloqueio total

CAMPOS DE JÚLIO
🚫BR 364 KM 1176: bloqueio total

PRIMAVERA DO LESTE/MT

✅BR 070 KM 248 Apenas terra na via. Trânsito liberado

SORRISO
🟡 BR 163 KM 753: Manifestantes a margem da rodovia

GUARANTÃ DO NORTE
✅ BR 163 KM 1063: LIBERADO

MATUPÁ
✅ BR 163 KM 1037: VIA LIBERADA trânsito fluindo normalmente

LUCAS DO RIO VERDE
🚫 BR 163 KM 691: Bloqueio total

SINOP
🟡 BR 163 KM 810: Via liberada, manifestantes à margem da rodovia.
🔴 BR 163 KM 834: LIBERADO um dos sentidos, carga na pista.

TERRA NOVA DO NORTE
🟡 BR 163 KM 986: Via liberada, manifestantes às margens da rodovia

CONFRESA
🔴 BR 158 KM 139 Interdição Parcial.

ÁGUA BOA
🚫 BR 158 KM 565 Bloqueio Total. Desvio na região

VILA RICA
🔴 BR 158 KM 35 Interdição Parcial, passando carros pequenos.

 

*Com informações da PRF-MT e Só Notícias

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tce mt

Sérgio Ricardo defende “choque de gestão” para resolver caos da falta de água em Várzea Grande

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Presidente do TCE-MT se pronunciou durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Várzea Grande | Foto: Alair Ribeiro

Ao defender um “choque de gestão” para enfrentar o caos de décadas no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Várzea Grande, o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que a transformação do cenário do saneamento básico do município dependerá de investimentos na casa dos bilhões e de articulação política para garantir os recursos necessários.

A defesa do presidente foi feita durante audiência pública realizada no Ginásio Fiotão, nesta quarta-feira (12), para discutir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e a modelagem da concessão dos serviços de abastecimento de água do município.

“Eu faço questão de estar aqui hoje porque entendo que o futuro de Várzea Grande, a segunda maior cidade do estado, é de interesse de todos nós. Eu não estou aqui só porque sou conselheiro ou porque sou presidente do Tribunal de Contas. Estou aqui porque sou mato-grossense”, declarou.

Na ocasião, Sérgio Ricardo salientou que o município enfrenta um cenário de abandono histórico no saneamento e que, para alcançar a universalização dos serviços e reverter índices críticos, como a perda de quase 60% da água produzida e a cobertura de esgoto inferior a 29%, será necessário, além do choque de gestão, uma articulação política em âmbito nacional para viabilizar os recursos necessários.

“71% da população de Várzea Grande não tem acesso a esse serviço. Para resolver essa situação, será necessário muito dinheiro, pois essa situação de Várzea Grande não será resolvida com milhões, aqui serão necessários bilhões. O estudo fala em investimentos de R$ 2 a R$ 3 bilhões, mas isso pode ser ainda maior, porque praticamente não há infraestrutura adequada na cidade”, afirmou.

Os dados citados constam de levantamento técnico realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que projeta uma agenda de investimentos entre R$ 2,03 bilhões e R$ 3,20 bilhões, com metas de execução até 2060.

Conforme o levantamento, para atingir a meta de universalização de 90% até 2033, será necessário ampliar a rede de coleta de esgoto de 403 quilômetros para 1.584 quilômetros, quase quatro vezes a extensão atual.

“É preciso escavar Várzea Grande inteira. Em alguns bairros, a água até chega, mas não há condições de distribuí-la adequadamente porque a rede e o encanamento não prestam. Está tudo deteriorado, rompido”, asseverou o presidente.

A realização da audiência pública corresponde à sétima etapa do cronograma apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. A próxima fase será o encaminhamento do Plano Municipal de Saneamento Básico à Câmara Municipal, onde deverá ser analisado para posterior aprovação e transformação em lei.

“Com o estudo avançando e, principalmente, com esse diagnóstico do saneamento básico sendo encaminhado à Câmara Municipal, nós passamos a ter mais segurança jurídica para acompanhar de perto todo esse processo e para que o plano seja aprovado e transformado em lei. É fundamental que esse planejamento se torne uma política de Estado, que não dependa de quem esteja à frente da Prefeitura, porque o saneamento básico é uma necessidade permanente da população”, pontuou a prefeita Flávia Moretti.

Sem água

Ainda de acordo com o estudo, apenas 53,88% dos domicílios são efetivamente atendidos pela rede de abastecimento de água. A precariedade do serviço se reflete no cotidiano da população: 73,9% dos moradores relatam sofrer com a falta de água diária ou semanalmente.

Entre eles está Benedito da Costa, aposentado e morador do bairro Mangabeira, na região do Jardim dos Estados.

“É uma preocupação de muito tempo. A gente paga pela água, e eles mandam o caminhão-pipa toda terça e toda sexta-feira. E não é só para mim, é para os moradores do bairro. São duas cargas de água, que são suficientes para passar a semana. Lá, a gente faz o que pode. Se você tiver uma caneca de água, a gente divide essa caneca com a família inteira. Eu já estou com mais de 60 anos e tenho experiência de vida, por isso peço, prefeita, ajude o povo de lá. Resolva esse problema da água para nós. É só isso que nós queremos”, declarou.

Mesa Técnica

A busca por soluções para os problemas históricos de saneamento de Várzea Grande já é fruto de mesa técnica do TCE-MT. Requerida pela Prefeitura, a mesa foi aberta em dezembro de 2025 com o objetivo de construir uma solução técnico-jurídica para o contrato firmado com o Consórcio Lumevix, responsável pela implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Sub-Bacia 02, que inclui a Estação de Tratamento de Esgoto Santa Maria (ETE Santa Maria).

Contratadas em 2016, com prazo de conclusão de 12 meses, as obras permanecem paralisadas após quase nove anos, em razão de disputas judiciais, reprogramações financeiras, entraves ambientais e baixa evolução física.

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