CIDADES
Bancada federal de Mato Grosso garante apoio à pauta municipalista
Os prefeitos mato-grossenses tiveram uma reunião, nesta quarta-feira (17), em Brasília, com os parlamentares que integram a bancada federal de Mato Grosso. Na ocasião, os congressistas se comprometeram em derrubar o veto presidencial ao projeto que descentraliza a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) incidente sobre os serviços de administração de cartões de leasing e planos de saúde, além de aprovar o projeto de mudança da Lei Kandir que beneficiará os municípios. A reunião, que integrou a programação da XX Marcha a Brasília, contou com a presença de senadores e deputados federais de vários estados. Durante o encontro, foi proposta a criação de uma comissão mista entre a Câmara e o Senado para trabalhar em defesa dos municípios.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga afirmou que o encontro com os parlamentares foi de suma importância para que eles pudessem garantir aos prefeitos o engajamento com os projetos de interesse dos municípios. “Nossa meta é buscar apoio dos nossos parlamentares para a derrubada do veto do presidente em relação ao projeto do ISS e também a aprovação do Projeto de Lei 288/2016, que visa à compensação integral aos entes federados da perda de receita causada pela desoneração das exportações, estabelecida pela lei Kandir”, afirmou.
O senador Cidinho Santos destacou que é municipalista e vem trabalhando em vários projetos em favor dos municípios. Ele integra a relatoria do projeto do ISS e também a comissão que discute a Reforma Tributária. Cidinho defendeu que os prefeitos recebam as emendas parlamentares sem necessitar de convênios. “Defendemos que os prefeitos recebam as emendas por meio de um fundo do governo federal. Atualmente os gestores já são fiscalizados pelo Tribunal de Contas e outros órgãos. Eles prestaram conta de todas as emendas recebidas”, afirmou.
O senador Wellington Fagundes destacou que por ter sido deputado federal por vários mandatos e agora no Senado, vem defendendo as causas municipalistas há muito tempo. Ele disse que com o apoio da AMM elaborou o Projeto de Lei 288/2016 referente à Lei Kandir. Fagundes disse os municípios brasileiros já perderam cerca de R$ 180 bilhões com a desoneração nas importações, principalmente Mato Grosso, que é um dos maiores produtores de grãos do país. Ele frisou, ainda, que os municípios mato-grossenses receberam do governo federal, por meio do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações – FEX, menos de 10% do valor que deveria ser pago.
Sessão conjunta – O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que também participou da reunião com os prefeitos e parlamentares, confirmou que na próxima semana irá realizar sessão conjunta do Congresso Nacional para analisar os vetos presidenciais, o que inclui o veto do Imposto Sobre Serviços (ISS). “Deixo aqui meu compromisso que na próxima semana, a depender apenas da disponibilidade do Plenário da Câmara, a questão do ISS estará na pauta do Congresso Nacional”, garantiu.
Em seguida, afirmou que a derrubada do veto, no entanto, depende da mobilização dos prefeitos. “A pauta está garantida, agora a votação depende da pressão dos prefeitos e vereadores aos representantes das duas casas”, assinalou. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, que intermediava o debate, reforçou a fala de Eunício Oliveira, e pediu que os gestores intercedam junto a suas bases e seus parlamentares.
CIDADES
TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos
Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).
“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.
Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.
Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).
Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Equilíbrio orçamentário
Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Recomendações
Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.
Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.
Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.
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