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Aumento de incêndios florestais em Mato Grosso deve ser debatido; diz senador

Membro da Comissão de Meio Ambiente, Wellington Fagundes defendeu uma maior articulação entre União e Estado no combate aos incêndios

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O aumento excessivo de incêndios florestais – predominantemente no Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres, considerados santuários ecológicos de Mato Grosso, deverá ser debatido no âmbito do Senado Federal. A sugestão será apresentada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), membro titular da Comissão de Meio Ambiente. Só no Pantanal foi registrado um crescimento de 530% no número de focos de incêndios. 

Senador Wellington em reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Alessandro Borges

Segundo o senador mato-grossense, “é preciso encontrar um caminho” que permita desencadear ações para um combate mais eficiente ao fogo. Ele defendeu uma articulação maior do Governo Federal e do Governo do Estado. Dessa forma, evitar que a população do Estado sofra com os efeitos da fumaça, que praticamente tem encoberto as cidades. Na Capital, Cuiabá, a visibilidade ficou bastante prejudicada nesta segunda-feira, 31. 

“É claro que o fogo não vai acabar até porque muito dos incêndios avançam em função da vegetação seca e da baixa umidade. Em Cuiabá não chove há quatro meses. Essa situação atinge não só a Capital como várias cidades do Estado, como Cáceres e Rondonópolis. E o grande prejudicado com tudo isso é a população, que devemos e temos a obrigação de proteger” – frisou.

Na semana passada, em Brasília, Fagundes se reuniu com o ministro do Ambiente, Ricardo Salles, e pediu um estudo conjunto sobre as ocorrências no Pantanal. Segundo ele,

“somente com pesquisas aprofundadas – trazendo a luz à participação também do pantaneiro – será possível livrar o Pantanal de acontecimentos como o deste ano, quando se registrou quase 6 mil focos de queimadas”. 

Ele também conversou com o presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Eduardo Fortunato Bim, e anunciou a defesa pela criação de um programa federal de apoio às atividades na região. Na avaliação de Fagundes, esse programa deve abranger, de acordo com o senador, toda a cadeia de atividades pantaneira, como os criadores de gado e os donos de propriedades turísticas, como hotéis e pousadas. 

Nesta terça-feira (01), Wellington  também esteve em reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, coronel Alessandro Borges, e pediu a intensificação no combate ao fogo no Pantanal e outras regiões de Mato Grosso e elogiou o trabalho que já vem sendo realizado até o momento. Hoje, pelo menos 105 agentes públicos, entre bombeiros, homens do Exército, ICMBio etc. e 200 brigadistas voluntários fazem o trabalho de combate ao fogo no pantanal, auxiliados por quatro helicópteros e cinco aeronaves. 

Segundo o comandante, a resposta ao fogo que começou há 40 dias no Pantanal de Mato Grosso tem sido rápida. “Hoje, 70% dos focos de calor já foram controlados”, diz. Coronel Alessandro diz que pelo menos 400 mil hectares foram queimados de um total de 6 milhões. “A seca prolongada, a baixa umidade do ar, os ventos e a grande oferta de material orgânico contribuíram para essa situação. Não se via um ciclo do foto assim, no pantanal, há pelo menos 14 anos” – diz.

A situação tende, no entanto, seguir critica, Previsão meteorológica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que  a temperatura deve seguir na faixa de  41ºC. A possibilidade de chover é de apenas 5%.

Resgate de Animais

Médico veterinário, o senador Wellington Fagundes destacou também o trabalho voluntário de profissionais liderados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que atua no resgate de animais atingidos pelas chamas. Um posto foi instalado no começo da Transpantaneira (principal via de acesso ao pantanal) e uma equipe de médicos veterinários voluntários trabalha nesse resgate. Entre eles, está o de uma onça que está com as quatro patas com queimaduras de terceiro grau e uma anta que já não conseguia mais se movimentar.

“O Conselho está, inclusive, fazendo uma campanha para arrecadação de remédios e outros insumos para atender ao grande número de animais que vêm sendo resgatados” – conta o senador, que é médico veterinário.

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Há quase um mês incêndio destrói o Parque Encontro das Águas sem controle

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Um incêndio está destruindo o Parque Encontro das Águas, localizado no Pantanal entre Poconé e Barão de Melgaço, há mais de 20 dias e já consumiu 20,8% da área do parque, o que equivale a 21.825 hectares de vegetação. Nem mesmo a chuva forte da semana passada conseguiu conter as chamas.

De acordo com uma nota emitida no sábado (28.10), cerca de 30 bombeiros estão posicionados ao longo dos rios Canabu, Cuiabá e São Lourenço para combater o incêndio que atinge o Parque. As equipes de bombeiros também contam com a ajuda de aeronaves dos Bombeiros e da Defesa Civil, que lançam água para reduzir a intensidade das chamas e aumentar a umidade na região.

O Parque Estadual Encontro das Águas está situado na confluência dos rios Cuiabá e Piquiri e abrange uma área de 108 mil hectares. A localidade é conhecida por ter a maior concentração de onças-pintadas do mundo, tornando sua preservação uma preocupação importante para as autoridades. A população local está apreensiva com o avanço das chamas na área, temendo impactos na fauna e flora da região.

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