CIDADES
Atuação municipalista e pautas que precisam avançar no Congresso são atualizadas pelo presidente da CNM
Após a solenidade de abertura da XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, conduziu na manhã desta terça-feira, 26 de abril, a palestra denominada Município: o caminho para um Brasil Melhor. O painel foi a oportunidade de os participantes conhecerem detalhadamente a atuação da entidade municipalista nacional em busca de melhorias para a gestão local e os desafios da aprovação das demandas prioritárias no Congresso Nacional.
Ziulkoski iniciou a sua apresentação com detalhes do montante de conquistas do movimento municipalista ao longo dos anos e destacou que cada vitória foi fruto da união dos gestores e da Confederação. “Alcançamos até agora conquistas de mais de R $1,3 trilhão. Isso é fruto da atuação da CNM com a união dos prefeitos”, disse ao disponibilizar na apresentação um QR Code para que cada gestor pudesse acompanhar o que sua cidade recebeu de conquistas.
Lei de Associações
Durante a abertura da Marcha, o presidente da Câmara, Arthur Lira, anunciou que vai se reunir com lideranças no Congresso e colocar em votação o PL 4.576/2021. O projeto visa estabelecer um marco jurídico para as associações de Municípios. “Somos uma entidade privada, mas recebemos dinheiro de filiação que é público. Precisamos votar esse projeto amanhã e trazer mais segurança para as entidades municipalistas”, reforçou.
PEC 122/2015
Outra matéria fundamental para a gestão local, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 122/2015, que proíbe a criação de novos encargos sem definir a contrapartida de recursos, foi lembrada pelo presidente da CNM. A matéria aguarda votação no Plenário da Câmara dos Deputados. “Já houve toda a tramitação naquela Casa. Pelo amor de Deus, peço aos senhores que entrem em contato com o seu deputado e nos ajudem a aprovar essa PEC que vai trazer mais segurança aos gestores”, enfatizou o presidente da CNM.
Reforma tributária
O presidente da CNM explicou ainda a tramitação da PEC 110/2019. A matéria trata da Reforma Tributária e pretende incrementar mais receitas para os Municípios, principalmente com o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). O texto aguarda apreciação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. “A nossa proposta é redistribuir. Nenhum Município vai perder”, garantiu Ziulkoski.
Convênio com o IBGE
Fundamental para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) por meio da definição dos coeficientes, conforme a estimativa populacional, a realização do censo demográfico teve destaque na apresentação de Ziulkoski. Durante o painel, foi firmada uma parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que pretende viabilizar o levantamento nos Municípios. “Estamos assinando um convênio e vamos orientar os senhores sobre o que temos que fazer para melhorar o censo demográfico”, direcionou o líder municipalista.
Programação
Ziulkoski pediu aos gestores que acompanhem o restante da programação da Marcha ao destacar os debates com os candidatos à Presidência da República, painéis temáticos do ISSQN, pisos do magistério e da enfermagem, a reforma tributária e a programação do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM). Neste último, a previsão é de que seja apresentado um estudo que demonstra a efetividade da administração de prefeitas durante a pandemia. Confira aqui a pauta prioritária do movimento municipalista.
CIDADES
TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos
Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).
“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.
Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.
Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).
Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Equilíbrio orçamentário
Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.
Recomendações
Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.
Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.
Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.
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