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ARRUDA (Hélio Palma de)
Hélio Palma de Arruda, Engenheiro agrônomo, empresário, político, gestor público e empreendedor. (Cuiabá/MT 24/11/1926 – 28/11/1995). Filho de Mariana Palma de Arruda e Silvino Leite de Arruda, destacado empresário que impulsionou a indústria matogrossense, Hélio Palma compõe uma das mais tradicionais e históricas famílias cuiabanas. Seu começo na vida empresarial se deu na empresa de guaraná Zenitti. Casou-se em 1952, com Myrtes Simões, com quem teve oito filhos. Na vida pública teve destacada atividade, sendo eleito prefeito de Cuiabá, em 1959, em acirrada disputa política, tendo como seu vice Aecim Tocantins. Pouco tempo depois licenciou-se da prefeitura cuiabana para assumir a presidência do Banco da Amazônia, onde ficou por nove meses, voltando depois e concluindo seu mandato de prefeito. Em 1967 foi eleito para a presidência da Associação Comercial de Cuiabá, cargo que ocupou por apenas seis meses, sendo chamado para ocupar o cargo de Diretor Geral do Ministério da Agricultura, em Brasília, onde permaneceu até 1970. Deste período até 1978, ocupou cargo de diretoria no Incra, onde produziu projetos de obras e de assentamentos ao longo da Transamazônica e da BR-163. Ocupou os cargos de Secretário Chefe da Casa Civil e Secretário de Educação no governo de Frederico Campos(1979 – 1983), sendo que sua última função pública foi a de consultor da FAO-ONU.
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AYRES (Raimundo Maranhão)
AYRES (Raimundo Maranhão). Jornalista, empreendedor e poeta (Carolina/MA – 03/10/1914 – Guiratinga/MT, 1972). Por sua significativa produção literária ocupou a Cadeira nº 23, da Academia Mato-Grossense de Letras, entre seus escritos estão os seguintes livros: O poeta da flor de neve, Poesia da Fraternidade e Ronald de Carvalho. Em dezembro de 1945, Raimundo Maranhão fundou em Guiratinga – Mato Grosso, o jornal Novo Mundo, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas, e, posteriormente, órgão de Intercâmbio Cultural em todas as Américas e Europa, em conjunto com o órgão oficial da Associação de Intercâmbio Cultural. O jornal desapareceu possivelmente em 1954, enfrentando dificuldades materiais para se manter. Dados de sua redação informam que ele chegou a atingir mais de 50 países das Américas, Europa, Ásia e África. Por sua impetuosidade e dinamismo, Maranhão foi um dos mais importantes nomes de Mato Grosso na produção de intercâmbio cultural, por sua visão de mundo a ser atingido a partir de uma cidade relativamente pequena, na época, mas de intensa movimentação sócio-econômica em função de lides garimpeiras da década de 1940.
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