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ARRAIAL DE SÃO FRANCISCO XAVIER

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ARRAIAL DE SÃO FRANCISCO XAVIER. Localidade finita no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, Serra da Borda, no sudoeste de MT. Trata-se de antigo arraial construído todo de pedras e atualmente em ruínas. Em 1734 ocorreu descoberta de ricos filões auríferos, feitos em partilha dois anos após. No ano de 1737 foi construída uma capela, feita de pedra e barro, assim como dezenas de outras casas de moradia e de comércio. Todas de pedra e barro. Algumas ruas eram calçadas de pedras e havia pequenas pontes sobre pequenos veios d’água. Todas de pedra. Em 1743 foi erigido em Paróquia e comarca eclesiástica, independente de Cuiabá. Compõem juntamente com Nossa Senhora do Pilar, os primeiros vestígios de ocupação da porção ocidental da Capitania. A cidadela foi construída no topo da Serra da Borda (Pontes e Lacerda / Vila Bela), num ponto de visão de 360°, em área rica em ouro. Até meados do século XVIII foi uma bela e pujante cidade, e o ouro de aluvião a sustentou, no entanto, perdeu terreno com a construção de Vila Bela. Em 2014, é uma cidade fantasma, mas de valor histórico impressionante. Na década de 1980, o arqueólogo Paulo Zanetini, com relevantes serviços prestados à história arqueológica de Mato Grosso, em visita ao antigo arraial o cognominou de “A Machu Pichu Brasileira”, numa alusão á cidade inca plantada nos Andes peruanos. O lugar é exuberante. Mato Grosso ainda não conhece este ponto importante de sua história e que corre o risco de desaparecer, mesmo sendo tombado pelo patrimônio histórico do Estado e da União. Ocorre que o lugar está em propriedade particular e o que é pior, em área de prospecção de alta intensidade de minério aurífero. O entorno da cidade histórica é bombardeado quase que diariamente por dinamites colocadas pela empresa mineradora que explora ouro naquele lugar. 

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AGUIAR (Newton Alfredo de)

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AGUIAR (Newton Alfredo de). Taquígrafo, servidor público, radialista, teatrólogo, poeta e trovador (Cuiabá-MT, 18/06/1923 – idem 08/04/1987). Foi redator de debates na Câmara Municipal de Cuiabá, de onde obteve o diploma da “Ordem do Mérito Legislativo”. Pertenceu a diversas entidades culturais internacionais e nacionais, tendo recebido o Diploma do Instituto da Cultura Americana da República da Argentina. Seu trabalho e suas obras foram reconhecidos em Mato Grosso, tanto assim que foi ocupante da Cadeira 35, da Academia Mato-Grossense de Letras. Foi pioneiro na radionovela em Mato Grosso, tendo produzido em 1947 a peça teatral Sonata ao Luar. Dentre suas publicações, destacamos Rua do Tempo, publicada em 1977. Aguiar se tornou pioneiro e referência em artes.

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