Várzea Grande
Tragédia: Criança de 9 anos morre vítima de linha com cerol
Uma tarde de lazer transformou-se em tragédia neste domingo (26.10) em Várzea Grande. Um menino de apenas 9 anos perdeu a vida após ser atingido por uma linha com cerol, popularmente conhecida como “linha chilena”, enquanto andava de bicicleta no bairro Cristo Rei. O incidente chocante reacende o alerta sobre os perigos do uso de materiais cortantes em pipas.
O fatal acidente ocorreu na Rua Japuíra, próximo à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região. Segundo relatos iniciais, a criança pedalava pela via quando a linha cortante enroscou-se em seu pescoço, causando um ferimento grave e profundo.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram prontamente acionadas e se dirigiram ao local. No entanto, apesar dos esforços, o menino não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito ainda na cena da tragédia.
A Polícia Militar isolou a área para preservar o local e iniciar os levantamentos preliminares. A Polícia Técnica deverá realizar a perícia para coletar evidências que auxiliem na investigação. Até o momento, a identidade da pessoa que manuseava a pipa com a linha assassina é desconhecida.
As autoridades reforçam que o uso de cerol e da linha chilena é estritamente proibido por lei, justamente devido ao risco iminente que representa à integridade e à vida de pedestres, ciclistas e motociclistas. Casos como este servem como um doloroso lembrete das consequências devastadoras que essa prática irresponsável pode acarretar.
A Polícia Civil de Várzea Grande investigará o caso.
*Com informações de Gazeta Digital
Várzea Grande
Desmistificando o Autismo reúne mais de 2,4 mil profissionais em Várzea Grande
Mais de 2.400 profissionais da educação participaram, na noite desta segunda-feira (8), da capacitação “Desmistificando o Autismo e a Educação Inclusiva”, realizada em Várzea Grande. Essa capacitação foi estruturada pela vereadora por Cuiabá Maysa Leão (Republicanos), e já passou por 23 municípios do estado de Mato Grosso, impactando mais de 15.000 pessoas nos últimos 4 anos.
Ativista, especialista em TEA, TDAH e Inclusão pela PUC-PR, Maysa é uma das principais referências em Mato Grosso na defesa dos direitos das pessoas com deficiência e da educação inclusiva. A edição da capacitação em Várzea Grande contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação, que reuniu educadores, técnicos em educação, gestores e especialistas para esse debate sobre inclusão escolar, diagnóstico, terapias e Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Ao compartilhar sua trajetória, Maysa relembrou que sua atuação na causa nasceu da experiência como mãe de João Lucas, autista. Desde então, transformou a vivência familiar em uma missão pública de conscientização, acolhimento e defesa de políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes. “Eu não escolhi essa pauta por acaso. Ela entrou na minha vida através do meu filho e mudou completamente a forma como eu enxergo a educação, a inclusão e os direitos das pessoas com deficiência”, afirmou.
A abertura do evento foi realizada pelo servidor público e autista Davi Moretti, que falou sobre os desafios enfrentados por pessoas neurodivergentes e a necessidade de fortalecer a inclusão nas escolas. “Quero que a educação inclusiva chegue até a ponta, que é a escola. Hoje eu luto pela igualdade dessas crianças e pela construção de oportunidades para todos”, destacou.
A programação também contou com a participação da fonoaudióloga Claudiane Marques Campos, que abordou a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), ferramenta essencial para ampliar a comunicação e a participação de pessoas com dificuldades na fala. A especialista apresentou estratégias e recursos que podem ser utilizados pelos profissionais da educação para promover mais autonomia e inclusão no ambiente escolar.
A prefeita Flávia Moretti ressaltou a importância da iniciativa para a qualificação da rede municipal de ensino. “Aprender nunca é demais. Ter a oportunidade de compartilhar conhecimento com a Maysa Leão é importante para que os educadores levem esse aprendizado para as escolas, para os alunos e para as famílias”. Já a secretária municipal de Educação, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que investir na formação continuada dos profissionais é fundamental para garantir uma educação cada vez mais inclusiva e acolhedora.
Encerrando a capacitação, Maysa reforçou que a transformação da realidade das pessoas com deficiência passa pelo conhecimento e pela preparação dos profissionais que estão diariamente nas salas de aula. “Cada professor que sai daqui mais preparado representa uma criança em desenvolvimento. O meu sonho é que famílias e educadores não precisem mais lutar para que a inclusão aconteça de forma estruturada nas escolas. E isso começa com formação continuada, e compromisso com execução das políticas de inclusão”, concluiu.
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