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PEREIRA (José Saturnino da Costa)

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Matemático, oficial de engenharia, conselheiro e político (Uruguai, 22/11/1773 – Rio de Janeiro, 09/01/1852). Um dos homens mais cultos do Império brasileiro. Foi Senador por Mato Grosso de 1827 a 1852. Era membro do Conselho do Imperador, Comendador da Ordem do Cristo e Oficial do Cruzeiro, dentre outros títulos e condecorações. Foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e escreveu vários livros, a exemplo de: “Dicionário Topográfico”, “História Geral dos Animais” e “Compêndio de Geografia Elementar”.

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MESQUITA (José Barnabé de)

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Escritor, jornalista, advogado e professor (Cuiabá-MT, 10/03/1892, idem 22/06/1961). Batizado com o mesmo nome do pai, Barnabé de Mesquita. Bacharel em Ciências e Letras, pelo Liceu Salesiano São Gonçalo de Cuiabá, em 1907 e, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1913, onde foi orador de sua turma. De volta à terra natal dedicou-se às atividades jurídicas, sem, no entanto, esquecer-se de sua paixão pelas letras. Foi presidente-fundador do Centro Mato-Grossense de Letras, mais tarde AML. Deixou vasta obra literária, dentre os quais, os contos “A cavalhada”, de 1928, “Espelho das almas”, de 1932, e os poemas “Terra do berço”, “Epopéia Mato-Grossense”, “Três poemas da saudade”, todos de 1945. No ano de 1949 escreveu “Poemas de Guaporé”. Foi professor de português da Escola Normal, Procurador Geral do Estado de Mato Grosso, Diretor da Secretaria do Governo, juiz de Direito da comarca do Registro de Araguaia, professor da Faculdade de Direito de Cuiabá, da cadeira de Direito Constitucional e Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso de 1930 a 1940, onde chegou à presidência. Segundo Antônio Arruda, foi o que mais exerceu a função de presidente do Tribunal de Justiça, juntamente com o velho Des. João Martins França. Após a sua aposentadoria, dedicou-se à advocacia, tendo ainda exercido o cargo de secretário-geral do Território Federal do Guaporé, hoje Rondônia e Procurador municipal da Prefeitura de Cuiabá. Foi colaborador de inúmeras revistas e jornais. Recebeu a Comenda da Ordem de São Silvestre, pelos serviços prestados à ação católica, em 1933 pelo Papa Pio XI; Condecorado com a Medalha do Pacificador, pelos serviços à Pátria em 1960 pelo Ministro da Guerra. Fundador da Academia Mato-grossense de Letras presidiu-a, ininterruptamente, desde a sua fundação até o seu falecimento, em 22 de junho de 1961, em Cuiabá, por quase 40 anos, quando o Tribunal de Justiça do Estado, pela Portaria nº 18/61, de 23 de junho de 1961, decretou luto oficial pela perda daquele que durante 10 anos exercera a Presidência do Egrégio Tribunal de Justiça.

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