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MESQUITA (José Barnabé de)

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Escritor, jornalista, advogado e professor (Cuiabá-MT, 10/03/1892, idem 22/06/1961). Batizado com o mesmo nome do pai, Barnabé de Mesquita. Bacharel em Ciências e Letras, pelo Liceu Salesiano São Gonçalo de Cuiabá, em 1907 e, em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1913, onde foi orador de sua turma. De volta à terra natal dedicou-se às atividades jurídicas, sem, no entanto, esquecer-se de sua paixão pelas letras. Foi presidente-fundador do Centro Mato-Grossense de Letras, mais tarde AML. Deixou vasta obra literária, dentre os quais, os contos “A cavalhada”, de 1928, “Espelho das almas”, de 1932, e os poemas “Terra do berço”, “Epopéia Mato-Grossense”, “Três poemas da saudade”, todos de 1945. No ano de 1949 escreveu “Poemas de Guaporé”. Foi professor de português da Escola Normal, Procurador Geral do Estado de Mato Grosso, Diretor da Secretaria do Governo, juiz de Direito da comarca do Registro de Araguaia, professor da Faculdade de Direito de Cuiabá, da cadeira de Direito Constitucional e Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso de 1930 a 1940, onde chegou à presidência. Segundo Antônio Arruda, foi o que mais exerceu a função de presidente do Tribunal de Justiça, juntamente com o velho Des. João Martins França. Após a sua aposentadoria, dedicou-se à advocacia, tendo ainda exercido o cargo de secretário-geral do Território Federal do Guaporé, hoje Rondônia e Procurador municipal da Prefeitura de Cuiabá. Foi colaborador de inúmeras revistas e jornais. Recebeu a Comenda da Ordem de São Silvestre, pelos serviços prestados à ação católica, em 1933 pelo Papa Pio XI; Condecorado com a Medalha do Pacificador, pelos serviços à Pátria em 1960 pelo Ministro da Guerra. Fundador da Academia Mato-grossense de Letras presidiu-a, ininterruptamente, desde a sua fundação até o seu falecimento, em 22 de junho de 1961, em Cuiabá, por quase 40 anos, quando o Tribunal de Justiça do Estado, pela Portaria nº 18/61, de 23 de junho de 1961, decretou luto oficial pela perda daquele que durante 10 anos exercera a Presidência do Egrégio Tribunal de Justiça.

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MURTINHO (Joaquim Duarte)

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Médico, engenheiro civil, professor, financista, político e estadista (Cuiabá-MT, 07/12/1848, Rio de Janeiro-RJ, 19/11/1911). Nascido em família da alta sociedade cuiabana, Murtinho estudou em bons colégios no Rio de Janeiro. Escolheu Engenharia Civil, depois de ter concluído o estudo secundário no Rio de Janeiro, optando também por Medicina Homeopática, Economia Política e Ciências Físicas e Naturais. Na área de medicina dedicou-se aos mais carentes, fazendo curas assombrosas com seus diagnósticos rápidos e precisos, usando mais a intuição do que os laboratórios. Progressivamente foi assumindo o lugar de engenheiro. Foi também professor de Química Orgânica Experimental, Meteorologia, Biologia Industrial e Zoologia. Seu vigor científico deu-lhe destaque internacional e assegurou-lhe a posição de Homem de Estado. Tendo-se eleito Senador por Mato Grosso, participou da primeira Constituinte Republicana de 1891. Como médico particular do Marechal Deodoro da Fonseca, teve grande influência política em nosso Estado, como se observou na nomeação e exoneração do primeiro Governador, General Antônio Maria Coelho. Ao assumir a Presidência da República o Vice-presidente Manuel Vitorino Pereira (1896-97), Joaquim Murtinho foi nomeado Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, permanecendo até o retorno do presidente Prudente de Moraes às suas funções. O presidente seguinte, Campos Sales, nomeia Joaquim Murtinho Ministro da Fazenda, considerando-se ele, da forma como o presidente se considerava, “um homem que serve a República e não um homem que se serve da República” . Escreveu livros e teses científicas sobre o tema, dentre os quais “Respiração em Geral”, de 1872. É patrono da Cadeira 26 da Academia Mato-Grossense de Letras. No campo empresarial tinha participação em extração e processamento de erva-mate no sul de Mato Grosso através da Cia. Matte Laranjeira, da qual era sócio. Tornou-se uma figura nacionalmente conhecida, sendo que seu nome figura em inúmeros municípios em placas de ruas, avenidas e praças. A atuação de Murtinho, nas finanças do Brasil, ao fim de sua vida, era mundialmente reconhecida. Jornais do Brasil, do Uruguai, da Argentina, dos Estados Unidos, do México, da Inglaterra, da França, da Alemanha e ouros países foram unânimes em lhe reconhecer o mérito. O Jornal do Comércio, na edição e 12 de maio de 1914 abria notícia da seguinte forma: “O Brasil tem no saudoso estadista um dos seus maiores beneméritos, um dos seus filhos mais preclaros. Nunca serão demasiadas as homenagens prestadas à memória de Joaquim Murtinho, um dos maiores e mais prestimosos servidores da Nação”.

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